19 de março de 2010

Os seres humanos vêm ao mundo para viverem de forma salutar, exercerem um ofício em prol de seu crescimento e aprimorarem sua espiritualmente.

Um dos preceitos do Racionalismo Cristão é que não podemos impor a nossa filosofia a ninguém, nem mesmo a nossos familiares e amigos, pois cada um segue a linha filosófica que quer seguir e o direito de ir e vir é preponderante. Nosso objetivo é chamar a atenção dos que mais precisam de orientações e conselhos espiritualistas, mostrando-lhes como se pode usufruir de um viver seguro. Mas os seres humanos possuem livre-arbítrio, que tem que ser respeitado.

Ensinamos que o pensamento tanto constrói como destrói o viver das pessoas. Esclarecemos que estarão construindo solidamente o seu futuro os que souberem pensar, enquanto o contrário acontece aos que dão pouca atenção ao poder do pensamento e da vontade, permitindo seu enfraquecimento.

Os seres humanos vêm ao mundo para viverem de forma salutar, exercerem um ofício em prol de seu crescimento e aprimorarem sua espiritualmente. A palavra morte, no entanto, é muito vaga ao definir a transitoriedade da vida na Terra, porque a chamada morte do corpo não significa o fim de tudo. Conforme as leis da natureza, após a desencarnação do espírito, tem início a decomposição do corpo físico. As moléculas vão formar outros corpos, enquanto o espírito, de acordo com essas leis naturais e imutáveis, terá de preparar-se para mais um viver terreno ou prosseguir sua evolução em plano espiritual mais elevado. Portanto, o espírito evolui constantemente e a matéria se transforma em outros organismos.

A Terra não se constitui em morada permanente para os espíritos. É um mundo-escola, necessário para que os seres humanos aprendam com as lições que proporciona. Para uns, as vindas aqui são muitas, porque não aproveitam quase nada em cada estada. Para outros, as vindas são em menor número, porque se esforçam mais, lutam pelo seu progresso espiritual e material. Supor que somente os que freqüentam as casas racionalistas cristãs conseguem evoluir é um erro. Muitos seres, mesmo não conhecendo a Doutrina, mas dotados de inteligência e de bagagem espiritual resultante das encarnações anteriores, progridem confiantes em si mesmos, sentindo a Força que os impulsiona no planeta. Outros, porém, encontrando maiores dificuldades em seu viver, precisam de orientações, necessitam de quem lhes dê apoio e ajuda para encontrar o caminho certo.

Eis a importância do Racionalismo Cristão: com nossas explanações e leitura atenta das obras que edita, as pessoas podem dar um novo rumo à vida, mas todos têm deveres a cumprir. Não importa se o que hoje sabem foi resultado da freqüência às nossas Casas, da leitura atenta dos nossos livros ou se trouxeram na bagagem espiritual. De uma ou de outra maneira aprenderam com esforço próprio, com as grandes lições do viver terreno.

O ser humano que deseja aprender, que quer evoluir, e não estacionar, está sempre colhendo uma lição, aprendendo algo novo que ignorava. Sabe que de tudo que conseguir aprender muito vai usufruir no futuro, para seu bem-estar e progresso espiritual. Por isso, onde quer que se encontre, deve dar a devida atenção ao que acontece, para ter consciência do que viu, do que ouviu e, analisando os fatos, chegar à conclusão do que é certo ou errado.

Portanto, procurem caminhar de cabeça erguida, lutar sempre e vencer. Esse é o caminho do progresso material e da evolução espiritual.

Antônio Cottas o consolidador do Racionalismo Cristão.

18 de março de 2010

A evolução do espírito se traduz na simplicidade, na maneira como o ser vive neste mundo, agindo sempre com inteligência, razão e bom senso.

A espiritualidade dos seres nota-se e sente-se nas irradiações e produções, nas suas atividades, no seu desenvolvimento intelectual, pois quanto mais evoluído o espírito, mais ativo, mais inteligente é.

A espiritualidade difere, porque os espíritos não são todos da mesma categoria e, assim sendo, não podem todos possuir idêntica espiritualidade, porém o progresso espiritual se faz através das encarnações e desencarnações.

O Racionalismo Cristão, como doutrina, procura esclarecer as criaturas, a fim de que não se iludam, a fim de que compreendam a necessidade de se espiritualizarem, enveredando pelo caminho que mais depressa as faça galgar o terreno espiritual.

O esclarecimento que o Racionalismo Cristão dá aos seres tem a finalidade de os predispor ao conhecimento de si mesmos, evitando que percam encarnações preciosas, pois há espíritos que vêm encarnar e da Terra partem sem nada terem feito em proveito espiritual.

A vaidade leva muitas criaturas a supor que são uns grandes espíritos, umas grandes inteligências, quando é certo que o espírito verdadeiramente evoluído e inteligente não é vaidoso, não tem pretensões tolas e até dá pouco valor àquilo que produz, acha sempre que deveria produzir mais e melhor.

A evolução do espírito se traduz na simplicidade, na maneira como o ser vive neste mundo, agindo sempre com inteligência, com sagacidade, mas sem estar dando importância à sua pessoa, que chega a não se aperceber do seu real valor.

O Racionalismo Cristão quer a humanidade espiritualizada, sabe que não pode haver progresso espiritual nem material, nem os homens poderão legislar com acerto, produzir, criar e inventar, se desconhecerem a ação da vida fora da matéria.

Haja espiritualidade e existirá um mundo melhor. Nele todos se sentirão mais à vontade para trabalhar, para produzir, porque terão os meios necessários para viver com facilidade. Saberão ter personalidade espiritual, caráter, força de vontade para o bem.

Há espíritos que desde a infância demonstram pelos seus atos, pelas suas brincadeiras, diversões infantis, a personalidade caracterizante do homem que vai ser. Estudando psicologicamente a criança, podeis observar nela o espírito que a anima. E é de personalidade moral que os homens carecem para haver um mundo melhor, de ordem e de paz. Mas, infelizmente, há crise de caráter, e aqueles que possuem qualidades nem sempre são bem aceitos, porque a humanidade está afeita à hipocrisia, à mentira, repelindo assim as criaturas sinceras, leais e verdadeiras, mas pouco importa, porque o mundo processa a sua evolução, quer os seres queiram, quer não queiram. É uma verdade triste, mas que não podemos deixar de dizer.

O estado espiritual da humanidade seria bem outro, se outra também fosse a mentalidade dos seus condutores espirituais. Infelizmente, os espíritos, reencarnando, não têm encontrado campo propício para desenvolverem as idéias com que encarnaram. Há muito, mas muito mesmo a se desejar. Como modificar a situação? – Educando, preparando homens e mulheres para o dia de amanhã. Instruir e educar racionalmente a criança é preparar esse mundo melhor de que tanto falam, mas pouco trabalham para a sua existência. Há uma dissipação constante na criança, na mocidade, dissipação que impede a concentração do espírito naquilo que lhe facilite demorar o raciocínio sobre as coisas sérias da vida. A educação mental e intelectual requer disciplina, método na maneira de ensinar e de viver, e isso falta de uma maneira espantosa, desde os lares às escolas.

Há muita falta de orientação intelectual, mental e moral. Há pais que procuram educar os seus filhos, que se esforçam por preparar os seus espíritos dentro dos bons princípios educativos, mas que vêem perdido depois o seu tempo, quando os filhos entram nas escolas, por faltar autoridade moral aos professores.

Há um descaso completo pela educação da criança, e esse descaso vem aumentando de dia para dia, com a falta de respeito e de disciplina nas escolas. E, no entanto, é sabido que sem instrução não pode haver um povo são e forte.

Um povo inculto, indisciplinado, supersticioso e fanático será sempre infeliz. A ignorância da verdade impede que a criatura raciocine com acerto, impede que ela veja claro na vida. É, portanto, a ignorância a causa dos maiores males que assoberbam a humanidade.

É preciso instruir, é preciso formar povos esclarecidos. Um homem sem conhecimento será um mau caráter, viverá sem vontade própria e desprovido dos princípios de honestidade, de valor e honra.

