23 de abril de 2010

O idealismo criador nas ciências e nas artes é fundamental para o progresso humano.

O idealista é aquele que, acreditando no valor das idéias, estabelecidas com base em uma lógica irreparável, propugna por elas com uma força incomum, fugindo das idéias preestabelecidas e das rotinas da vida. É preciso não confundir o idealista com um sonhador inconseqüente.

Na vida existem mentalidades ativas e passivas, idealistas e passadistas, revolucionários e conservadores, bem como mentalidades amorfas e medíocres.

De um lado, temos os conservadores, cujas raízes têm origem no medo a qualquer modificação tanto no modo de vida como no modo de pensar; eles são contrários às inovações e estão satisfeitos dentro dos limites de sua experiência e do seu conhecimento. Detestam ter que se adaptar ou ajustar-se às novas situações. Não possuem ambições, nem mesmo as mais simples, e detestam tudo que é novidade. A Filosofia os classifica como misoneístas.

Existem também, os passadistas, ou seja, aqueles que se apegam às velharias do passado, herdadas de tradições, amigos de velhos costumes, amantes de coisas antigas, bem como os preciosistas, que cultivam a mania de usar velhos chavões de estilo.

Uns e outros constituem a grande maioria dos rotineiros: são socialmente apáticos, de regra, não se manifestam, são aferrados a velhos pontos de vista, não acompanham o progresso intelectual, filosófico e científico, estão sempre satisfeitos com o “status quo”. Embora alguns despertem a sua curiosidade, não possuem desejo forte de progredir, preferindo ficar na inércia mental. Preferem a lei do menor esforço, até para discordarem de novas idéias. Por isso, não oferecem grandes resistências e embaraços às inovações. Já os reacionários, lutam aferradamente contra os idealistas que procuram abrir novas rotas e dar novo rumo à ciência e ao saber humano, em geral. Sob certo ponto de vista, os reacionários podem desempenhar papel preponderante, no sentido de conter certas mudanças abruptas de alguns idealistas desenfreados, que embora agindo de boa fé, não chegam a perceber que certas reformas ou inovações bruscas podem acarretar grandes transtornos sociais e econômicos.

Os idealistas e rotineiros empenham-se em permanente e renhida luta; a teimosia destes últimos, sempre em muito maior número que aqueles, cria grandes entraves e causa grandes atrasos ao progresso das sociedades. Mas, a despeito disso, os empecilhos são vencidos e o progresso abre o seu caminho inexoravelmente.

O idealismo criador nas ciências e nas artes é fundamental para o progresso humano. A criação de novas invenções, o avanço da tecnologia e da medicina não dispensam o gênio criador dos idealistas. O idealista, para provar suas idéias e suas teorias, luta com denodo, sem cessar, incansavelmente. É a luta da inteligência contra a ignorância e a inércia dos rotineiros ou a oposição dos reacionários.

A História da Humanidade está cheia de exemplos edificantes de idealistas notáveis, em todas as áreas do conhecimento humano, bastando, para isso, consultar as biografias dos grandes reformadores da ciência, das artes e da sociedade de uma maneira mais ampla.

A despeito das barreiras opostas pelos rotineiros e reacionários de toda espécie, inclusive a barreira criada pelos dogmas e fanatismos impostos pelas religiões, novas concepções da vida e do Universo continuarão surgindo e sua marcha em direção ao progresso e à evolução espiritual jamais será detida, pois a observação e a experiência revelarão ao mundo, em futuro breve, verdades incontestáveis. Está claro que os idealistas, agindo sempre de boa fé e recebendo intuições voltadas para o progresso material e a evolução espiritual, têm um importante papel a desempenhar nesse contexto.

Do Livro Reflexões Sobre Os Sentimentos

22 de abril de 2010

O espírito quando encarna traz consigo uma vocação. O que deve fazer então é aperfeiçoá‑la no decorrer da existência.

O espírito quando encarna, traz consigo ao menos uma vocação. O que deve fazer então, é aperfeiçoá‑la no correr da existência. É fato notório que o indivíduo sente prazer em trabalhar dentro de sua especialidade. Todos devem trabalhar contentes com a sua profissão, porque assim vivem melhor e mais alegres. O bom‑humor, todos o sabem, é fator de saúde.

Às vezes o indivíduo tenta mudar de profissão, com a idéia de ganhar mais, seduzido pela prosperidade material alheia, supondo que a riqueza monetária traz felicidade.

O dinheiro é uma armadilha terrível para enredar os incautos. Pobres dos que se deixam inebriar pelo engodo dos deleites mundanos oferecidos pelo dinheiro, irremediavelmente contaminado pelo vírus entorpecente dos convites da matéria! Tão prejudicial quanto o vício arrasante do fumo, do álcool, do ópio, da maconha, do jogo, é o vício do apego ao dinheiro, pelo qual tudo faz e sacrifica o mísero ser dominado por ele. O dinheiro pode levar de roldão a honra, o caráter, a dignidade, a moral do indivíduo, fazendo‑o perder um bem precioso, que é a encarnação.

