7 de abril de 2012

"Caminhem sempre pela estrada do bem, alimentando bons pensamentos, irradiando aos semelhantes saúde e bem-estar"

Filial Campinas do Racionalismo Cristão

Nunca é demais lembrar aos que vêm às nossas Casas que "quem bem faz para si o faz" e "quem mal fizer para si o estará fazendo". Isso é o mesmo que dizer: "Caminhem sempre pela estrada do bem, alimentando bons pensamentos, irradiando aos semelhantes saúde e bem-estar". Afirmamos sempre: o ser humano é aquilo que quer ser. Se trabalha com a finalidade de progredir, progredirá. Se faz as coisas apenas por fazer, não sai do lugar, não progride. Se não pensa com atenção no que está fazendo, perde-se em seus pensamentos, em suas idéias, ficando no nível em que sempre esteve. Nunca é demais dizer que, quanto mais souberem, quanto mais se esforçarem para aprender mais conseguirão progredir, desde que não prejudiquem o semelhante. Vindo às nossas Casas, as pessoas dão um passo decisivo, para terem saúde do corpo e esclarecimento do espírito. Para trabalharem em uma delas, devem fazer um exame de consciência, antes de se inscreverem. Todas são bem-vindas, mas, quando em serviço nas Sessões Públicas de Limpeza Psíquica, precisam estar atentas, preparadas para atender o público, dando-lhe assistência e atenção. Então, preparem-se, dirijam-se às Casas em que poderão prestar serviços, façam a inscrição, aguardem a resposta e sejam todas bem-vindas aos trabalhos. Podemos afirmar que, se houvesse mais seres humanos com disposição e esclarecimento, o número de Casas Racionalistas Cristãs já seria mais elevado. Não faltarão recursos financeiros para se abrirem Casas, embora no início sejam simples e humildes. Com o passar do tempo, o que era pequenino e até sem conforto se tornará maior, confortável e acolhedor, porque esse é o lema do Racionalismo Cristão. É dever de todos que praticam a Doutrina fazê-la crescer, fazê-la evoluir, para levarmos ao mundo, à humanidade, o conhecimento da Verdade, através do esclarecimento espiritual.

Não desanimem, pois, os que ainda se consideram fracos. O pensamento construtivo, o pensamento positivo com esperança de dias melhores, dias de progresso - seja material seja espiritual - deve prevalecer sempre. Muitas Casas se abrirão, não importam as dificuldades, não importa a situação presente que o Planeta atravessa. O que importa realmente é saber querer, é pôr em prática idéias de progresso, alimentando sempre pensamentos sadios, com o desejo ardente de criar e vencer. Isso é o que o Racionalismo Cristão ensina. Isso é o que os racionalistas cristãos aprendem, desde o início de seus estudos na Doutrina.

Quando chegam a trabalhar, prestando serviço a esta Grande Causa, já estão conscientes do papel do espírito encarnado, dos seus deveres, quer na vida espiritual, quer na material. O necessário é estudar com respeito, assimilando o que lêem em nossas obras, porque no Racionalismo Cristão todas as palavras interessam, todas as afirmativas têm grande valor para aqueles que desejam aprender, que querem sinceramente dar novo rumo às suas vidas.

Assim sendo, fiquem com a nossa orientação: caminhem sempre com segurança, não tenham dúvidas ou temores, porque tudo esclarecemos. Nós não deixamos dúvidas. Os auxiliares que estão presentes recebem todos que chegam e dão as explicações. Cada um dos que auxiliam nos trabalhos tem um pouquinho de professor. Para isso são intuídos, desde que cumpram os seus deveres, desde que sejam discípulos fiéis do Grande Mestre e alunos aplicados desta Grande Doutrina.

Portanto, sejam bem-vindos os que pretendem vir para este batalhão, desejando também compartilhar de nossas fileiras. Sejam bem-vindos, respeitando a disciplina, obedecendo às ordens, trilhando sempre pelo caminho do dever. 

Doutrinação de Antonio Cottas

1 de abril de 2012

Ser justo é o que há de mais difícil na Terra, porque a propensão da pessoa é julgar o semelhante de acordo com seu modo de ser e sentir, e, muitas vezes, esse modo de ser e sentir não é correto.

Ser justo é o que há de mais difícil na Terra, porque a propensão da pessoa é julgar o semelhante de acordo com seu modo de ser e sentir, e, muitas vezes, esse modo de ser e sentir não é correto. O julgamento feito pelo ser humano é quase sempre falho; raro é aquele que sabe julgar com imparcialidade. Julga de acordo com seus interesses ou suas inclinações. No entanto, a Justiça é cega, sendo por isso representada de olhos vendados. O julgamento é feito de acordo com as provas e não deve contar com a simpatia nem a antipatia de quem julga.

Ainda que neste mundo ninguém deva julgar o semelhante, pois todos são imperfeitos, há indivíduos que só fazem mau juízo dos outros, que só levam em consideração as aparências, muitas vezes difamando sem justificativa. Certas pessoas difamam por terem imaginação doentia, o que é bem prejudicial à saúde psíquica. Afirmar que alguém é uma coisa sem ter certeza disso é sério e grave, pois difamar é crime. Existem também no mundo aquelas que julgam pelo que ouviram dizer, e nunca pelo que viram com os próprios olhos. Por isso, a humanidade precisa de esclarecimento espiritual. O esclarecido analisa, pondera, raciocina, para chegar às próprias conclusões.