O Racionalismo Cristão bate-se pela instrução e pelo preparo espiritual da criança. É preciso preparar a criança para, quando na adolescência, estar o espírito com o seu caráter, com a sua personalidade formados. Quando o espírito encarnado chega a uma certa idade, aquela em que o raciocínio começa a desenvolver-se, é preciso que haja quem o encaminhe, quem o elucide como verdadeiro amigo.

Eduque-se sem despotismo, sem condenáveis e humilhantes castigos físicos, aplicados à força bruta, com energia animal, que não faz outra coisa que não seja irritação. É preciso estudar o temperamento e as inclinações dos espíritos, para saber guiá-los na vida. Os pais e os professores devem saber chamar a si os filhos e os alunos e nunca afastá-los, porque é um perigo. É um grande perigo os pais ou as mães com certas atitudes afastarem os filhos de si, porque afastando-se encontrarão lá fora, nos outros, uma amizade que pode ser falsa, insincera e nisso está o perigo das más companhias, dos amigos perversos, que só corrompem e desgraçam os filhos escorraçados com a severidade dos pais, que deveriam ter sabido ser pais e amigos.

Saibam os pais chamar a si os filhos pelo carinho e respeito, pela energia espiritual, franca, leal e sincera, estudando a maneira como devem atraí-los, falando-lhes, explicando-lhes racionalmente as coisas de que precisam saber para poderem entrar no mundo de trabalhos e de lutas devidamente esclarecidos, fortes, cônscios dos deveres morais e materiais a cumprir, formando-lhes assim o caráter.É preciso cuidar de formar a personalidade do homem e da mulher, para que no futuro os pais e os professores sintam a consciência tranqüila por haverem cumprido os seus deveres para com os filhos e para com os discípulos, concorrendo assim para melhorar o mundo, educando e instruindo a humanidade em geral.

Luiz de Mattos fundador de Racionalismo Cristão.

17 de março de 2010

O gênero humano, dotado de inteligência, razão e raciocínio, só se tornará verdadeiramente humano quando se tornar espiritualizado.

Estudando a humanidade nos seus diversos aspectos, nas suas múltiplas modalidades, observando bem, analisando a sua maneira de ver, de sentir e de agir, concluirá o espírito estudioso e inteligente que muito e muito precisa ainda aprender para saber dar valor à vida, vida que muita gente vive sem saber como e por quê, vida a que muita gente se atira num atordoamento inexplicável, vida que é mais irracional do que racional.

O gênero humano, dotado de inteligência, razão e raciocínio, diferindo, portanto, muito e muito dos animais que só agem pelo instinto, só se tornará verdadeiramente humano quando chegar a ser espiritualizado. Mas é bem difícil espiritualizar a criatura quando ela prefere rastejar a andar de pé.

Como é difícil fazer despertar o espírito humano! Como é árduo o trabalho daqueles que pretendem fazer da humanidade criaturas capazes para a luta pela vida, desejosas de se espiritualizarem, para que, encontrando obstáculos aparentemente invencíveis, saibam transpô-los com altivez, o que não podem fazer os empedernidos, que tão teimosamente persistem no erro, porque dificilmente se lhes faz compreender a verdade. Repelem essas criaturas a verdade, que muitas vezes fere, caustica, mas será sempre um remédio proveitosíssimo para o despertar de cada espírito.

O papel do Racionalismo Cristão é fazer despertar a humanidade, fazer com que compreenda a necessidade de saber viver, de dar mais valor aos dotes morais que possui e traz ao encarnar neste mundo para, justamente, aproveitá-los e desenvolvê-los em beneficio do próprio progresso.

É preciso esclarecer os seres humanos. O esclarecimento é que desperta o espírito. Esse esclarecimento tem que se fazer e nós não nos cansamos de irradiar sobre a humanidade. Mas observa-se que muitos espíritos que podiam aproveitar os ensinamentos recebidos, as lições gostosamente dadas, desprezam tudo, esquecem tudo, para continuar materializadamente, grotesca e brutalmente a viver como apraz aos ignorantes.

Continuaremos, porém, a esclarecer, a fortificar aqueles que precisam do nosso conforto espiritual, para poderem encarar os problemas da vida, as vicissitudes, as agruras e os sofrimentos. Continuaremos a trabalhar para aqueles que desejam progredir, que desejam ser algo na vida. Os outros que colham o prêmio do seu descaso e da sua indiferença, pois o pior cego é o que não quer ver.

Ser ignorante dos porquês da vida é natural, quando a criatura não possui conhecimentos nem bagagem para vencer a ignorância. Mas ser ignorante proposital, ser cego porque não quer ver, isso é teimosia, isso é demonstrar possuir inteligência empedernida, e, portanto, difícil será o esclarecimento nesta encarnação.

Toda criatura pode errar por ignorância, errar por falta de conhecimentos. Mas pode, uma vez esclarecida, deixar de errar e emendarse. Quando, porém, o ser não quer ver, não quer reconhecer os seus defeitos, as lacunas do seu caráter, para poder preenchê-las, para poder corrigir-se, é porque é cego proposital e, infelizmente, há muita gente assim. Encastela-se nos seus conhecimentos, orgulhando-se de sua posição, porque fala nela apenas uma grande vaidade, e os acastelados na vaidade julgam-se seres de grande importância, não ouvem, não vêem e não sentem nada que fira a sua vaidade. Esses são os piores espíritos para se fazer despertar e esclarecer.

O maior mal da humanidade é a ignorância da verdade, mas essa ignorância deixará de existir quando as criaturas deixarem de ser vaidosas, educando o espírito para ter personalidade é um dever que assiste a todos. Todo espírito deve ter personalidade, porque, se a não tiver, não pode ter caráter. Mas não devem as criaturas confundir personalidade com vaidade.

Personalidade é um sentimento de independência espiritual que se adquire desde a tenra idade e que se cultiva com as experiências, na luta pela vida. A criança, ainda em tenra idade, demonstra a sua personalidade, que se torna mais acentuada quando o ser adquire a maioridade.

Cultivar a personalidade, não deixando envaidecer o espírito, é um dever dos pais, porque a vaidade impede o progresso, causa ruína espiritual e até material de muita gente, pois o vaidoso nunca enxerga os seus defeitos, julga-se perfeito, julga-se uma perfeição, só vê defeitos nos outros e não admite que lhe apontem os erros.

A vaidade prejudica muitos espíritos!

Todos podem errar, mas teimar no erro é persistência vaidosa e nada mais. Combatam, portanto, a vaidade, os sentimentos com que a encobrem muitas vezes, para não se tornarem criaturas antipáticas, orgulhosas e até indesejáveis.

A ignorância só desaparecerá quando se convencerem de que estão neste mundo para aprender, para se esclarecer e para se aprimorar.

Luiz de Mattos Fundador do Racionalismo Cristão.


Os graus de espiritualidade diferem uns dos outros.

Os graus de espiritualidade diferem. Daí, a diferença entre os temperamentos dos próprios seres componentes da mesma família. Há diversos gênios, diversas inclinações, umas boas, outras más, gênios exaltados e moderados, e no entanto, pertencentes todos a uma mesma família. É que não é o sangue que fala, não é o corpo, não é a matéria que tem aí preponderância, mas sim o espírito. São por vezes todos filhos do mesmo pai e da mesma mãe e, portanto, possuidores do mesmo sangue, vivem debaixo do mesmo teto, recebem a mesma educação. Sendo diferente, o espírito reflete sempre a sua espiritualidade na maneira de pensar, na maneira de agir, no temperamento, enfim.

Há espíritos rebeldes, difíceis de serem educados e há outros dóceis, maleáveis; há espíritos que, apesar da educação ser a mesma, com a mesma severidade, ou mesma doçura, tornam-se sempre irritadiços, revoltados, porque o seu temperamento espiritual assim o exige. Razão por que recomendamos àqueles que têm filhos, para bem educá-los, observando-lhes o temperamento, e não fazer uma regra geral na sua educação. Se um é levado de uma maneira, outro não pode ser levado da mesma maneira; é preciso estudá-los nas suas inclinações e no seu temperamento. Podem muitos pais não darem a devida importância para esse fato, mas tem tanta e tanta importância na formação de um caráter que todos os pais devem ter o máximo cuidado de observar. Exigir que todos os filhos sejam obedientes como foi o mais velho, como foi o segundo ou o terceiro, ou o último, é um erro. Não devem exigir. Devem, sim, conseguir de certa maneira, de certo modo, com certo jeito que eles sejam obedientes. Se um obedece facilmente e o outro é teimoso e foge à obediência, procure o pai ou a mãe a maneira mais fácil de fazer com que esse filho se torne obediente, falando-lhe à alma, ao espírito; se ele não vai com severidade, irá, naturalmente, com doçura, tocando-lhe na corda sensível e ninguém melhor do que a mãe, a mãe experiente, sabe fazer isso.