Os vícios citados podem ser abandonados, e são conhecidos muitos casos de recuperação, mas o escravo do dinheiro, o ególatra, o sovina, o armazenador argentário que o quer só para si, egoisticamente, a fim de usufruí‑lo, desfrutá‑lo nababesca e criminosamente, ou para gozá‑lo de forma doentia, no seu volume acumulado, este é realmente um caso perdido, um infeliz que encontrou o seu deus ‑ matéria ‑, e o há de sorver, inapelável mente, até o último segundo da existência.

Abandonar, pois, a vocação, para correr atrás do dinheiro, pode ser um erro de clamorosas conseqüências. Mais vale o pouco e produtivo, no sentido da evolução, do que o muito e destrutivo.

A vocação, de um modo geral, se manifesta como resultado da atividade exercida pelo espírito nas encarnações mais recentes. O espírito que tenha sido cientista, manifesta vocação para a ciência, como o artista, para a arte, o eletricista, para a eletricidade, e assim por diante. Em cada existência, mais experiência ele adquire e, pois, mais se aperfeiçoa na atividade a que se vem entregando.

O mundo está organizado para oferecer esferas de ação numerosíssimas a todas as vocações. Estas são necessárias, não só para quem as possui, como para aqueles que por elas são beneficiadas.

Assim, para exemplificar, o alfaiate artífice tanto colhe experiências e proventos com a sua profissão, como os seus clientes se beneficiam de uma obra que não sabem executar.

Como as peças de um relógio, cada indivíduo tem de assumir o seu lugar na vida e procurar fazer, do melhor modo possível, a sua tarefa vocacional.

Todos, quando encarnam, trazem a sua vocação. É a ambição desmedida que, muitas vezes, põe de lado o esforço orientado no sentido reto da vocação, para forçar a caminhada por outra vereda, aparentemente mais lucrativa. Daí registrarem‑se os grandes fracassos, cujas origens ficam para trás, na sombra de atos imprudentes do passado.

A inteligência Universal está presente em toda parte, e cada ser se move no seu oceano de Sabedoria, com uma trajetória definida. Se o mau uso do livre arbítrio não opuser dificuldades a que o espírito prossiga, serenamente, na sua jornada, pode considerar‑se vitoriosa a encarnação consumada, e novos horizontes serão descortinados na vida espiritual.

Encontram‑se pessoas que possuem várias vocações, o que lhes permite escolher uma ou mais delas para a sua profissão. As vocações são atributos do espírito oriundos do seu próprio merecimento, conquistados pelo seu esforço na cadeia imensa de suas reencarnações.

A vocação revelada na existência terrena não é a única que o espírito possui, mas foi aquela que ele, por conveniência, gravou no plano astral em seu subconsciente, para manifestar‑se após a reencarnação.

Há tarefas no mundo muito mais árduas umas do que as outras, e os que se encontram em situações desfavoráveis, costumam revoltar‑se com elas por falta de esclarecimento. Reconhecendo que cada um tem o que merece, o papel do Racionalismo Cristão não é apagar as falhas que produziram o imerecimento, coisa impossível, face às leis imutáveis, mas aconselhar novas práticas no viver de cada dia, para que o futuro seja coroado das melhores perspectivas.

A vocação convida o indivíduo a situar‑se numa esfera de ação em que poderá colher os frutos espirituais mais rendosos na sua experiência terrena.

As vocações podem ser desvirtuadas, quando fortes tendências individuais dominem a força de vontade. Quando essas tendências pendem para o lado mau, surgem, como exemplo, os habilidosos batedores de carteira, os técnicos do roubo, os engenhosos planos usurpadores, a ciência do crime.

Todos os espíritos encarnam para praticar o bem, para serem bons; fora disso estão deslocados da sua esfera de ação, submersos no lado das mazelas terrenas e agravando a sua situação moral.

Viver, todos vivem; o difícil é saber viver. Viver em prejuízo próprio, acarretando sofrimentos para o futuro, é uma, insensatez. No entanto, a grande maioria vive como louca, num estado de semi‑inconsciência, praticando, a cada passo, os atos mais desatinados e abomináveis.

A maioria das pessoas tem medo de conhecer a Verdade, para não entrar em choque com a própria consciência, tão certa está de andar praticando o mal. Mas da Verdade ninguém escapa, e em dias que virão nesta existência física ou, depois, na Astral, ela resplandecerá, sem qualquer possibilidade de ficar oculta. O desinteresse pelo seu conhecimento somente servirá para a prática de novos erros.

Limitar‑se o indivíduo à sua vocação, não significa estar ele imune de incorrer em alguma falta derivada do uso do livre arbítrio, mas esse critério poderá servir para cumprir a sua missão terrena com as melhores perspectivas de êxito.