Tudo na vida deve ser contornado; as medidas drásticas são prejudiciais, porque uma atitude drástica atrai antipatia, causa mal-estar, torna o ambiente pesado. Quando a pessoa é calma, justa, ponderada e moderada, não toma atitudes drásticas, procura ser tolerante. É preciso que se lembrem de que no mundo ninguém é perfeito, insistimos em dizer. Todos têm defeitos e qualidades, todos têm direitos e deveres, todos têm vontade, são o que querem ser.


Os seres humanos poderiam viver em harmonia, e não vivem porque tratam mais dos seus interesses. São vaidosos, acham que sua opinião é a correta. O necessário é respeitar o semelhante, pois sem respeito ninguém se compreende. A compreensão é virtude a ser cultivada; havendo compreensão vive-se com tranquilidade, mas se cada um quer que prevaleça a própria vontade não pode haver sossego, não pode haver felicidade. E queremos que todos sejam felizes, que se compreendam e vivam em paz. 


Luiz de Mattos
Codificador do Racionalismo Cristão

18 de março de 2012

Nas casas racionalistas cristãs não se abre mão do esclarecimento espiritual do ser humano, porque sabemos que o espírito evolui mais rápido quando detém esse conhecimento.



Nas casas racionalistas cristãs não se abre mão do esclarecimento espiritual do ser humano, porque sabemos que o espírito evolui mais rápido quando detém esse conhecimento. O esclarecimento é um processo acumulativo de estudos e vivências. Ele é mais lento de ser absorvido por quem principia o caminhar espiritual da evolução, e, mais rápido, se já possuir maior prática da vida, adquirida em existências passadas. O espírito ficará plenamente esclarecido após cumprir as etapas próprias da evolução na Terra. Só então estará preparado para continuar seu crescimento em plano astral.

O ciclo da evolução do espírito no planeta é longo para muitos. Passam existências e mais existências tentando sem muito sucesso dominar as fraquezas, quer girando no remoinho dos prazeres que a matéria oferece aos fracos de vontade, quer vivendo subalternos às más companhias. Daí, a existência do Racionalismo Cristão como escola espiritualizadora, ensinando aos alunos aplicados como superar as adversidades, tornando-os pessoas virtuosas.

Participar das reuniões públicas de limpeza psíquica e de esclarecimento espiritual em nossas Casas é o primeiro passo a ser dado por quem quer tornar-se melhor. Tomará conhecimento da existência das leis naturais e imutáveis que tudo regem no Universo. Saberá que são leis evolutivas que disciplinam o crescimento do espírito nas incontáveis existências que tem em corpo humano na Terra. Fará a limpeza psíquica de manhã e à noite, seguindo a orientação recomendada. Ao colocar em prática o que ouve nas reuniões e o que lê nos livros editados pela Doutrina, estará apto para iniciar uma nova fase de aprendizado e descobertas. É quando se volta para si mesmo, medita sobre os erros, avalia as fraquezas, envergonha-se dos vícios que o dominam. E passa a evitá-los, começa a praticar o bem, principia uma vida nova, uma vida com outro significado: desapega-se das coisas materiais e desnecessárias ao viver, para se tornar mais espiritualizado.

Aconselhamos que estudem, porque a vida é saber contínuo, é busca incessante por novas experiências. Para melhor e mais facilmente alcançarem seus objetivos, o Racionalismo Cristão lhes oferece o adequado esclarecimento espiritual. 

Antonio Cottas 

10 de março de 2012

O espiritualista não cuida apenas do corpo físico e dos bens materiais. Vai mais longe. Gosta de ler para aprender e não para passar o tempo. Exige de si um comportamento que possa refletir-se através do olhar sereno, da voz firme e hospitaleira, das atitudes conciliadoras.

O materialista cuida somente das coisas que seduzem e dão prazer. O espiritualista, com visão mais ampla da vida, desenvolve os atributos da alma a todo momento, contribuindo para que o mundo fique melhor.

O espiritualista não cuida apenas do corpo físico e dos bens materiais. Vai mais longe. Gosta de ler para aprender e não para passar o tempo. Exige de si um comportamento que possa refletir-se através do olhar sereno, da voz firme e hospitaleira, das atitudes conciliadoras. Não causa distúrbios, não alimenta discussões, resolve tudo em harmonia, tornando ameno o ambiente à sua volta. Quer trabalhar em sossego, para ter êxito nos empreendimentos. O espiritualista deseja uma vida feliz para si e para o semelhante. Por isso, não pede, não exige, mas oferece o que pode ser útil ao próximo. Sendo assim, ele se destaca pela atitude e pelo exemplo.

Se os seres humanos agissem como orientamos, haveria mais respeito e atenção ao que fazem, haveria maior compreensão. A consciência de cada um estaria voltada para o que é produtivo, pois aqueles que pensam em maldades e desarmonias são instrumentos do astral inferior.

Procurem preparar seus filhos para o viver correto, dando-lhes bons exemplos, que calem fundo nesses espíritos que reiniciam o caminhar evolutivo na Terra. Do contrário, é falar demais, é aconselhar em vão, e nós desejamos que os pais acertem. Irmanados num só querer, todos que se espiritualizam contribuem com seu trabalho e esforço para o bem comum, cada qual na sua esfera de ação.

Há muito que aprender no Racionalismo Cristão. Estudem a Doutrina, para que possam transmitir aos vindouros a certeza de que o ser humano é aquilo que quer ser, e é o que pensa, sempre.


Antonio Cottas
Consolidador do Racionalismo Cristão

3 de março de 2012

Trabalhar pelo esclarecimento da humanidade é a palavra de ordem desta Doutrina.