A educação de uma criança não é tão fácil como parece. A mãe, principalmente, que está em convívio com os filhos, desde manhã até a noite, pode observar melhor, e assim também melhor guiá-los.

Há nos arroubos infantis muitas coisas a observar; é desses arroubos que os pais tiram os elementos de que carecem para bem formarem o seu caráter. E notem bem que da formação do caráter de um espírito depende a sua felicidade futura, o seu êxito na vida.

Há muita gente que desconhece o valor da espiritualidade e muita gente até que despreza a espiritualidade, porque vive uma época puramente materialista, onde o materialismo embota o raciocínio e a razão, onde o gozo perturba os sentidos, onde a vida turbulenta, desenfreada, torna os homens bastante materializados, mas a espiritualidade na vida dos seres tem uma importância considerável. É no espírito que reside tudo, é o espírito que movimenta o corpo, o espírito é luz, é inteligência, veio encarnar para fazer algo, não veio para perder o seu tempo, pois, muitas vezes, um espírito perde uma encarnação preciosa somente porque não encontrou na Terra quem o soubesse guiar, quem o soubesse instruir, quem o soubesse encaminhar para a vida.

É um crime ter-se um espírito superior sob a sua tutela e não se fazer tudo para que vença, para que progrida, para que seja feliz. A espiritualidade deve ser encarada, não sob o aspecto do espiritismo, que muita gente procura por curiosidade ou para satisfazer um desejo, uma vontade absurda qualquer. A vida fora da matéria, a vida psíquica, o valor do pensamento têm mais importância para aqueles que estudam e raciocinam, para aqueles que se interessam pelas coisas espirituais.

Materialmente, tudo se vê, tudo se explica, porque se pode apalpar, mas espiritualmente, só se pode ver, só se pode sentir quando se procura investigar e quando se procura estudar com afinco. Vemos a humanidade tão embrutecida, tão esquecida de que possui em si uma centelha de Luz!

É preciso que a humanidade se convença de que, enquanto for puramente materialista, não pode progredir, não pode se sentir feliz, não pode gozar daquela paz de espírito que só antegozam aqueles bem formados e que têm a consciência do dever cumprido.

Trate, pois, cada um de sua espiritualidade. Procurem dar aos seus filhos a educação de que eles carecem, vendo neles não somente os pedacinhos de carne, mas os espíritos que prometem, espíritos que merecem um futuro risonho, de paz, de tranqüilidade espiritual e de progresso.

Estudai-os bem e enalteçam seus espírito para que possam lograr de paz espiritual.

Luiz de Mattos.

16 de março de 2010

Feliz a criatura que se conhece a si própria!

Feliz a criatura que se conhece a si própria! Feliz, porque, conhecendo-se a si mesma, reconhece os seus defeitos, as suas imperfeições e têm, portanto, a oportunidade de corrigir-se. Infelizes daqueles que não se conhecem, porque, não se conhecendo, não percebem os papéis tristes que representam.

Todas as criaturas devem saber reconhecer aquilo que são, a capacidade que possuem, e assim, viverem com naturalidade, com simplicidade. É muito mais honrosa essa conduta do que as criaturas quererem aparentar aquilo que nunca conseguirão ser.

Quanto mais modesta e simples a criatura, mais consideração, respeito e admiração terá; quanto mais inteligente e preparada, mais simples deve ser, porque a sua inteligência aparecerá mais fulgurante ainda; debaixo da sua simplicidade, esconderá aquilo que sabe, dando valor ao que valor tem, certa, porém, de que "honrarias, mais vale merecê-las e não tê-las, do que tê-las e não merecê-las". Tudo, enfim, que é balofo, superficial, tudo que é excentricidade, não deve ter valor para as criaturas de caráter bem formado.

Aqueles a quem faltam alicerces morais, intelectuais ou materiais, por várias circunstâncias podem subir na vida e daí tornarem-se vaidosos e pretensiosos, grandemente orgulhosos, mas, amanhã, pode tudo ruir por terra.

Aprenda a criatura a conhecer-se a si própria, procure aquilatar bem o seu valor, aquilo que é capaz de produzir e de ser. Esforce-se, por sempre saber enriquecer a sua mente, aumentar a sua cultura e até melhorar sua vida material, mas nunca aumentar a vaidade, nem criar complexos que lhe poderão ser bastante desagradáveis no futuro.

O homem de valor é aquilo que procura ser e conhecer e não aquilo que aparenta ter. Nem sempre as exterioridades traduzem o que intimamente são; é preferível ser superior no íntimo, do que mostrar superioridade e ser inferior intimamente.

Tudo o que é superficial é pernicioso, e o Racionalismo Cristão quer que todos sejam sinceros e verdadeiros para consigo próprios, e assim sendo serão também justos para com o seu semelhante.

Caminham os homens em época presente de maneira bastante duvidosa, porque a maioria deles pretende somente aparentar, subir, galgar posições para depois abusarem dessas posições, abusarem dos direitos que possuem, e descem moralmente, descem na sua honestidade, tornando-se enfim em criaturas indesejáveis. Não adianta subir assim. É preferível nunca ter subido, é preferível manter-se na sua posição de trabalhador honesto, do que subir, galgar postos para deles fazer mau uso.

É uma obsessão que vem dominando os seres: "a do mando" ou do luxo, da riqueza, de quererem aquilo que os outros possuem. Invejar as posições altas, a riqueza dos outros é estar o ser a prejudicar-se, e nada mais. Em vez de invejarem, em vez de quererem usufruir fortuna, em vez de quererem posições para gozarem delas, saibam aumentar seu acervo espiritual, honestamente, por meio do trabalho, por meio do seu labor, do seu braço forte sendo sempre honesto. Ambicionarem aquilo que vêem nos outros, e perderem o que de bom possuem, a moral e a honestidade, é degradarem-se espiritualmente.

Quando a humanidade for mais esclarecida, estamos certos de que ela pensará melhor, acabarão as prepotências, cessarão os sentimentos que levam os homens à guerra, passarão eles a ser mais justos, mais sinceros, e sobretudo modestos.

Não queiram vitórias sem lutas, pois nada se consegue de bom neste mundo sem sacrifícios e sem trabalho, e tudo aquilo que é adquirido sem sacrifícios e sem trabalho não medra, não progride.

Saibam alcançar aquilo a que suas almas aspiram, honestamente, pelo trabalho, pelo esforço, pela constância; sejam sinceros e altruístas, e darão, assim, uma grande satisfação ao espírito, quando partirem deste mundo.

Portanto, coloquem de lado a vaidade, o orgulho, o egoísmo, e procurem enaltecer os atributos superiores do espírito, como o altruísmo, o benfazejo, a cordialidade e o respeito ao próximo.

Doutrinação de Luiz de Mattos

Viver é uma arte em que todos deveriam cultivar.

Viver é uma arte em que todos deveriam cultivar. Há muita gente que pensa que vive, mas não vive, vegeta, ou pior ainda, não tem noção alguma do que seja viver. A criatura que sabe viver traça, planeja aquilo que melhor lhe convém e caminha confiante em si mesma, sem esperar dos outros senão o razoável, porque, se exigir um pouco mais, passa por decepções. Logo, só confiante em si próprio o homem pode vencer na luta.

A própria família é muitas vezes um ponto de interrogação, talvez doloroso, mas não deixa de ser um ponto de interrogação, porque, se a família tivesse a noção exata dos seus deveres de família, nela não haveria desinteligências, desentendimentos, todos se compreenderiam, todos se tolerariam, todos seriam amigos; mas, infelizmente, assim não é e, se entre aqueles que dizem "o sangue é sangue" e "o sangue puxa", não existe a verdadeira compreensão, muito menos se pode esperar dos estranhos, de criaturas completamente diferentes em educação.