Forçoso é reconhecer que as probabilidades que tem o indivíduo de descambar pela falência moral, durante a trajetória terrena, são muito maiores do que as de sucesso. Isso porque a tendência da criatura encarnada é a de materializar‑se, cada vez mais, se não tiver um acervo espiritual valioso.

Os convites da matéria são inúmeros e fascinantes, e se apresentam bastante dominadores para quem não disponha dos recursos de defesa. Esses recursos se encontram nos ensinos espiritualistas e, mais ou menos adormecidos, na contextura do próprio espírito, os quais precisam ser vivificados pelo trabalho diário na esfera de ação de cada indivíduo.

A influência materialista está presente nas mentes de quase todos os encarnados, com a ajuda das religiões, que primam em apresentar imagens palpáveis para serem adoradas.

Na esfera de ação de cada um, não estão incluídos os atos que aberrem contra a Verdade, e se se manifestam, é porque a mente materializada ainda os conserva.

Os afins se atraem. Deste modo, os que pensam materializadamente achegam‑se uns aos outros e formam comunidades poderosas, cujos erros só em séculos podem ser desfeitos, séculos de dores, de experiências duras, colhidas nos desvios da contraprudência.

Para cada esfera de ação, a criatura se prepara no Plano Astral respectivo, de maneira a nela operar‑se, de modo salutar e construtivo, o desenvolvimento de atividades úteis, para o benefício geral.

Se, em lugar disso, a criatura age em sentido contrário, movida por interesses subalternos, escusos e corruptores, está procedendo insensata, leviana e dolosamente, em detrimento da evolução.

Urge compreender bem esse fato, para que não se incida, conscientemente, em erro. Deve haver um sentido de alerta permanente para não se errar. A mente precisa estar sempre preparada para reagir contra os maus pensamentos, os de fraqueza, os de negligência, os desabonadores da conduta.

As pessoas no mundo estão cercadas de perigos e ciladas, tornando‑se, por isso, indispensável que se previnam contra os assaltos imprevistos, os ataques sorrateiros, as picadas venenosas. Se bem que se encontrem almas esclarecidas no torvelinho da vida, a realidade é que a maldade predomina nos conglomerados humanos, em que a maioria corre atrás, avidamente, do açambarcamento, dominada pela ânsia de aumentar haveres, sem escrúpulos, sem olhar se lesa ou deixa de lesar.

Evidentemente ninguém vem encarnar, para proceder dessa condenável forma, mas, em aqui chegando, a maioria dá expansão aos atributos negativos da alma, rejeita idéias evolutivas que lhe pareçam pouco práticas, e se atira, sofregamente, às conquistas terrenas, completamente cega da visão espiritual.

Esse quadro, porém, não representa uma contingência imperativa de um curso inevitável. Se assim fosse, de nada adiantaria o preparo feito no Plano Astral para que a criatura encarne perfeitamente munida dos elementos morais que, com esforço, a farão triunfar em sua esfera de ação, triunfar espiritualmente, não deturpando a preparação recebida, não esmorecendo diante das dificuldades interpostas, não se deixando aniquilar em face do sofrimento.

Neste alambique depurador, todos terão de carregar, em sentido simbólico, a sua cruz. Para uns é mais leve do que para outros, mas também é fácil entender que uns tivessem praticado menos erros no passado do que outros.

Todas essas cruzes simbólicas poderão ser leves, no futuro, se cada um procurar viver contente no seu campo de ação com a sua profissão, desejoso de esmerar‑se nela, agindo sempre com honestidade, consciente de que é um ser ativo ao serviço de uma Causa, cumprindo a lei da Evolução Universal.

Do Livro Ao Encontro de Uma Nova Era.

Evolução significa poder criador. Quanto mais evoluído o espírito, mais poderoso se torna o seu pensamento e a sua capacidade de criação

A força do pensamento tem como medida o grau de evolução do ser humano, e como limite a capacidade que este possuir de utilizar-se do seus atributos espirituais.

Ela deverá ser sempre desenvolvida com o objetivo de favorecer ao bem comum. Desde que o ser humano cresça na consciência de si mesmo e se identifique com as suas poderosas faculdades latentes, encontrará na força do pensamento o instrumento seguro e eficaz para a realização de todos os seus anseios e aspirações e a proteção da sua saúde física e mental.

A história da medicina registra inumeráveis casos de doenças graves cujas curas, por muitos consideradas milagrosas, apenas se deveram à reação espiritual dos próprios enfermos e à atração que souberam exercer das Forças Superiores.

A sublimação do pensamento traduz um estado de consciência sensível à evolução do espírito e propício à conquista da felicidade interior e do bem-estar proporcionado por essa felicidade.

O espírito cria a imagem pelo pensamento e depois a materializa para determinado fim. Vejam-se as maravilhas da pintura universal. Observe-se a riqueza, a magnificência da obra que consagrou e imortalizou tantos e tantos artistas, através dos tempos. Pois nenhuma delas foi lançada na tela sem que o pintor a tivesse mentalmente concebido em todos os seus detalhes.