Filial Vicente de Carvalho do Racionalismo Cristão - Rio de Janeiro

O tempo é o melhor dos mestres. Quando as pessoas souberem pensar e raciocinar desprendidamente, muitos conhecimentos poderão alcançar, com a experiência adquirida no passar do tempo. É na luta do dia-a-dia que se aprende, que se alcançam conhecimentos para utilizar na trajetória terrena. A vida exige de todos valor, compreensão e respeito, respeito não só às leis universais e formais como a si mesmos. Onde não houver esse respeito não poderá haver tranqüilidade espiritual nem progresso material. Se os seres humanos soubessem analisar os problemas da vida, não se deixariam vencer pelas dificuldades, e poderiam obter êxito pessoal.

Sempre repetimos que a luta é destinada ao ser humano na Terra. É encontrando-se frente a frente com ela que o ser humano sairá vitorioso ou derrotado. Viver é uma arte, como o Racionalismo Cristão vem afirmando nas suas doutrinações espiritualistas, cheias de ensinamentos para os que nos vêm ouvir.

Tudo na vida pode ser resolvido harmoniosamente. Todos os problemas serão solucionados, desde que não faltem compreensão e entendimento entre as pessoas, tanto no lar, no trabalho, na escola, como nos locais onde sejam obrigadas a estar. O que é preciso é haver força de vontade e disciplina em todos os atos da vida. Observa-se a humanidade numa degradação moral sem limite. Por isso, é necessário dizer àqueles que nos ouvem que a moral está acima de tudo. Precisam compreender que devem viver dentro de princípios de honestidade, de valor, de coragem. Coragem para enfrentar as vicissitudes, coragem para vencê-las, e assim dar exemplos àqueles que estão sob sua responsabilidade. Onde não há moral não há progresso material, não há paz de espírito e nem saúde do corpo.

Os dias sempre obedecem às estações do ano. Em umas estações, os dias amanhecem mais cedo, noutras amanhecem mais tarde. Também na vida é preciso ter obediência aos horários mais adequados às tarefas que precisam executar. A disciplina tem muita importância na vida dos seres humanos. Havendo disciplina para levantar, deitar, alimentar, recrear, ter contato com pessoas amigas e para trabalhar, terão saúde e alegria de viver. A indolência, a preguiça e o pouco caso por um viver honesto geram desentendimentos entre os seres, resultam no retardo espiritual.

Trabalhar pelo esclarecimento da humanidade é a palavra de ordem desta Doutrina. É necessário que os seres humanos aprendam a viver, saibam conduzir-se honestamente, trabalhando, produzindo, para que haja felicidade e tranqüilidade espiritual.

O tempo passa e a Doutrina segue dando lições ao mundo, para que a humanidade desperte. Os conhecimentos que o Racionalismo Cristão difunde em suas Casas nunca foram tão necessários como nos dias de hoje. Então, venham ouvir nossas explanações, mesmo por curiosidade. Elas dão esclarecimentos benéficos através da palavra, para que prossigam evoluindo com a consciência do dever cumprido. 

Luiz de Mattos

26 de fevereiro de 2012

Doutrina que orienta os seres humanos a caminhar com segurança pela estrada da vida.



Racionalismo Cristão, que bela doutrina! Doutrina que orienta os seres humanos a caminhar com segurança pela estrada da vida. Doutrina que ensina que tudo depende deles próprios, pois todos têm uma força dentro de si a desenvolver. É através do esclarecimento espiritual, das orientações e dos conhecimentos que o Racionalismo Cristão explana, que as pessoas vão aprendendo a se conduzir na vida. Quando desconhecem sua composição como Força e Matéria, espírito e corpo, não sabem dirigir o pensamento, a força de vontade e o livre-arbítrio, que geralmente estão voltados para o mal.

Nas reuniões públicas de limpeza psíquica, o Racionalismo Cristão ensina os seres humanos a usarem o pensamento, conduzindo o livre-arbítrio para o bem. Ensina-os a enfrentar a luta pelo viver com dignidade e honradez, com sua vontade sempre forte, decidida, porque essas são as armas poderosas que possuem, para fazerem sua caminhada neste mundo, onde os espíritos encarnam para evoluir.

O racionalista cristão verdadeiramente esclarecido é alguém que sabe elevar o pensamento, atrair as Forças Superiores e bem firmar os pés no chão. Procedendo assim, torna-se pessoa vitoriosa em todos os empreendimentos. Não conhece derrotas nem insucessos, pois sabe como levar sua vida com altivez. São ensinamentos que o Racionalismo Cristão explana aos que vêm às suas Casas.

Infelizmente, no mundo de hoje o materialismo fala mais alto. Respeito, dignidade e valor vêm desaparecendo. Por isso, a humanidade caminha desordenadamente. Mas o Racionalismo Cristão segue a passos largos, divulgando princípios esclarecedores. Quantos seres chegaram como verdadeiros farrapos humanos e, à medida que freqüentaram nossas Casas assiduamente, que participaram de nossas reuniões espiritualistas, que leram atentamente nossos livros, foram aprendendo a viver! Conhecendo-se como Força e Matéria, tornaram-se grandes lutadores e prestaram valiosa colaboração, participando dos nossos trabalhos mais tarde.

Quantas e quantas vezes orientei os assistentes da cabeceira da mesa da Casa-Chefe do Racionalismo Cristão! Quantos alertas fiz para um viver melhor neste planeta! Hoje, em plano astral, aconselho que leiam os nossos livros com atenção, que se esclareçam espiritualmente, para conquistarem a própria felicidade.

O trabalho do Astral Superior pelo esclarecimento da humanidade é intenso. Portanto, sejam racionalistas cristãos na forma e no sentir. Não queremos fanáticos, mas pessoas realistas e pensantes. 