Viver, pois, é uma arte que todos devem procurar cultivar com inteligência. As criaturas são como são, ninguém as modifica, porque os espíritos, quando vêm encarnar, são todos diferentes, de categorias diversas, não podendo, portanto, ser aquilo que muita gente julga, pois cada um traz a sua bagagem espiritual e, de acordo com essa bagagem, desempenha o seu papel na Terra.

Afinidade espiritual há muito pouca e às vezes essa afinidade existe entre criaturas estranhas e bem distantes. Portanto, deve o ser contar somente consigo, caminhar de acordo com a sua consciência, formar a sua personalidade moral, e, tendo essa personalidade, terá vigor espiritual, saberá, enfim, viver.

Há muita gente que julga que para ser feliz na Terra basta possuir fortuna, conforto e bem-estar; há muita gente até que ambiciona o que é dos outros, porque julga que esses outros são mais felizes. Enganam-se. O que faz a felicidade não é o dinheiro, não é o conforto, não é o luxo, nem o bem-estar; o que faz a felicidade é a compreensão mútua dos seres, o entendimento, a compreensão exata da vida, a maneira como a criatura encara essa vida, para não ter desilusões, para não sofrer abalos morais.

O dinheiro e a fortuna muitas vezes até concorrem para a desinquietação, para o desassossego daqueles que isso possuem. A felicidade está na consciência do dever cumprido, na serenidade espiritual que todo espírito equilibrado pode gozar. O dinheiro ganha-se e vai-se embora; o dinheiro, muitas vezes, concorre para chamar sobre si o despeito, a inveja, criaturas pouco escrupulosas, que não querem saber que aqueles que hoje possuem fortuna trabalharam, se esforçaram e muitas vezes sofreram até privações para conseguirem possuir o que hoje possuem.

A criatura que sabe viver, que trabalha honestamente e que cria em volta de si um ambiente de paz e tranqüilidade, goza saúde, é feliz, porque a felicidade consiste na paz de espírito e na saúde do corpo. Quem tem saúde e paz de espírito é feliz, porque pode produzir, porque pensa bem, porque terá sempre um ambiente de paz e tranqüilidade, e, sabendo viver, todas as criaturas podem ser felizes, viver de acordo com as suas posses, trabalhando, porque o trabalho distrai o espírito, e aquilo que se consegue pelo trabalho honesto tem um valor considerável. Trabalhando e lutando, sim, porque a vida é a luta destinada ao ser humano na Terra, e todos aqueles que trabalham, produzem, gozam de paz espiritual. Trabalhando, lutando, vivendo em paz, tendo sua consciência tranqüila, todos poderão ser felizes. Não há, portanto, motivo para invejar a fortuna ou o dinheiro de quem quer que seja. Todos, com muito ou pouco, podem ser felizes, porque a pobreza só atormenta aqueles que são falhos de raciocínio. Quem tem saúde e trabalha nunca será pobre, terá sempre o necessário para as suas necessidades.

Portanto, aprendam viver, porque sabendo viver, regozijará da paz de espírito, terá tranqüilidade íntima e saúde do corpo. Isso é que constitui, enfim, a verdadeira felicidade.

15 de março de 2010

A vida humana tem que ser uma constante luta pelo aperfeiçoamento moral e espiritual.

Está no alto caminho do aperfeiçoamento do caráter o homem cuja vida é limpa, apresentando ao mundo uma conduta que não desfaça a confiança dos amigos, dos chefes, dos companheiros amantes da verdade. O homem torna a sua honradez comprovada, quando nele a retidão de conduta fala com o prestígio das leis de verdadeira integridade moral, nunca posta em dúvida pelos que com ele travam relações de amizade, de empreendimento, de negócios etc. Amigo leitor desta coluna, tu mesmo podes verificar as enormes dificuldades por ti encontradas, quando sentes instintivamente falta de lisura em qualquer outra pessoa com quem travas relações.

Embora pareça que o mal venha a sobrepor-se ao bem, isto não acontece. Se formos verificar intensamente o panorama do mundo em todas as épocas, chegaremos à conclusão de que, se há abundância de falsidade e de depravações sobre a Terra, indubitavelmente qualquer homem se eleva na escala dos valores sociais, quando abraça elementos racionais de veracidade, não deixando dúvida por trás de suas palavras, porque são elas legítimas. Se um ser humano não traz consigo a máscara da hipocrisia, naturalmente a sua palavra é uma só em toda parte e só causa boa impressão em outras pessoas também sinceras, em outras pessoas que não têm fendas ocultas na sua estrutura psicofísica. Com essa atitude transparentemente escorreita, a pessoa não corrompe o seu caráter, não destrói o seu amor próprio e eleva cada vez mais a sua auto-estima.

O Racionalismo Cristão foi doutrina séria no passado, é no presente e sempre será no futuro. Com isso, dissemina princípios filosófico-espiritualistas no propósito de levar homens e mulheres à luta contra a entrada e/ou o avanço da falta de honradez no planeta Terra. Essa doutrina quer ver, em maior número possível, pessoas capazes de escancarar as portas de sua personalidade bem formada, sem ter coisa alguma a ocultar ou a temer. Num comportamento extremamente honrado, estarão elas aumentando o seu prestígio pessoal, ajudando a impelir o progresso de qualquer instituição e até mesmo do mundo. A autêntica honradez eleva o nível moral do ser humano, fazendo com que ele seja cada vez mais reto, mais leal e sincero, ocupe lugar de destaque ou modesto lugar na vida terrena.

O desenvolvimento moral de um homem depende do grau de sua familiaridade com os altos ideais, que são compatíveis com a riqueza de qualidades morais ninhadas em sua alma abstêmia de praticar ações desonrosas. A boa formação do caráter está estampada no interior do ser humano íntegro, sendo ela a suprema realidade do seu valor como cidadão, como chefe de família, como empregado, como patrão, como companheiro de trabalho ou de qualquer empreendimento. Não há tentação malsã capaz de afastar um homem honrado do respeito que ele deve a si e a outrem. Reconhecendo princípios hierárquicos, cumpre a rigor o dever no seu devido lugar, no desempenho de seus misteres, nunca tem atitudes provocadoras, numa demonstração de estar avesso à disciplina.

Na vida terrena, são muitas as pessoas que, para a própria felicidade e a do mundo, têm a suficiente e exata compreensão do dever, para, em todos os seus propósitos, preferir a honradez de comportamento a qualquer outra alternativa que avassala e arrebata da esfera natural quem cai do seu pedestal constantemente, bastando o aparecimento de uma ocasião de atraiçoar a própria consciência. Homem íntegro é todo aquele capaz de encarar o mundo inteiro, sem nada ter que o envergonhe ou o entedie, porque a sua sinceridade no lar, na rua, na escola a no local de trabalho é um preservativo contra os sentimentos morbosos. A sua atitude assenta-se sempre nas fortes bases das virtudes ordinárias, em que a honradez atua como força vital.

Prezado leitor, nunca deixes de te mostrares sincero em todos os teus atos, em todos os teus pensamentos, em todas as tuas ações. Em qualquer situação, lembra-te de que teu viver pela honradez, na honradez e para a honradez, além de proporcionar-te grande transparência do caráter perante o mundo ao teu redor, fará a tua alma expandir-se numa atmosfera totalmente favorável ao teu próprio bem-estar e, conseqüentemente, favorável à tua evolução. Se não acreditas, estuda bem o Racionalismo Cristão, coloca em prática os ensinamentos dessa grandiosa Doutrina e tu te certificarás da verdade do que acabamos de falar linhas acima.

A vida humana tem que ser uma constante luta pelo aperfeiçoamento moral e espiritual.

Texto escrito por José Rodrigues da Silva.


Por mais difícil que seja a luta pela vida, por mais árduo que seja esse enfrentamento, quando termina bem há sempre aprendizado.