O mesmo acontece com o engenheiro. Antes de desenhar o edifício, a máquina, o aparelho, o instrumento, a peça, ele os estuda e examina nos seus mínimos pormenores.

Com o pensamento em ação, engendra primeiro o esboço, corrige depois as prováveis falhas até que a imagem do que vai exteriorizar e materializar no papel esteja mais ou menos perfeita.

De toda a obra humanatoda, sem exceção — criou o espírito a imagem pela ação do pensamento, e depois a materializou. E se assim ocorre na Terra, muito mais no Espaço onde o poder do pensamento criador é incomparavelmente maior.

Evolução significa, acima de tudo, poder criador. Quanto mais evoluído o espírito, mais poderoso se torna o seu pensamento e a sua capacidade de criar.

Um homem atrasado, por mais nefasta que seja a sua atividade, não pode ultrapassar certos limites impostos pela indigência do raciocínio e pela pobreza mental de que é dotado. Um espírito evoluído, um cientista, por exemplo, se fosse utilizar os recursos de sua inteligência para o mal, poderia causar uma obra verdadeiramente devastadora.

E se isto é possível num mundo tão modesto, de tão reduzida evolução espiritual, imagine-se a imensa força criadora, o extraordinário poder de realização dos espíritos altamente evoluídos cujas atividades são exercidas em planos mais elevados.

O pensamento vigoroso emana do espírito forte, adestrado, experiente. Em cada encarnação bem aproveitada, trabalha ele conscientemente, para melhorar, ainda mais, a sua personalidade psíquica.

E é na ordem deste progresso que crescem o poder do pensamento e a capacidade de conceber, de criar, de realizar obras, cada qual mais importante.

O grande repositório da sabedoria não está na Terra, mas no Espaço Superior. Os progressos avançados da moderna tecnologia não seriam ainda conhecidos, se muitas das suas parcelas não tivessem sido transmitidas aos seres humanos pela via da intuição, vale dizer pela força do pensamento, diante da qual todas as distâncias se anulam.

Das riquezas espirituais que a criatura tem forçosamente de conquistar neste planeta, assume papel de excepcional relevo a faculdade do pensamento, de cujo poder concentrado e abrangente depende a racional solução de todos os problemas da vida.

Do Livro A Vida Fora da Matéria

20 de abril de 2010

Fora do campo da espiritualidade jamais poderá alguém encontrar solução para os problemas espirituais.

Muitas tentativas têm sido feitas no setor das ciências filosóficas para explicar o que são Força e Matéria, na sua concepção genérica. Destituídas, porém, de base, essas explicações (de um modo geral inconvincentes e insatisfatórias) contribuíram, em muitos casos, para aumentar a confusão e a dúvida existentes no espírito humano não esclarecido, a respeito da vida fora da matéria.

Hoje, entretanto, Força e Matéria constituem tema de simples análise, desde que desdobrado, sem grandes reflexões teóricas, na seqüência dos princípios racionais expostos nesta obra, ajustando-se aos moldes de uma invulgar simplicidade, acessível ao raciocínio comum.

Fora do campo da espiritualidade (que é imenso e inesgotável) jamais poderá alguém encontrar solução para os problemas espirituais.

A definição de Força e Matéria situa-se, pois, dentro da lógica dos fenômenos psíquicos amplamente divulgados pelo Racionalismo Cristão.

Enquanto o ser humano não adquirir pleno conhecimento de si mesmo como Força e Matéria, nenhuma indagação filosófica poderá exercer influência decisiva no apuramento da sua conduta individual. Quanto mais segura, mais nítida e realística for a compreensão da ação do espírito sobre o corpo físico, vale dizer, da Força sobre a Matéria, mais depressa a clarividência do sentido espiritual revelará ao estudioso as funções vitais da natureza universal.

Em Força e Matéria se resume, se sintetiza, se define, se explica toda a Verdade da vida.Os princípios reunidos nesta obra apenas encerram a parcela de ensinamentos daquela verdade que está ao alcance da compreensão humana, desde que a criatura se interesse realmente pelo seu estudo, sem se deixar influenciar pelos ultrapassados compêndios sectaristas.

A apuração dos conhecimentos relacionados com a vida reduz os erros em que tantos incidem.E o que é a vida, senão a ação permanente da Força sobre a Matéria?

A Matéria não possui atributos. Estes são exclusivos da Força, e como tal se exteriorizam e manifestam na consubstanciação dos três reinos da natureza.

Os atributos, que os seres encarnados manifestam, apenas constituem reduzido número daqueles que podem revelar espíritos mais esclarecidos que, em virtude do seu maior grau de evolução, não estagiam neste planeta.

A Força mantém o Universo regido por leis comuns, naturais e imutáveis.