Doutrinação de Antônio Cottas - Consolidador do Racionalismo Cristão.


18 de fevereiro de 2012

Lançamento de Livro Histórias do Racionalismo Cristão em São Vicente, marcou o centenário da doutrina em Cabo Verde.



Quando dizemos que nossas Casas são verdadeiras Escolas, assim afirmamos porque os que aqui vêm com vontade de aprender, com vontade de se esclarecer, prestando muita atenção em nossas doutrinações, ficam sabendo que chegaram ao lugar certo e daqui podem sair até professores. Falamos professores porque quem quer aprender aprende, e quem quer ensinar também pode dar aula esclarecedora, para os mais necessitados.

Nossas palavras vão além dos seres humanos individualmente, pois falamos em tese. Procuramos alertar, sacudir espiritualmente as pessoas da melhor forma possível, para que, entendendo o que ouvem, saibam se conduzir no futuro, reagindo às adversidades.

Infelizmente, nossa sociedade é carente de palavras de bom senso. Se houvesse um pouco de esclarecimento espiritual naqueles que têm responsabilidade de ensinar, garantimos que muitos fatos desagradáveis deixariam de acontecer.

Muitos lares vêm sendo alvo de perturbações, porque os pais não sabem educar, deixando os filhos ao deus-dará, como se costuma dizer. Quando chegam à fase da adolescência, tornam-se pequenos marginais, devido à falta de orientação. Em muitos casos, os pais se ausentam para trabalhar, e as crianças ficam entregues às empregadas domésticas. Se algumas são responsáveis e cuidadosas, outras não se preocupam, e deixam soltos esses infelizes espíritos. Então, o que podem aprender? Nada!

Se dentro do lar houver pessoa de envergadura moral, mesmo que tenha de sair em busca do sustento da família, estamos certos, prevalecerá seu exemplo. Se a criança pensar: "estou sozinha, posso fazer o que quiser! ", a lembrança do exemplo do adulto responsável funciona como controle. Garantimos que não se arrependem os que procuram educar sua prole desde tenra idade. Mas, para que isso aconteça, há necessidade de um pouco de espiritualidade nos lares. Atualmente, por só pensarem em materialidade, os lares estão muito vulneráveis, e são atacados pelo astral inferior. Aí, quando vêm os aborrecimentos, todos se lastimam, e dizem: "Por que isso aconteceu? Eu não merecia! " Se pensarem bem, ao colocarem a cabeça no travesseiro, vão perceber que o que estão passando é reflexo da vida materializada que levam, é reflexo do que plantaram, colhem frutos estragados.

Desejamos que todos plantem árvores que possam dar bons frutos, que não apodreçam antes da colheita.

O Racionalismo Cristão está aí, sempre incentivando com boas palavras os que querem aprender. Para que isso aconteça, as pessoas precisam se libertar da materialidade. Pensem um pouco mais, raciocinem, e não terão aborrecimentos futuros.

Falamos desta forma, porque observamos que a mocidade não sabe firmar-se na sua vida. Pensem, policiem-se, e verão que estão agindo erradamente. Para que isso não aconteça é que nós, toda vez que podemos falar, que podemos sacudir pessoas, alertamos com nossas palavras. Por mais que sejam repetitivas, sempre bateremos na mesma tecla, pelo desenvolvimento espiritual dos seres humanos 

Doutrinação de Antônio Cottas - Consolidador do Racionalismo Cristão

5 de fevereiro de 2012

Ninguém se deve julgar melhor do que o semelhante, porque isso concorre para o seu atraso espiritual. Há muito a fazer no mundo, dentro dos moldes da razão e do bom senso


Antônio Vieira - Idealizador Astral do Racionalismo Cristão

Os anos passam e a vida por si mesma vai ditando modificações necessárias, a que todos têm que se ajustar. Está errado quem se torna insensível às mudanças, porque fazem parte do progresso do mundo e da evolução espiritual do ser. Assim sendo, aquele que não evolui estaciona.

É preciso encarar a vida com seriedade e receber o que é conveniente à evolução de cada um. Todos têm seu modo de sentir, sua maneira de ser e seu gosto. Querer fazer regra geral é errado, porque não há seres iguais.

A vida continua a cada ano, e o progresso é necessário, quer o intelectual, quer o material, quer o espiritual. Os espíritos não vêm a este mundo para passar o tempo, pois reencarnam para evoluir. O mundo sofre grandes transformações, e as pessoas, por seu turno, são envolvidas por elas, na maioria das vezes sem perceberem. As que voluntariamente não acompanham o progresso estão sujeitas a erros, a prejudicar consideravelmente a evolução. Tudo devem fazer dentro das normas da razão e do bom senso, com espontaneidade, lealdade e sinceridade, sobretudo com boa vontade. Aquelas que assim não procedem sofrem as consequências da má compreensão da vida.

Julgar-se superior aos outros é vaidade. Não há superiores no mundo. Todos têm defeitos, cometem erros, mas são dignos de consideração e respeito. Ninguém se deve julgar melhor do que o semelhante, porque isso concorre para o seu atraso espiritual. Há muito a fazer no mundo, dentro dos moldes da razão e do bom senso, insistimos.

Caminhem sem vacilar, com passo firme, vontade forte e desejo de vencer. Caminhem para o progresso. Caminhando como orienta o Racionalismo Cristão, estarão no rumo certo, sem nada que prejudique a marcha espiritual.