Tudo é bom quando termina bem. Por mais difícil que seja a luta pela vida, por mais árduo que seja esse enfrentamento, quando termina bem há sempre aprendizado. Portanto, todos que lutam, que trabalham, procurem ter a energia, a coragem e o valor necessários para que tudo termine bem. Há coisas na vida que acontecem sem as pessoas esperarem, mas assim como surgem terminam. Se o espírito é esclarecido e forte, tudo aceita e tudo procura vencer. O mal de algumas pessoas é ficar remoendo o passado na mente, coisas que as fizeram sofrer. O que aconteceu de mal deve ser esquecido. Só deve ser relembrado o que se passou de bom.

Tudo é possível neste mundo, quando há sensatez, o que justamente falta a muitos seres humanos. Quem é sensato age sempre de acordo com a sua consciência, raciocinando, porque a sensatez é irmã do raciocínio. Quem raciocina age com sensatez, mas, não raciocinando, acaba sempre cometendo erros. A falta de raciocínio leva as pessoas a agir sem cautela, muitas vezes a tomar decisões que mais tarde causarão grande aborrecimento, por não terem raciocinado.

Aconselhamos que sejam moderados e ponderados, pois em todas as horas da vida é necessário haver moderação e ponderação. São moderados e ponderados os que analisam com critério todos os atos, tudo que fazem. Procurem entender isso, e vão passar a ter boa conduta, a ter uma vida sem preocupações, sem contrariedades, podendo caminhar com mais segurança.

Todos podem ser felizes, não, como já dissemos diversas vezes, a felicidade imaginária que muita gente procura nas coisas materiais, mas a felicidade decorrente da paz espiritual. Estamos sempre ensinando como devem conduzir-se. Quando teimam em levar a vida como bem entendem, satisfazendo todos os prazeres, não podem ter sossego, não podem ser bem sucedidos, não podem encontrar a tranqüilidade que tanta falta faz ao espírito.

O Racionalismo Cristão há anos procura esclarecer o ser humano, para que possa aproveitar a encarnação, para que seja frutífera sua estada na Terra, e, ao retornar ao mundo espiritual, tenha a satisfação de bem haver cumprido os deveres.

Doutrinação de Luiz de Mattos.

O Racionalismo Cristão ensina a todos que vêm às suas Casas que jamais devem desanimar, sejam quais forem as dificuldades por que passem.

O Racionalismo Cristão ensina a todos que vêm às suas Casas que jamais devem desanimar, sejam quais forem as dificuldades por que passem.

Na realidade, se as coisas correm bem, as pessoas não sentem necessidade de modificar-se. Seus defeitos espirituais permanecem escondidos nos meandros da mente, para serem eliminados no futuro, quando houver motivação. Quantas e quantas vezes é nas situações difíceis que acordam para a espiritualidade! Nesses momentos, mostram os defeitos, as fraquezas e tudo que deve ser expurgado da alma durante a encarnação, mas, quando os desafios da vida acontecem, têm que mostrar o seu valor, a sua coragem, mostrar os atributos espirituais já desenvolvidos de que dispõem. Aí, sim, tanto os defeitos como as virtudes aparecem em toda a plenitude.

Amigos, voltem-se para si próprios quando estiverem desanimados, e procurem a causa do que sentem. Se o desânimo e a tristeza forem devidos à falta de perspectiva ou a sentimentos negativos, quanta coisa precisa ser trabalhada em seus espíritos! Quando passa por situações difíceis, o ser esclarecido não perde a coragem, luta com denodo. Estará dando uma demonstração de força espiritual, até do aprendizado feito em outras encarnações. Todos os seus recursos espirituais irão sendo solicitados.

Portanto, não maldigam as situações difíceis, porque muitas vezes elas são conselheiras, mostrando defeitos que precisam ser eliminados. O Racionalismo Cristão incentiva os que vêm às suas Casas para aprenderem a viver. Com ensinamentos de coragem, de valor, irão superando tudo que impeça o seu progresso espiritual.

É o que queremos para os estudiosos da Doutrina: progresso espiritual cada vez maior, porque todos precisam acelerar sua caminhada evolutiva. Estudem, aprendam a evoluir espiritualmente, e estarão dando grande satisfação a si mesmos.

Doutrinação de Antônio Cottas.

12 de março de 2010

Carta Magna da Espiritualidade

Promulgam a presente carta, um convite concitando aos povos de todas as etnias, semeados por todo o hemisfério a comungarem e partilharem dos pensamentos emanados na singeleza desta eminente evocação aos cidadãos de todas as Nações.

Alforriarmos primordialmente o preconceito concernente à raça, credo, ideologia ou pensamento de cunho pessoal que restrinja a disseminação dos propósitos soberanos proclamados nesta amistosa aclamação.

Celebrarmos um tratado entre os seres de boa vontade, imbuídos de boa fé, unidos num só sentimento, irmanados num só pensamento, a promover e trabalhar em prol de uma causa única e salutar a espiritualização da civilização.

Resgatarmos os legítimos ensinamentos do cristianismo, que foram deturpados ao logo dos séculos, que carecem ser restaurados perante o importante propósito perpetuado pelo mestre nazareno.

Despojarmos de nossas fronteiras espirituais o sentimento da vaidade, leviandade e deslealdade, em nome da edificação de um mundo mais justo, mais fraterno e próspero, aprimorando as virtudes intrínsecas dos seres humanos, no desígnio de realçarmos as qualidades morais do indivíduo perante a sociedade.

Emanciparmos a humanidade do infundado conhecimento dogmático saturado de inverdades, professadas e impostas à coletividade atrelando o espírito dos seres humanos, embotando o direito de contestação aos interesses escusos advindos dos que agem de má fé; ensinando os mesmos a primarem por serem livres pensadores dotados da razão, bom senso e equidade, respaldando sempre a busca pela verdade.

Revogarmos a hipocrisia e a mediocridade que porventura exista no recôndito da sociedade, ressaltando a necessidade do combate à crise de caráter, resgatando os proeminentes princípios moralizadores instituídos pela humanidade.

Solidarizarmos com os irmãos desafortunados, desprovidos da dádiva da bem aventurança, estendendo-lhes às mãos, auxiliando os desfavorecidos pelo descaso da vida, afortunando-os com a herança dos princípios espiritualizadores.

Outorgarmos o limiar da construção de um novo mundo, visando a prosperidade espiritual, intelectual e material, promovendo a responsabilidade social e a sustentabilidade ambiental, erradicando a ambição hegemônica arraigada no espírito humano, enaltecendo o sentimento soberano do altruísmo, primando pela excelência da cidadania humana.

Sancionarmos a constituição dos cidadãos do mundo, redigida com parâmetros que prezem pela preservação da instituição familiar, ressaltando a conscientização do cumprimento dos deveres perante a comunidade, preservando a vida, a liberdade e a busca pela felicidade.

Chancelarmos um pacto de hombridade que aquilate o atributo da simplicidade, primando por elos de respeito recíproco que alvejem sempre o propósito de preservar a dignidade humana.

Solenizarmos em um conclave soberano a união entre os povos de todas as nações, e indistintamente de braços dados ecoarmos aos quatro ventos o canto de comunhão da humanidade, apregoando versos com princípios que prezem por ações humanitárias e pacificadoras, emancipando do âmago da comunidade humana os sentimentos ínfimos e amesquinhadores ressaltando os eminentes e edificadores, alicerçando para a posteridade um mundo mais humano e espiritualizado, consolidando os valores morais como supremacia intangível para seres humanos.

Abemos a liberdade de expressão como democracia preponderante respeitando sempre o posicionamento alheio, contemplando horizontes espirituais autênticos, que versem exclusivamente o bem, o progresso e a ascensão espiritual da humanidade, independente de classe social, patente institucional ou condição material, respeitando sempre as hierarquias.

Referendarmos o corrente pleito no afã de abjurarmos o orgulho vão, que agrega entraves mesquinhos retrógrados a evolução humana, e em sã consciência palmilharmos paulatinamente o caminho esplendoroso do desenvolvimento espiritual, aderindo à insígnia da concórdia, desfraldando sua prodigalização aos povos de todas as nações.

A justiça está sempre do lado da razão, muito embora na Terra, pela imperfeição humana, nem sempre esses dois atributos andem juntos.

A justiça está sempre do lado da razão, muito embora na Terra, pela imperfeição humana, nem sempre esses dois atributos andem juntos. A imperfeição, porém, é temporária, ao passo que a perfeição habita os domínios da eternidade. Desse modo, a justiça e a razão pairam acima do que é efêmero ou passageiro, para projetar-se no campo eterno das fórmulas imperecíveis.