Comuns, porque são inerentes a todos, sem a mínima exceção; naturais, por decorrerem de uma seqüência lógica no processo da evolução; imutáveis, por serem absolutas, e neste sentido nãolugar para o imprevisto, para o acaso ou a dúvida, imperando ( e sempre) a exatidão, a certeza, a perfeição.As responsabilidades e os deveres do ser humano (que ele precisa compreender bem para convencer-se de que toda vez que infringir as leis naturais retarda, inapelavelmente, a marcha da sua evolução) estão dentro destes Princípios.

Assim, sem conhecer o processo do seu próprio desenvolvimento espiritual, sem se conhecer a si mesma na sua composição astral e física, não pode a criatura conduzir-se com o necessário aproveitamento, daí resultando ter de submeter-se, em obediência àquelas leis (ainda que por livre vontade e em duras experiências) a uma multiplicidade de reencarnações cujo número seria, de outro modo, grandemente reduzido.

O Universo é composto de Força e Matéria. A Força é o agente ativo, inteligente e transformador. A Matéria, o elemento passivo e plasmável. Ambos, na sua forma original, indivisível, fundamental e imponderável, penetram todos os corpos, estendendo-se pelo espaço infinito.

A Força, agindo em obediência às leis evolutivas, utiliza-se da Matéria, no estado primário desta, e com ela forma corpos e realiza fenômenos incontáveis e indescritíveis que escapam à apreciação comum, considerados os limitados recursos deste Planeta.

No Universo nãonada de novo e também nada se perde. Tudo nele está criado. Há, somente, transformação da Matéria e evolução da Força.

Os inumeráveis corpos compostos em combinações múltiplas de partículas da matéria organizada, nada mais exprimem do que essas transformações.

Composição e decomposição, agregação e desagregação de corpos, são o resultado da ação mecânica da vida.A ciência química, em suas constantes investigações, classificou mais de uma centena de elementos básicos da matéria organizada, dando à partícula fundamental e infinitésima desses elementos o nome de átomo.Os átomos são cientificamente combinados para formar as moléculas que se classificam, por sua vez, como partículas infinitésimas dos corpos compostos.

Tanto os átomos como as moléculas se mantêm agregados uns aos outros enquanto a força exerce sobre eles a sua ação coesiva, e se desagregam, quando essa mesma força deixa de atuar.

A matéria organizada, ainda que representada por um simples átomo, contém uma soma de energia de extraordinário poder, mantendo-se cada núcleo de alta condensação de força perfeitamente equilibrado com os demais na composição do Todo, em completa uniformidade, cada qual dentro da respectiva classe, sem nenhuma alteração na sua constituição específica. Isto porque o que as leis estabeleceram não pode sofrer modificações, que não existem imprevistos para a Sabedoria Excelsa que é una, integral, total.A Força, utilizando-se da matéria, começa a sua evolução na estrutura do átomo, passando, depois, a uma nova ordem de ação construtiva, na composição das moléculas.

Em todo o constante agregar e desagregar dos corpos, a intensidade da força vai aumentando nesses núcleos infinitésimos com maior acentuação das vibrações da vida, fazendo progredir o seu grau de inteligência.Completado o ciclo iniciado no primeiro dos três grandes reinos da natureza (o mineral) de onde ascenderam para o vegetal e o animal, passam esses núcleos a constituir-se em microorganismos de ínfima espécie.Desses microorganismos, partindo da espécie ínfima, empreende a partícula de Força a sua evolução através de outras espécies e de outros organismos de maior desenvolvimento, atingindo sempre formas mais elevadas.Na molécula e suas subdivisões, a Força Inteligente apenas se torna perceptível por sua expressão vibratória ou de movimento intramolecular. nos microorganismos, além daquela vibração, revela ação de movimento exterior (a locomoção).

Assim, de mudança em mudança de um corpo para outro imediatamente superior, vai a partícula da Força evoluindo, até atingir condições que lhe permitam, como espírito, encarnar em corpo humano, em situação de exercer a faculdade do livre arbítrio e assumir as responsabilidades inerentes a essa faculdade.Como espírito, encarna inumeráveis vezes, adquirindo sempre mais inteligência, mais luz, mais experiência, mais conhecimentos, mais clara concepção da vida e maior capacidade de raciocínio.

O espírito faz a sua trajetória neste planeta em condições apropriadas ao seu estado de adiantamento, passando em cada reencarnação a viver em meio adequado ao progresso alcançado, até terminar a parte da evolução que corresponde a este mundo.

O globo terrestre é uma esfera de matéria organizada impregnada de forças que atuam diretamente sobre os átomos, constituindo-os, unindo-os e mantendo-os em equilíbrio, na sistemática de uma complexidade de movimentos.

O átomo está em constante vibração produzida pela energia existente no seu interior, e liga-se a outro átomo pela força de coesão para compor a molécula. É também essa mesma força de coesão que une as moléculas entre si.

De um pólo ao outro da Terra, passam linhas de força que as próprias bússolas denunciam.