Habituem-se a analisar os fatos que acontecem, a conhecer as pessoas, a viver bem com elas, porque, como já dissemos várias vezes, viver é uma arte que nem todos têm a capacidade de pôr em prática. Aprendam a viver e ajam como pessoas criteriosas, ponderadas, moderadas e justas. Procedendo assim, poderão conquistar a felicidade que tanto querem. 

Doutrinação de Luiz de Mattos - Fundador do Racionalismo Cristão

29 de janeiro de 2012

Andar pelo caminho da espiritualidade é, pois, obedecer às leis naturais estabelecidas para a evolução do espírito, é pôr em prática, em cada instante, aqueles atos que se impõem pela sua natureza purificante, moralizadora e construtiva




A verdadeira vida é espiritual, porque todos somos espíritos, inclusive a Força Criadora. A vida material é passageira, e serve, apenas, para ajudar a promover a evolução do espírito até um certo grau; daí por diante, ele não precisa mais da matéria para prosseguir na sua rota ascendente.

Para que o desenvolvimento espiritual se processe normalmente, é indispensável que se siga por uma linha condizente, se trace uma norma de vida pautada por princípios cristãos, e se delibere proceder corretamente ou, melhor, de acordo com aquele plano previamente elaborado nas regiões dos mundos de luz.

Andar pelo caminho da espiritualidade é, pois, obedecer às leis naturais estabelecidas para a evolução do espírito, é pôr em prática, em cada instante, aqueles atos que se impõem pela sua natureza purificante, moralizadora e construtiva.

Todo ser humano normal tem consciência do bem e do mal, do justo e do injusto, do que é correto e do incorreto. Há uma linha de separação entre os dois procedimentos, que se poderia considerar da esquerda e da direita, e ninguém vem ao mundo operar o seu progresso espiritual que não saiba distinguir, com os recursos próprios, a diferença destoante entre um caminho e o outro.

No reino animal inferior essa consciência não está devidamente despertada, mas, no reino animal superior ou hominal, ela está presente desde a primeira encarnação. A partícula da Inteligência Universal então se emancipa e assume a responsabilidade do governo próprio, ou seja, a faculdade do uso do livre-arbítrio, da qual não poderia fazer emprego acertado se não tivesse a consciência adequada e suficientemente despertada.

Se assim não fosse, poder-se-ia admitir uma falha ou lacuna no planejamento da administração astral superior, o que seria um absurdo. Em verdade essa consciência está convenientemente alertada, para não descambar para o caminho da esquerda, se o da direita for considerado o caminho da espiritualidade.

Os que se degeneram, degradam, arruínam, agem conscientemente, ou partem de um estado inicial consciente para depois se tornarem inconscientes, debaixo da influência deletéria de vícios, gozos materiais anestesiantes e fluidos perturbadores do astral inferior.

Em decorrência de um melhor uso do livre-arbítrio, uns fazem a evolução espiritual muito mais rapidamente do que outros, por onde se vê que há caminhos mais curtos para atingir-se a meta, sendo esses os que mais se aproximam do rumo ideal, que é o caminho da espiritualidade.

Quanto mais espiritualizados forem os princípios norteadores da vida, tanto mais depressa serão alcançados os objetivos por todos aspirados, que se resumem na felicidade permanente, que só existe nos planos superiores.

Procurando estabelecer um caminho, uma rota que conduza ao pleno estado de evolução, forçoso se torna que cada um se disponha a enquadrar a sua conduta nos postulados cristãos.

O Racionalismo Cristão, no seu Código de Princípios, coordenou as linhas mestras dessa conduta de maneira simples e acessível, para que sejam adotadas por todos aqueles que realmente desejam viver vida nova, e candidatar-se a ingressar em um outro plano mais elevado de evolução.

Do Livro A Felicidade Existe

14 de janeiro de 2012

Ignorar as leis comuns e naturais que regem o Universo é erro que os desconhecedores da espiritualidade cometem



Ignorar as leis comuns e naturais que regem o Universo é erro que os desconhecedores da espiritualidade cometem. Marcam passo na evolução e perambulam por este planeta-escola a esperar milagres e a temer o chamado sobrenatural. Andam sem rumo, não sabem de onde vêm nem o que fazem no mundo, por não se conhecerem em sua essência como Força e Ma­téria. Como poderemos esclarecer a humanidade, se ela tem vivido somente para a matéria, cheia de vícios e maus hábitos, envolta nas fraquezas espi­rituais? E respondemos: através do conhecimento dos princípios espiritualistas explanados pelo Ra­cionalismo Cristão.

As superstições que campeiam por toda parte, e que são observadas na maioria do seres devido a uma educação fora dos moldes da razão e do bom senso, têm concorrido para o atraso espiritual de boa parte da humanidade. De igual forma contribuem as tolices em que tantos se apegam, atidos às crenças e aos dons divinos que lhes impingem.

Há pessoas que não têm êxito na vida porque não acreditam em si, não se esforçam, não sabem querer. Confiança plena na própria capacidade é o primeiro passo para o esclarecimento espiritual. Em seguida, é importante dar valor ao pensamento. Quem bem pensa bem atrai. Pensamentos de fraqueza e de va­cilação chamam outros idênticos e igualmente nocivos, porque, como dissemos, conforme pensarem assim serão. Dúvidas e temores danificam a alma e o corpo físico, pois atraem fluidos de igual teor e intensidade, causando desarmonia na vida particular, no lar e no trabalho.