Todos querem ter razão, mas o que acontece é que nela interfere o interesse pessoal, que leva o indivíduo a forjar argumentos ditados pelo intelecto para sustentá-la, com ou sem ela. A dificuldade está em a criatura poder ou saber colocar-se em plano elevado para apreciar daí, com isenção de ânimo e com justiça, os fundamentos da razão. Aqueles que estiverem em condições psíquicas de se impor por essa norma, mesmo contra os próprios interesses, podem estar certos de que possuem respeitável acervo espiritual.

A função dos juízes é dar razão a quem tem. Espinhosa tarefa porque, para bem desincumbir-se dela, é indispensável que possua aquele citado acervo, adquirido, por acumulação, no exercício do ofício, em numerosas encarnações.

A capacidade de vislumbrar a razão é inata no ser humano, e ela só não tem forma mais substanciosa na vida terrena em conseqüência das deformações do caráter. O raciocínio lúcido e bem trabalhado, o ato perquiridor e a intenção sadia constituem um poder penetrante na área da razão.

O mundo precisa de homens que saibam dar razão com o prestígio do seu valor espiritual, para que a justiça se faça e o bem se espalhe sobre a Terra. Cultivar, diariamente, o exercício da razão é um dever que a todos cabe e que tem de ser acatado e respeitado como uma das práticas cristãs do mais alto grau.

Não adianta ser cristão pro forma, só na palavra. Cristão é aquele que dá provas, por atos, da sua verdadeira condição de cristão, quando, entre outros predicados, se revela pelo uso da razão equilibrada, justa e enquadrada no bom senso. O indivíduo só pode fazer bom uso da razão quando tem controle sobre si mesmo, não se deixando perturbar. Ora, só se livram das perturbações aqueles que conhecem as influências do astral inferior sobre os seres encarnados. Os que não conhecem essa influência tornam-se, sem o saber, seus instrumentos dóceis, e quase imperceptivelmente agem fora da razão.

No astral inferior ninguém tem razão, porque é uma região do espaço onde reina a desordem moral, a indisciplina mental e a ignorância espiritual. Ali todos estão fora-da-lei, sem Luz Astral, afastados do cristianismo, em estado anormal. São esses seres que intuem os encarnados que ignoram como se processa a vida fora da matéria condensada, e assim conseguem, numerosas vezes, deitar por terra os bons intentos de quem deseja conservar a razão.

Fora do espiritualismo difundido pelo Racionalismo Cristão, não há processo mais adequado de o ser humano prevenir-se dos assaltos capciosos, violentos ou brandos, do astral inferior, a que, a todo e qualquer momento, está sujeita a humanidade. A falta de razão na defesa de qualquer idéia traz sofrimento e até tortura. Aquele que estiver sem razão situa-se numa posição falsa. Mesmo que consiga uma vantagem aparente e superficial sobre a razão, acabará perdendo, porque a razão se conserva em linha de equilíbrio, e todos os acontecimentos que se projetarem fora dessa linha voltam a ela ou nela se encaixam, em mais ou menos tempo.

É inútil querer burlar, trapacear, mistificar a razão, porque as condições da vida mudam ao passar o indivíduo do plano físico para o astral, e ali todas as falcatruas são descobertas, postas a nu e identificadas nos pormenores, ficando o faltoso na mais triste e desmoralizadora situação. Aí nada adiantarão as lágrimas de remorso e arrependimento, porque o mal já está feito e o único recurso é a dor por que virá a passar na Terra, em futuras provas de regeneração e recuperação.

No trato com a razão é onde muitos falseiam, escorregam e caem no erro, na enganosa suposição de que ficou oculto o ato, de que ninguém o viu, de que prevaleceu a ardilosa tapeação. Ingênua concepção essa. Todos os pensamentos, palavras e atos de qualquer um ficam registrados no éter, de forma indestrutível, e podem ser revistos e reexaminados, sempre que preciso for. Pode não se atingir a razão por deficiência pessoal, mas falseá-la ou deturpá-la é ato criminoso. O erro, conscientemente cometido, provém do fato de a criatura ignorar, na maioria dos casos, as conseqüências que dele decorrem.

Não se pode fazer uso das faculdades intelectuais desenvolvidas para torcer a razão. A inobservância deste cuidado pode redundar na obrigação de voltar à Terra o intelectual faltoso, sem poder fazer uso delas, por não se revelarem. Muitos intelectuais há por aí jungidos ao áspero labor terreno, braçal, ganhando o pão com o copioso suor do rosto, marcados pelo rude trabalho físico, por haverem feito, em vidas anteriores, mau uso de suas faculdades intelectuais desenvolvidas.

Ninguém escapa às leis coercitivas, imparciais, inflexíveis, indeformáveis, rigorosas, implacáveis e duras. O indivíduo que se colocar fora dessas leis naturais receberá golpes proporcionais ao desvio, sem apelação possível, desferidos com a insensibilidade própria das leis.

Este alerta aplica-se aos cuidados que devem ser tomados no uso da razão, de maneira que não se venha a prejudicar alguém pelo seu mau emprego, ou pelo descuido, pela indiferença, pela negligência, quanto ao seu trato.

Pelo mau uso da razão, feito consciente ou inconscientemente, grandes tormentas têm desabado, e os seres atingidos não têm sido poucos. As guerras não se verificariam se a razão prevalecesse nos entendimentos, diante dos quais teriam de curvar-se os responsáveis por elas.

A razão, como a verdade espiritual, é uma só, e não pode pertencer a dois partidos antagônicos. Quando se tem a razão como cúpula, debaixo dela se acomodam, cordial e harmoniosamente, todas as almas verdadeiramente esclarecidas.

É a falta de cristianismo, a ausência de espiritualidade, que têm conduzido os indivíduos e, conseqüentemente, as nações ao caos, ao infortúnio e ao flagelo da destruição. A razão é substância espiritual, é atributo da Inteligência Universal e, por isso, se reflete na estrutura espiritualista com o vigor da sua pujante essência. Cuide-se, pois, diligentemente da razão em todas as circunstâncias da vida terrena, pelo mérito da sua qualificação, por questão de formação moral e por desejar-se contribuir para a elevação espiritual do conjunto humano.

A razão inclui-se, com outras modalidades de cunho cristão, nas normas espiritualistas, onde tem posição de destaque na apuração dos valores morais. A estrutura do espírito recebe, com o reforço do exercício da razão, maior fortalecimento e melhores disposições para o trabalho nas atividades superiores. A razão é, assim, integrada no domínio do espírito, uma faculdade de elevação aos planos transcendentes da espiritualidade, onde ela se reúne aos gerais atributos da Força Criadora.

Um depoimento concernente ao consolidador do Racionalismo Cristão, através de seu Presidente Internacional

Já com quase 90 anos de idade, ele nunca se escusava a relembrar as doces palavras de sua mãe querida, que ficaram gravadas em sua mente e que serviram de grande incentivo para refrear os ímpetos naturais próprios da época da mocidade.

Chegando ao brasil, aquele menino, ainda imberbe, de imediato começa a sua grande luta. De início, por volta de 1905, passando por terríveis privações, sem dinheiro para fixar residência, dormia ao relento ou em bancos de trens. Pouco depois, conseguia emprego num estabelecimento comercial na Rua do Catete, que na época se denominava no comércio varejista, "Armazém de Secos e Molhados".

Para bem ilustrar essa fase de sua vida, vamos focalizar uma demonstração do grande caráter que já se delineava nas atitudes daquele rapazinho. Em suas atividades no armazém onde se empregara, era o primeiro a abrir as portas do estabelecimento e o último a fechá-las. Quando as abria, perfilava-se e se concentrava mentalmente, desejando ardentemente um bom dia de negócios para seu patrão!

Que exemplo admirável de grandeza de caráter, que nos dias atuais torna-se quase inexistente por imposição de uma época profundamente materialista e repugnantemente egoísta!