A força de gravidade exerce poderosa ação sobre cada átomo, atraindo-o para um centro no interior do globo.Em todos os movimentos que executa, a esfera terrestre é impulsionada pela força que atua no interior dos seus átomos.

Vê-se, pois, que é a Força o atributo fundamental predominante no reino mineral. No vegetal, a Força e a vida, e finalmente no reino animal (além destes dois últimos atributos) predomina também a inteligência.Não se deve inferir daí a inexistência de vida no reino mineral nem inteligência no vegetal. Apenas se menciona a predominância dos atributos fundamentais apontados, para facilitar a compreensão do leitor, dada a transcendentalidade do assunto.

O ser humano que quiser demorar-se na investigação deste importante tema encontrará campo aberto para desdobrar o raciocínio, fortalecer as suas convicções e concluir que essas duas fontes substanciais (Força e Matéria) são o princípio e o fim, são unidades que se tocam nos seus extremos, que correm paralelas e que, na sua incomensurabilidade, abrangem o Infinito e penetram e envolvem o Universo.

Do Livro A Vida Fora da Matéria

Revés não significa mais que um incidente passageiro. Ele deve servir para chamar a atenção para algo que foi negligenciado ou que era desconhecido.

Jamais o espírito se deverá deixar abater. Um revés não significa mais que um incidente passageiro. Ele deve servir para chamar a atenção para algo que foi negligenciado ou que era desconhecido. Muitas vezes chega até a ser útil.

De qualquer modo, sempre há de haver uma experiência a colher e uma lição a guardar de cada insucesso que ocorre.

Na vida nada acontece por acaso. Tudo tem a sua explicação, o seu motivo, a sua causa, a sua razão de ser. Ninguém pode aprender somente com o êxito, pois também se aprende, e muito, com o insucesso. A felicidade, a saúde e o bem-estar não seriam tão desejados, se fossem desconhecidas a desgraça, a doença e a miséria.

Diante disso, ninguém deve esmorecer. O lema é sentir o mal para evitá-lo, para combatê-lo, para destruí-lo, e conceber o bem para conquistá-lo, para atraí-lo, para integrá-lo nos hábitos e costumes de todos os dias.

Nessa conduta reflete a ação soberana do pensamento que sobressai, por representar uma força motriz de prodigiosa capacidade para derrotar os obstáculos.

Essa força do pensamento varia com a educação da vontade. A vontade fraca anima o pensamento débil; a vontade forte, o pensamento vigoroso.

Não é, pois, dando acolhimento às vibrações enfermiças do pessimismo, do desânimo, da malquerença, da inveja, da ingratidão, do ódio, da vingança, da perversidade e da indolência que o indivíduo se fortalece e resolve os seus problemas. Antes entorpece a mente e se arruína com essas vibrações.

Do Livro a Vida Fora da Matéria


A refração de luz que os corpos emitem denomina-se aura

Todos os corpos, quaisquer que sejam, possuem uma base fluídica. Essa base os interpenetra e expande-se além dos seus limites físicos, formando um envoltório que não pode ser visto aos olhos nus, esta refração de luz que os corpos emitem denomina-se aura.

A matéria organizada (física) e os diversos níveis de matéria fluídica são campos de manifestações da Inteligência Universal. As auras refletem essas manifestações.

A visão física apenas pode distinguir as cores do espectro solar e suas associações. Existem, no entanto, inumeráveis outras que, embora escapando aos olhos humanos, fazem parte da seriação de cores da aura.

A visão astral, quando principia a desenvolver-se, apenas distingue a porção de maior densidade da aura. Sua observação mais profunda é possível somente aos que possuem a vidência suficientemente apurada. A coloração da aura dos minerais apresenta-se, de certo modo, constante. Nos vegetais, a vida já demonstra ação evolutiva mais avançada e variável. Por exemplo: as árvores, no viço da existência, e as madeiras, na sua utilização industrial, apresentam auras diferentes, que correspondem à transformação operada com o manuseio.

Nos animais inferiores, aumenta a variação das cores das auras, que se alteram de acordo com as condições de saúde, com o estado de calma ou de irritabilidade, de coragem ou de temor, de boa ou de má nutrição e, ainda, com a idade viril ou de senilidade.

É a aura humana que, pela grande variação de cores, apresenta maior complexidade de análise. Sua leitura só poderá ser efetuada com exatidão por espíritos evoluídos, conhecedores de toda a sutileza da alternação e combinação das cores, já que, numa mesma cor, cada tonalidade possui significado particular, e cada combinação de duas ou mais cores ou tonalidades exige novas interpretações.

Quando a pessoa se mantém em estado de calma e de tranquilidade, sua aura se manifesta por coloração própria, reveladora do grau de evolução do espírito, pois retrata suas tendências, capacidade de raciocínio, nível de inteligência, natureza dos pensamentos e grau de sensibilidade de consciência. Em síntese, retrata o seu caráter.