Os que pensam com ódio, inveja e ciúme atraem para si os fluidos pesados de espíritos obsessores perversos. Aos que têm medo de tudo e de todos qualquer enfermidade amedronta. Basta saberem que alguém sofre desta ou daquela moléstia para que se atemorizem e achem que também padecem do mesmo mal. Sempre que alguém com esse distúrbio psíquico procura uma casa racionalista cristã, nela encontra alguém preparado para levantar o seu moral, fazendo-o sentir que a enfermidade de que se julga portador não existe.

Tenham vontade própria, não se deixando levar pela vontade alheia. Tracem o próprio caminho e, assim fazendo, irão viver com firmeza e paz espiritual, cumprindo deveres. É no pensamento bem irradiado que está a garantia do êxito do ser humano, pois o pensamento é vibração do espírito. 

Doutrinação de Luiz de Mattos - Fundador do Racionalismo Cristão

17 de dezembro de 2011

É tempo de raiar em todos os pontos do planeta a realidade espiritual explanada pelo Racionalismo Cristão.


Casa Chefe do Racionalismo Cristão - Rio de Janeiro

O pensamento de valor é sempre irradiado por uma vontade educada. Quando aconselhamos que eduquem o pensamento, temos plena certeza de que saber pensar com equilíbrio e domínio próprio é útil àqueles que caminham por este mundo. Pensando bem, vão obter êxito na vida. O êxito comprova que a pessoa lutou para alcançar a meta desejada.

Muitas vezes é necessário resolver uma situação desagradável. Em tal caso, agir com inteligência, procurar manter a tranquilidade da melhor forma possível, não se deixando envolver por pensamentos prejudiciais, é o caminho mais sensato que devem tomar. Quando encontrarem dificuldade para resolver algo, devem pôr em prática a vontade firme, pensar com elevação, procurar primeiramente ter serenidade e não se irritar, mesmo sentindo-se ofendidos ou havendo motivo forte para reagir, porque a calma resolve muita coisa.
Dizemos sempre que é preciso saber viver com os bons e com os maus elementos. Para isso, é necessário haver educação moral e espiritual, não se exaltar, para não ser vítima do astral inferior ou da má influência de indivíduos que não aceitam o que se diz, por não estar de acordo com sua falta de raciocínio, com seus sentimentos.

As obras editadas pelo Racionalismo Cristão contêm o que o leitor necessita para se esclarecer e encontrar o caminho a seguir, embora a estrada da vida seja repleta de dificuldades e de becos sem saída. As observações que fazemos estão no livro intitulado Racionalismo Cristão, uma obra cuja leitura fortalece o pensamento de quem precisa de energia para encontrar-se a si próprio.

Queremos ver os seres humanos espiritualmente esclarecidos, a fim de que encontrem lenitivo para seus males. Por isso, não nos cansamos de orientá-los, apontando erros que cometem com frequência. Há momentos em que a pessoa manifesta um ponto de vista, defende suas razões de maneira exacerbada, mas nem sempre está certa. Sendo assim, é necessário ter educação a toda prova, para desviar o pensamento do que é errado, fazer que não ouviu aquilo que achou inconveniente. O Racionalismo Cristão esclarece e dá coragem, para que saibam defender-se em todos os momentos, em qualquer situação.

 É tempo de raiar em todos os pontos do planeta a realidade espiritual explanada pelo Racionalismo Cristão. Cabe a cada um raciocinar, pensar com elevação, para livrar-se do emaranhado da obscuridade que perturba os fracos de espírito. Por isso, leiam os livros publicados, procurem estudar de acordo com a percepção que já possuem, para se livrarem das ilusões que só atrasam a evolução da humanidade. 

Doutrinação de Luiz de Mattos - Fundador do Racionalismo Cristão.

10 de dezembro de 2011

É neste mundo que o indivíduo se degenera quando faz mau uso do livre-arbítrio, e é também aqui que se regenera



É neste mundo que o indivíduo se degenera quando faz mau uso do livre-arbítrio, e é também aqui que se regenera. A partícula inteligente, assim que ingressa no gênero humano, recebe o atributo do livre-arbítrio e o seu raciocínio está suficientemente desenvolvido para a prática do discernimento.

Enfrenta, logo de início, as tentações do mundo, não sentindo, nessa altura, atração por elas, mas, se as experimenta e gosta, fica inclinado a prosseguir, absorvendo-as. Vem, então, o hábito do uso e do abuso das formas tentadoras terrenas, que se vão multiplicando com o desabrochar da civilização. Estabelece-se, aí, o império do vício.

Impregnado de hábitos viciosos está o indivíduo em plena fase de degeneração, que não lhe traz bem-estar, alegria ou satisfação. Ao contrário, produz um estado de melancolia, desgosto, angústia, pois o ser procura, ansiosamente, desde os primórdios, a felicidade; ele sente que ela existe e quer alcançá-la. Passa, então, ao processo de regeneração.

Obviamente, ninguém tem que se regenerar se, antes, não se degenerou. A degeneração, que não é um acontecimento imperioso, inapelável, se dá por descuido, por abandono dos preceitos morais que nascem com o indivíduo, e a regeneração é o recurso.

A espiritualização, além de evitar a degeneração, ainda conduz à regeneração. Por aí se vê a importância, a imprescindibilidade do esclarecimento espiritual e das práticas espiritualistas.

Os vícios podem adquirir-se rapidamente e com facilidade, mas a recuperação da virtude é lenta e difícil. O rolar para o fundo de um abismo e encher-se de equimoses é obra de um instante, mas recuperar a posição perdida, galgando o topo do aclive, é tarefa árdua, muito mais demorada, e exige grande esforço.


Milhares de espíritos reencarnam, diariamente, na Terra, com o fim de regenerar-se, por haverem verificado, nos seus mundos, o seu verdadeiro estado psíquico e se certificado de que a reencarnação é o único caminho a seguir. A Terra é o cadinho regenerador.