Ainda muito jovem, no final da 1ª Grande Guerra Mundial, em 1917, já derramava bondade de sua alma altruísta, conforme constatamos mediante pesquisa em seus arquivos pessoais, contribuindo várias vezes com uma organização da época denominada Grande Comissão Portuguesa Pró Pátria, em beneficio dos órfãos dos soldados portugueses mortos na guerra.

A vida desse valoroso rapazinho prosseguia vitoriosa. Impunha-se à admiração de seus patrões pela verticalidade de suas atitudes, pela honestidade, pela honradez, pela capacidade e rapidez no desempenho de suas atividades laborativas.

Passando a outros empregos comerciais, veio a ser empregado de um honrado comerciante, sr. Joaquim Bernardino de Oliveira, que era pai do então jovem Emir Nunes de Oliveira, que se tornou, mais tarde, um dos seus maiores amigos. Imediatamente, Joaquim Bernardino de Oliveira vislumbrou um grande futuro para aquele rapazinho laborioso, esperto, inteligente e de raciocínio rápido. Em poucos anos ele passou de simples empregado a gerente, depois a interessado na casa comercial, e, finalmente, à condição de sócio. Daí em diante, começa a sua grande ascensão na vida comercial. Profundamente econômico e cauteloso, já detentor de um bom capital, estabelece-se no comércio varejista em armazém sito na Avenida 28 de setembro, 25, Vila Isabel, e mais tarde como atacadista na Rua do Acre, constituindo uma das grandes firmas da época, denominada Silva, Almeida & Cia. Ltda. Porém, com Joaquim Bernardino de Oliveira continuou a mais sólida das amizades, considerando o seu ex-patrão, e depois ex-sócio, como o seu benfeitor e segundo pai.

Comercialmente, ou seja, na vida material, Antonio do Nascimento Cottas já se achava plenamente realizado. Começa então a esboçar-se a fase mais grandiosa de sua vida. Por volta de 1918, encaminhado por um amigo, penetra, pela primeira vez, no recinto do Racionalismo Cristão, na Rua Jorge Rudge, 121, fundado, presidido e liderado pelo imortal Mestre Luiz de Mattos, codificador do Racionalismo Cristão. Esse grande mestre, profundamente perspicaz e conhecedor de gênero humano, numa primeira troca de olhares com Antonio Cottas, percorrendo, com seu olhar agudo e penetrante, aquele jovem impetuoso e de fisionomia enérgica, imediatamente sentiu a intuição de que se achava diante de elemento promissor. Daí em diante, a sua ascensão no Racionalismo Cristão foi meteórica. Passou a diretor, depois a vice-presidente e finalmente sucessor de Luiz de Mattos, na condição de presidente perpétuo.

Mais tarde, quando já era considerado o sucessor de Luiz de Mattos, casou-se com a filha deste, a inolvidável Maria Julia de Mattos, que passou a assinar Maria Julia de Mattos Nascimento Cottas.

Poucos anos depois, em 15 de janeiro de 1926, desencarna o grande Mestre. E a sua admirável obra ainda carece de uma consolidação, ficaria sem timoneiro? É evidente que não! Ali estava Antonio do Nascimento Cottas, com seu temperamento obstinado, indomável, com a energia de seu espírito e a fortaleza de um organismo privilegiado.

Com Maria Cottas, sua esposa e filha de Luiz de Mattos, constituiu o casal ideal para, através de grandes lutas, levar avante a obra do Mestre.

Altamente conscientizado da sua relevante missão, ele então inicia a monumental obra de consolidação do Racionalismo Cristão.

Nos primeiros anos, após o falecimento de Luiz de Mattos, ainda se achava preso às suas atividades no comércio atacadista, sendo obrigado a dividir o tempo entre a vida material e as obrigações na doutrina espiritualista que abraçou. Na grande recessão econômica de 1929/30, sua firma comercial, sofrendo os reflexos dessa crise, dissolve-se, em caráter definitivo. A partir de então, Nascimento Cottas fica totalmente liberto dos afazeres profissionais, passando a usufruir de tempo integral para se dedicar de corpo e alma à obra do Mestre querido.

Através de sua luta titânica, ele já tem o seu nome indelevelmente gravado nas páginas gloriosas da história do Racionalismo Cristão como o seu Grande Consolidador.

Nessa tumultuada luta pela consolidação, em meio a alguns traidores, ele teve amigos extraordinários, cuja citação nome por nome consumiria muito espaço neste jornal, mas dentre os que mais se destacaram, poderíamos citar: dr. Emir Nunes de Oliveira, Roberto Dias Lopes, Henrique Ribeiro Bastos, Manoel Luiz Garcia, Orlando José da Cruz, Ezequiel Novaes Vieira de Castro, Francisco Pereira Torres...

Aumentou o número de Filiais e Correspondentes do Racionalismo Cristão, que passou de meia dúzia para mais de uma centena no Brasil e também no estrangeiro.

Além de fundar inúmeras casas racionalistas cristãs, inaugurou, em 20 de outubro de 1956, o novo e portentoso edifício da sede do Racionalismo Cristão, na Rua Jorge Rudge, 119.

Multiplicou muitas vezes o patrimônio da instituição.

Os livros editados foram sensivelmente aumentados e suas edições melhoradas e revisadas.

A ação benfazeja de sua alma luminosa sobre o Racionalismo Cristão derramou-se por mais de meio século.

Além de suas obrigações espiritualistas, ainda encontrava tempo para dedicar-se a atividades no seio da Comunidade Luso-Brasileira, onde teve a felicidade de conquistar grandes amizades, tornando-se uma das figuras exponenciais nos meios lusitanos do Brasil, através de instituições de alto gabarito cultural e filantrópico, tais como o Real Gabinete Português de Leitura, Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras, Beneficência Portuguesa e muitas outras.

Recebeu inúmeras medalhas e condecorações, tornando-se, então, o Comendador Antonio Cottas. Das inúmeras homenagens prestadas, uma das que mais o comoveram foi a outorga do título de Cidadão Carioca. Ele que amava tanto o Brasil quanto a sua Pátria de origem, Portugal, e que ser o brasileiro naturalizado, sentiu-se obviamente gratificado com um título da Cidade do Rio de Janeiro, local onde exerceu suas lutas e colheu suas vitórias.

O autor destas linhas, embora sendo seu sobrinho, sempre se considerou como filho. Encaramo-lo, pois, mais como pai do que tio. Educou e forjou nosso caráter através de suas atitudes calcadas numa energia austera e rígida, custeou nossos estudos desde os cursos primário, secundário até ao universitário, na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Isso ele fazia, não só conosco, mas com todos os sobrinhos. Tinha quatro irmãs e um irmão, e deles cuidou como se fossem seus próprios filhos, criando-os e orientando-os com os exemplos de irmão mais velho.

Juntamente com sua esposa, nossa querida tia e segunda mãe, Maria Cottas, esteve sempre presente nos momentos importantes de nossa vida: em nosso nascimento, em nossa colação de grau, em nosso casamento e no nascimento de nosso filho.

Mas de toda a sua obra, a mais monumental foi, sem duvida, a grandiosa consolidação do Racionalismo Cristão. Essa obra teria que ser consolidada com mão de ferro. E assim foi feito. A energia rígida e férrea de sua personalidade tornaram-no o homem certo para o momento certo.

Além do feito altamente meritório concernente a essa consolidação, não podemos deixar de destacar a sua última grande realização, que foi a fundação do Solar Luiz de Mattos, por ele inaugurado no dia 27 de setembro de 1980, no edifício onde se achava instalada anteriormente a sede do Racionalismo Cristão, na Rua Jorge Rudge, 121, cumprindo, assim, o seu grande ideal altruísta de proporcionar abrigo aos cidadãos em idade provecta e carentes de amparo familiar.

Obstinado, sagaz, persistente, cauteloso, estóico, resistência incrível ao cansaço, honrado, honesto, dedicado, idealista, amigo incondicional de seus amigos! O que mais podemos dizer de Antonio Cottas? Para falarmos de sua personalidade, sua vida e sua obra, em todos os detalhes, teríamos que consumir um volumoso livro.

Todavia, podemos deixar patenteado nestas linhas que a obra de Antonio Cottas está gravada no Racionalismo Cristão para conhecimento da posteridade e para veneração das gerações vindouras através dos séculos.