Disso resulta modificar-se, de indivíduo para indivíduo, a cor habitual ou própria da aura. E essa cor habitual ou própria vai mudando, paulatinamente, à medida que o caráter é aprimorado, com a eliminação progressiva dos sentimentos inferiores. Contudo, a aura está sujeita, ainda, a mutações repentinas e passageiras. Basta a pessoa deixar-se envolver por uma emoção ou paixão qualquer, ser acometida de determinado sentimento, para que sua aura tome, imediatamente, a cor que esse estado psíquico traduz. É que emoções, paixões e sentimentos momentâneos produzem vibrações correspondentes, e estas, dominando o campo da aura, se impõem com sua cor própria.

Portanto, as cores habituais da aura definem, de modo geral, o caráter do indivíduo, ao passo que as cores passageiras expressam as mutações de pensamentos e emoções diante dos problemas da vida. Durante o sono, pode-se observar a aura do corpo físico, quando o espírito dele se afasta com o corpo fluídico, sem rompimento dos vínculos vitais. Verifica-se, então, ser esbranquiçada e transparente, como se fosse constituída de fios de cabelo esticados, se o corpo estiver são, e, curvos e caídos, se enfermo.

Mais densa junto ao corpo, a aura humana gradativamente se torna mais transparente, mais tênue, diáfana, à medida que dele se distancia. Os dois extremos opostos, na gama dos sentimentos alimentados pelo espírito, são identificados, na aura, pelas tonalidades clara e escura. Entre os extremos há imensa variedade de cores, cada qual definindo os pensamentos, as emoções, os sentimentos e, de um modo geral, o grau de evolução do espírito.

A tonalidade clara, límpida, cristalina, exterioriza a forma mais alta do desenvolvimento espiritual. A escura, embaçada, representa os mais baixos sentimentos. Os espíritos do Astral Superior – que detêm grau elevado de espiritualidade e, por isso, não precisam encarnar para evoluir – se manifestam em corpo fluídico, invariavelmente, por intermédio de aura clara.

Na sequência da evolução espiritual, cada indivíduo bem-intencionado procura despojar-se dos defeitos que vai notando em sua própria personalidade, mas conserva os que lhe escapam. Esse procedimento, assim mesmo, varia de pessoa para pessoa. Umas, enquanto procuram dar combate à vaidade, esquecem-se da avareza; outras, esforçando-se por dominar a inveja, deixamse levar pela luxúria, e assim por diante.

Muito embora a aura se ache oculta, em parte, à visão humana, a pessoa precisa habituar-se a ser honesta, leal, verdadeira, não por medo de que outros descubram a inferioridade da sua personalidade interior, mas, por dever de consciência, por dignidade própria, pelo respeito que deve a si mesma e pelo esclarecimento relacionado com a vida.

Só assim, o caráter do ser humano se lapida, se aprimora, se solidifica, sob condições estruturais indestrutíveis, de maneira que, em qualquer situação, as atitudes que pratica revelem sempre a qualidade dos seus atributos morais.

Do Livro Racionalismo Cristão

Os seres humanos não podem chegar a um resultado exato e definitivo sobre a complexidade de fenômenos relacionados ao pensamento

Inúmeras são as obras e os artigos que estudam o pensamento, analisando seus efeitos e procurando desenvolver nos homens a convicção de que, por seu intermédio, estarão em condições de realizar seus sonhos e desejos.

A força do pensamento, Poder da vontade, Vencer pelo pensamento, eis alguns dos títulos dos livros que, diversos bem salutares e encorajadores, incutem nas mentes dos que os lêem novas esperanças de sucesso e felicidade pela energia e confiança com que souberem dirigir seus pensamentos.

Entretanto, se esses livros se dedicam tão exaustivamente à elogiável tarefa de sacudir os indivíduos do letargo em que vivem e de lhes indicar um caminho seguro para o sucesso nas lutas diárias a que as contingências terrenas os obrigam, por outro lado, na maior parte das vezes, não se detêm no estudo do pensamento, ele próprio, da realidade de sua existência palpável, da sua ação irradiativa e dos fenômenos físicos e psíquicos a que está subordinado.

Esse estudo, essa discussão, essa análise das funções que envolvem os fenômenos físicos e psíquicos constituintes do pensamento é assunto para obras volumosas.

Na realidade nós, os humanos seres, não poderemos chegar a um resultado exato e definitivo sobre esta complexidade de fenômenos que se relacionam com o pensamento, pois o seu estudo abandona o terreno físico e avança ousadamente pelo plano astral, região essa que devemos penetrar com precaução e as devidas restrições.

Entretanto a Ciência caminha a um ritmo acelerado, dentro da relatividade dos assuntos terrenos, e as últimas teorias e hipóteses sobre a natureza da matéria, sobre a sua desagregação, exigem, paralelamente, a atenção dos sábios quanto aos fenômenos do plano astral. Sim, porque, evidentemente, há um elemento inteligente que rege e mantém em equilíbrio, todas essas leis que dirigem não somente o conhecimento da Ciência atual, como também tudo aquilo que essa mesma Ciência desconhece. E se os cientistas se eximirem de vaidade, hão de concluir, ante as maravilhas que têm descoberto ou antevisto, que os conhecimentos de existência real possuídos são realmente desprezíveis confrontados com a complexidade e amplitude daquilo que se não conhece, vislumbra ou antevê.