Do Livro a Felicidade Existe

3 de dezembro de 2011

A justiça está sempre do lado da razão, muito embora na Terra, pela imperfeição humana, nem sempre esses dois atributos andem juntos



Filial Cabo Frio do Racionalismo Cristão - Rio de Janeio

A justiça está sempre do lado da razão, muito embora na Terra, pela imperfeição humana, nem sempre esses dois atributos andem juntos. A imperfeição, porém, é temporária, ao passo que a perfeição habita os domínios da eternidade. Desse modo, a justiça e a razão pairam acima do que é efêmero ou passageiro, para projetar-se no campo eterno das fórmulas imperecíveis.

Todos querem ter razão, mas o que acontece é que nela interfere o interesse pessoal, que leva o indivíduo a forjar argumentos ditados pelo intelecto para sustentá-la, com ou sem ela.

A dificuldade está em a criatura poder ou saber colocar-se em plano elevado para apreciar daí, com isenção de ânimo e com justiça, os fundamentos da razão. Aqueles que estiverem em condições psíquicas de se impor por essa norma, mesmo contra os próprios interesses, podem estar certos de que possuem respeitável acervo espiritual.

A função dos juízes é dar razão a quem tem. Espinhosa tarefa porque, para bem desincumbir-se dela, é indispensável que possua aquele citado acervo, adquirido, por acumulação, no exercício do ofício, em numerosas encarnações.

A capacidade de vislumbrar a razão é inata no ser humano, e ela só não tem forma mais substanciosa na vida terrena em conseqüência das deformações do caráter.

O raciocínio lúcido e bem trabalhado, o ato perquiridor e a intenção sadia constituem um poder penetrante na área da razão.

O mundo precisa de homens que saibam dar razão com o prestígio do seu valor espiritual, para que a justiça se faça e o bem se espalhe sobre a Terra.

Cultivar, diariamente, o exercício da razão é um dever que a todos cabe e que tem de ser acatado e respeitado como uma das práticas cristãs do mais alto grau.

Não adianta ser cristão pro forma, só na palavra. Cristão é aquele que dá provas, por atos, da sua verdadeira condição de cristão, quando, entre outros predicados, se revela pelo uso da razão equilibrada, justa e enquadrada no bom senso.

Do Livro A Felicidade Existe - Obra do Racionalismo Cristão.

27 de novembro de 2011

Quando alguém procura entrar no caminho da espiritualidade, o ponto de partida está num estado de consciência propício ao desenvolvimento de uma nova marcha.


Filial Varginha do Racionalismo Cristão - Minas Gerais

Há um ponto de partida para o início de qualquer iniciativa ou atividade na vida. Quando alguém procura entrar no caminho da espiritualidade, o ponto de partida está num estado de consciência propício ao desenvolvimento de uma nova marcha.

As viagens sempre exigem certo preparo, e a encarnação é, em si, uma longa viagem. Há numerosos caminhos que podem ser percorridos para se atingir a meta desejada, uns muito mais longos do que outros. Os mais distantes oferecem gozos terrenos, embora ilusórios, e comportam atrações maiores.

Aqueles que não sentem apego pelas encenações que decoram os caminhos longos da vida, renunciam a todos os convites que são, para muitos, a razão máxima da existência, e enveredam pelos atalhos retilíneos que atingem, mais depressa, o distante ponto final da jornada.

No ponto de partida voltado para a direção colimada, cada qual tem de apresentar-se munido de todos os requisitos indispensáveis. As provas das experiências feitas, hão de estar presentes. Quanto mais curtido estiver o indivíduo pela luta por ele travada, com êxito, nas batalhas terrenas, em encarnações pregressas, mais credenciado se encontrará para firmar o seu ponto de partida na arrancada pela senda do espiritualismo, no momento exato.

Essa hora culminante da vida de cada um, tem de chegar. Poderá levar muito tempo, muitos séculos, muitos milhares de anos, mas a sua chegada é tão certa, como certo é o momento, que chegará um dia, de deixar-se este mundo.

A caminhada nesse sentido tem um ponto de partida, no qual se devem situar todos aqueles que tiverem resolvido marchar para a frente e para o alto.

Quem estiver no caminho da espiritualidade e, depois de desencarnar, tiver de voltar a reencarnar para resolver determinados desajustes, há de, forçosamente, ser encaminhado à Terra, para aqui prosseguir no mesmo rumo da existência anterior, ou seja, na trajetória, pelo caminho da espiritualidade.

É aquele ponto de partida, quando bem sedimentado, que dá garantia à criatura de manter-se na sua linha, nas encarnações futuras.

Aquilo que for conquistado no terreno da espiritualidade, não se perderá nunca, e será o cabedal valioso para escalar novos e mais elevados píncaros.

Quem ainda estiver sem rumo na vida, deverá procurar reunir elementos espirituais para situar-se no ponto de partida ideal, que conduz as criaturas bem intencionadas e livres das injunções materialistas aos planos elevados do espírito.

Muitas pessoas encontram-se em condições de ingressar na esfera das atividades espirituais, mas por falta de empenho, ou por influências estranhas, deixam escapar essa oportunidade. A essas criaturas bastaria dar um pequeno toque, e logo chegariam ao ponto inicial da luminosa jornada.

As atividades espirituais exigem procedimentos e atitudes compatíveis com as normas da boa moral, da nobreza de caráter e da consciência dos deveres, tanto na vida pública, como na particular.