Antonio Cottas, finalizando este panegírico, cumpre-nos enfatizar, para honra e tranqüilidade do teu espírito, que não serão poupados esforços a fim de que o sacrifício da tua vida de renúncias não tenha sido em vão!

O Autor é Presidente Internacional do Racionalismo Cristão, Dr. Humberto Machado Rodrigues


11 de março de 2010

Quando o ser humano tem, por mínima que seja, a sua concepção dentro desta dinâmica, sai dos dogmas, do sectarismo e do fanatismo

Todo o Universo é composto unicamente de dois elementos, que são Força e Matéria. Em tudo que nele se encontra estarão sempre presentes esses dois elementos. A Força, vibrante, atuante, flui, movendo e incitando a Matéria para que esta possa transformar-se, mutar, associar, agregar. Da mesma forma, desagrega, desassocia, e por tantos outros processos vão em grande escala operacional esses dois elementos compondo do finito ao infinito.

Lavoisier afirmou que no Universo nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Isto ocorre porque, conforme teorias científicas, já se estuda a origem do Universo antes do Big Bang, que teria sido o inicio da formação dos três estados da Matéria, gerados pela vibração da Força e assim sucessivamente. Depois de criados é que teria havido o Big Bang, originando a criação daquilo que é perceptível pela física e, consequentemente, por nós, seres humanos. No passado, filósofos foram muito além da física e da matéria, explicando a ação da Força através da metafísica.

Quando o ser humano tem, por mínima que seja, a sua concepção dentro desta dinâmica, sai dos dogmas, do sectarismo, do fanatismo, e de tudo que possa prejudicar a sua evolução.

O espírito, quando vem de seu mundo , traz consigo inúmeras experiências vividas, e no seu âmago estão armazenadas todas essas vivências e experiências. O espírito, dotado dos mesmos atributos da Força Criadora, por ser uma partícula dela em contínua evolução, vai perfazendo um ciclo evolucional que consiste na perseverança, na confiança, adquirindo cada vez mais a sua fortaleza inquebrantável, na qual não desdenha, mas, ao contrário, alimenta dentro de si uma força de vontade imperiosa para agir e interagir para a evolução humana.

Muitas vezes vemos desigualdades em todos os níveis entre os seres humanos, mas tudo é em decorrência da falta de esclarecimento espiritual quanto à realidade da vida. Para um espírito evoluir neste planeta, é preciso conhecer que existe entre os seres humanos uma interdependência que estabelece equilíbrio entre as esferas de ação, para que cada um crie e alimente a sua própria independência. Infelizmente, porém, por prevalecer o egoísmo, o egocentrismo, é que muitas pessoas encontram grandes dificuldades, pois alimentam vários complexos que as cegam e, assim, vivem uma vida limitada, deixando-se vencer por qualquer obstáculo.

Quando, porém, essas pessoas têm a felicidade de entrar em uma casa racionalista cristã deparam com a grande diferença em relação a tudo que viram lá fora e, mesmo que na primeira vez não compreendam muito do que se passa em nossas reuniões, sentem em sua alma um lenitivo e respostas às indagações ditadas por seus sofrimentos. À medida que participam das reuniões vão tomando conhecimento de que não são apenas um corpo que se move sem direção. Ao contrário, vão assimilando os ensinamentos e, quando conseguem pô-los em ação no seu dia-a-dia, percebem nitidamente que a vida está transformando-se para melhor e que aquele que talvez era o seu obstáculo intransponível, se apresenta diante de si, apenas como um grão de areia que facilmente pode ser removido, devido ao fortalecimento espiritual que adquirem dentro de nossas casas.

Somente a espiritualidade pode fazer com que os seres humanos se fortaleçam, se encorajem para vencer todos os obstáculos da vida e, assim, serem vitoriosos, pois seguindo ensinamentos tão belos e tão práticos, como são os do Racionalismo Cristão, vão as pessoas se descobrindo a si próprias e, quando se despertam, deparam com horizontes amplos, claros e que dão a certeza de que os fracos caem, mas os fortes podem até cair, mas se levantam, miram esses horizontes e caminham em frente de cabeça erguida, sem olhar para trás e lamentar o que aconteceu; simplesmente pela fortaleza espiritual adquirida se tornam vitoriosos na senda da vida e levam com glória a sua evolução na passagem por este planeta.

Quando se estuda a evolução humana, ou seja, desde o homem primitivo até o contemporâneo, podemos ver a grande transformação no comportamento humano.

Quando se estuda a evolução humana, ou seja, desde o homem primitivo até o contemporâneo, podemos ver a grande transformação que operou em seu comportamento. O homem primitivo tinha uma consciência totalmente mística, instintivamente sabia que havia algo superior a ele e por isto atribuía ao sobrenatural todos os fenômenos da natureza.

Com a evolução da grei humana, ao atravessar a linha de tempo, veio o espírito agregando conhecimentos. Surgem os poetas, os filósofos pré-socráticos, o próprio Sócrates, Platão, Aristóteles, Descartes, Locke, Hume e muitos outros, cada um tentando compreender a origem do Universo e de todas as coisas. E cada qual deu a sua parcela de colaboração.

A fusão da filosofia e da ciência ocorreu com maior intensidade, quando Luiz de Mattos, ao estudar esta linha de tempo, analisou cada fato, cada questão, cada indagação e, através desse longo estudo, fundiu em um só bloco todo esse conhecimento, dando origem a este belo tesouro que é o Racionalismo Cristão, doutrina por excelência! A tese defendida por Luiz de Mattos é "que o Universo é regido por dois únicos elementos: Força e Matéria".

Realmente, quando aprofundamos um pouco mais os estudos em qualquer ciência vemos a constatação dessa tese, pois nenhum corpo se move a não ser sob a ação de uma força.

Dentro deste conceito, Luiz de Mattos, estudou o próprio comportamento humano, deixando registrada em sua magnífica obra a composição astral e física do ser humano, espírito e corpo, respectivamente. Esta dualidade se firma no planeta Terra para que o espírito possa evoluir. E esta evolução busca as metas que o espírito traça em seu mundo de origem ou mundo astral. Quando aqui chega, tem o dever de cumprir essas metas, e quando não as cumpre perde toda uma existência, que poderia levá-lo à um caminha ascendente.

Em pleno século XXI, a humanidade ainda caminha às cegas, sem saber de onde veio, o que veio fazer e para onde irá ou retornará.

Quando, porém, se alcança a felicidade de conhecer uma Casa racionalista cristã, depara com grandes ensinamentos de elevado descortino espiritual. Nestas horas são disseminados belos ensinamentos atinentes a espiritualidade e uma pequena centelha de luz consciente aflora no espírito, que começa a perceber coisas e fatos até então totalmente desconhecidos. É um momento em que o ser humano se sente bem, confortado espiritualmente, mesmo ainda inconsciente do que seja o Racionalismo Cristão, mas sente vontade de retornar. E a cada vez que retorna suas energias se retemperam, ampliam-se seus horizontes, e passa a ver a vida de outra forma, ou seja pela luz da espiritualidade.

Luiz de Mattos conseguiu realizar a fusão destes conhecimentos chegar à humanidade, difundindo em grande escala e proporção por esta Doutrina que eleva o espírito, que dissipa as trevas do desconhecimento espiritual, que traz o equilíbrio o todos que queiram viver com sabedoria e, consequentemente, com prosperidade e felicidade.

A Doutrina chega aos cem anos de existência, cem anos de muita luminosidade astral espargida sobre a humanidade, sempre levando conhecimentos que hoje atravessam mares e oceanos chegando aos confins da Terra.

Racionalismo Cristão é doutrina que ensina, esclarece e orienta através do seu brilho, que são seus ensinamentos. Aqueles que têm a felicidade de chegar até eles se tornam fortes e prontos para o viver terreno.

Eis o Racionalismo Cristão em marcha evolucional, sempre expandindo-se, ampliando-se. Doutrina em constante vibração e movimento, pois por ela passaram grandes espíritos, cada qual deixando seu rastro luminoso. Ainda nos tempos atuais, quantos espíritos de escol estão trabalhando para levar adiante a bandeira da doutrina de Luiz de Mattos, o Racionalismo Cristão, doutrina por excelência no que tange a espiritualidade.