O penetrar pelo plano astral já nos deu o conhecimento de que no Universo tudo se resume basicamente nos princípios Força e Matéria. Quando dizemos Força não nos referimos à força tal como é estudada na Física, representando um produto de uma massa por uma aceleração. Força, para nós, é a Inteligência Universal, é o princípio animador da Matéria.

Dentro desses princípios naturais e imutáveis, deve o homem estudar-se.

No momento em que a criança nasce e dá o primeiro choro, encontra-se constituída dos três seguintes corpos:

a) corpo mental (Força);

b) corpo astral ou perispírito (Matéria fluídica);

c) corpo carnal (Matéria organizada composta).

Portanto, o ser encarnado possui em si dois princípios básicos componentes do Universo: Força e Matéria. Conseqüentemente deve saber viver, distintamente, as duas variações da Vida, a material e a espiritual.

O corpo mental é o agente vivo e inteligente que governa os outros dois corpos.

O corpo astral ou perispírito é o intermediário entre o corpo mental e o corpo carnal. Ele se liga ao corpo mental, partícula por partícula, por intermédio da vibração inteligente, que é contínua e ininterrupta.

O corpo carnal, esse corpo tão estudado pela Ciência Médica, apenas serve para fornecer ao espírito a oportunidade de travar as lutas, realizar os trabalhos, combater os defeitos, desenvolver as boas qualidades a que se dispôs antes de encarnar.

O Espírito (Força) ao encarnar vem do mundo a que pertence, mundo esse que se encontra deslocando, no espaço infinito, como deslocando-se está o planeta Terra, que é um planeta-escola.

Traz o Espírito, de seu mundo próprio, o seu corpo astral, imponderável aos sentidos físicos, constituídos de fluidos da atmosfera daquele mundo. Entretanto, no estado de encarnado, se não sabe viver racionalmente as duas vidas – a material e a espiritual – vai embrutecendo seu perispírito, seu corpo astral, vai tornando-o pesado, denso, pela introdução de fluidos da atmosfera da Terra.

Normalmente, pois, no corpo astral do homem, existem os fluidos que ele trouxe do seu mundo próprio e os fluidos absorvidos da atmosfera do planeta Terra.

Todos os fenômenos físicos se realizam por intermédio de vibrações, sonoras, caloríficas, luminosas etc.

Igualmente a Força (Espírito) produz suas manifestações por meio de vibrações. O pensamento, pois, que é uma manifestação da Força, dá origem a uma série de vibrações.

Ora, dissemos anteriormente que o corpo astral se liga ao corpo mental (Força) partícula por partícula, por intermédio da vibração inteligente, que é contínua e ininterrupta.

Portanto, conclui-se que as vibrações produzidas pelo pensamento atuam imediatamente na matéria fluídica do corpo intermediário.

Sob o impulso dessas vibrações o corpo astral lança para o exterior, para o espaço, uma porção vibrante de si próprio, vibração essa que toma uma forma determinada, conforme a natureza das referidas vibrações.

Assim sendo, o pensamento adquire uma forma definida e real, isto é, que não tem apenas existência virtual, e que existe como o livro que lemos existe, com a única diferença de que o livro tem uma densidade material capaz de torná-lo sensível aos sentidos físicos normais, enquanto que a imagem do pensamento é constituída de matéria fluídica.

Para fixar idéias, podemos avançar ainda e dizer que o pensamento é susceptível de ser fotografado e que experimentadores já obtiveram tais fotografias.

Resta, ainda dizer que, conforme a qualidade, natureza e precisão das vibrações produtoras das imagens do pensamento, são lançados no espaço ou fluidos do mundo próprio do espírito, ou fluidos da atmosfera da Terra que estavam impregnados no corpo astral, ou, finalmente, uma mescla de todos esses fluidos

A qualidade das vibrações define a cor das imagens do pensamento; a natureza determina sua forma, e a precisão delineia mais ou menos firmemente os contornos.

Há estudos e classificações quanto à cor, à forma e à precisão de contornos fornecidos pelos pensamentos.

Para finalizar este estudo ligeiro, afirmamos que pensamentos indecisos, medrosos, suplicantes, adoradores, são prenúncios da derrota do espírito, são caminho aberto ao fracasso e às desilusões.

Contrariamente, os pensamentos de audácia, desprendimento, valor, desprezo pelas envolventes e ambientes irradiações de ódio e inveja reinantes são a bússola que indica o rumo a seguir para alcançar o sucesso nos empreendimentos e a tranqüilidade de consciência.

Do Livro Trajetória Evolutiva