É preciso não esquecer que tudo na Terra é passageiro e efêmero, e não vale a pena perder tempo precioso alimentando pensamentos egoístas, só para o devaneio de uns instantes falsos e enganosos, quando o que se tem a ganhar, percorrendo a estrada brilhante da vida, são as riquezas indestrutíveis do espírito, que servirão para estabelecer nos Planos Astrais – pelos quais todos terão de passar – condições de vida da mais alta concepção, em termos de felicidade, alegria e paz.

O ponto de partida para tal jornada terá de ser ocupado por todos, indistintamente, na medida do esclarecimento espiritual que adquirirem, e quanto mais cedo for tomada a decisão, mais depressa serão desfrutados os benefícios incalculáveis da vida, em Planos Superiores.

Do Livro A Morte Não Interrompe a Vida

A afinidade entre as pessoas decorre da igualdade de sentimentos, de idêntica forma de pensar e raciocinar.



A afinidade entre as pessoas decorre da igualdade de sentimentos, de idêntica forma de pensar e raciocinar. São criaturas que tiveram longo curso de experiências semelhantes, por via das quais chegaram a conclusões mais ou menos idênticas.

Elas dão‑se bem umas com as outras, estimam‑se mutuamente e têm prazer em encontrarem‑se e ficarem juntas.

O ideal seria que marido, mulher e filhos tivessem afinidade plena, para que o entendimento entre eles fosse completo, sem discrepância, irrestrito. Essa ventura pode ser desfrutada em Planos Superiores.

No entanto, neste laboratório terreno, as condições são outras, e marido, mulher e filhos têm de se conformar com as diferenças de gênio, de temperamento, de gosto e de ideais, que imperam no seio da família.

O Racionalismo Cristão assegura ser a família constituída de seres oriundos de planos diversos de evolução, justamente para que sejam exercitadas a tolerância, a necessidade de saber ceder ou não ceder, quando for o caso, a cooperação com índoles desiguais, a obrigação de se ajustarem para uma vida em comum e unida.

Muito se tem de aprender com essa disparidade sentimental em que cada um está sempre pronto para puxar na direção oposta. O ideal é haver uma força de contenção para pôr o grupo em equilíbrio, e todos precisam colaborar para que essa força não desapareça.

O que fortalece tal força, é a conduta dos pais, a capacidade de compreensão posta em relevo, a oportunidade de se oferecerem conselhos e exemplos para o cultivo da espiritualidade.

Por esse meio, as diferenças tendem a desaparecer, porque imperando o bom‑senso, o critério, a boa‑vontade, a autoridade e o amor, as almas acabam por entender‑se, reconhecendo onde está a razão, aceitando‑a e, com isso, promovendo o estabelecimento de uma afinidade que tenderá a desenvolver‑se.

A afinidade dos seres, de uns para os outros, será completa em graus superiores da jornada eterna, e já se podem considerar felizes os que a sentirem na Terra, embora com as suas limitações.

A afinidade e a amizade andam sempre juntas, e se esta é um dom espiritual em cultivo, aquela também não deixa de o ser. Daí a sabedoria superior que orienta a constituição do lar na base dessa verificada carência de afinidade, para que ali se estabeleçam correntes afins, através do afeto, da dedicação, do reconhecimento, da proteção e do auxilio, com o que muito se conseguirá no sentido do fortalecimento da afinidade.

Como se vê, a afinidade tem a sua participação na conquista da felicidade, uma vez que os que se estimam e se sentem unidos por sentimentos afins, experimentam uma dose de felicidade quando se aproximam, e juntos podem conviver.


Do Livro Ao Encontro de Uma Nova Era - Racionalismo Cristão

19 de novembro de 2011

O indivíduo tem por dever diminuir seus erros e aumentar suas virtudes.


Filial Divinópolis do Racionalismo Cristão - Minas Gerais

Os seres humanos são capazes de realizar grandes feitos ou de cometer grandes maldades. Por isso, nas casas racionalistas cristãs, sempre se recomenda que tudo façam para enfrentar as adversidades, não cometendo erros. O que se aconselha é para o bem de todos.

O indivíduo tem por dever diminuir seus erros e aumentar suas virtudes. Não é tão difícil assim, porque desde que se resolva a fazê-lo desenvolve o sentimento de solidariedade e passa a ver o semelhante como um afim, o irmão em essência a quem tem de ajudar. E, nessa ajuda, vai procedendo melhor, evitando erros, praticando o bem.

Através da leitura atenta dos vários volumes do livro intitulado Cartas Doutrinárias, que encerram conselhos valiosos, a pessoa chega à conclusão de que o indivíduo errado de ontem pode ser, e deve ser, o virtuoso de amanhã, tudo fazendo com simplicidade e harmonia com o Todo, tendo pensamentos elevados, atitudes corretas, e muita dignidade, quando, então, a vaidade desaparece.

Na passagem pela Terra, o espírito encarnado tem muito que fazer; encontra motivos a todo momento para desenvolver as atividades espirituais e as relativas ao mundo material, enfim, tudo que se apresente e possa resolver a contento em favor da sua evolução.

Quando o misticismo desaparecer da face da Terra, o ser humano terá oportunidades maravilhosas para, adotando novas atitudes, elevar-se em seus sentimentos, deixando de pedir, de implorar. Passará a contar consigo e com pessoas afins, para resolver todas as dificuldades que apareçam. Quem implora espera uma ajuda sempre duvidosa, porque parte de algo ou de alguém que não existe. O devoto pede e promete, para receber alguma dádiva em troca. O ser espiritualmente forte não leva a vida a pedir, nem a se lastimar. É, sim, um lutador, um espírito elevado que faz a limpeza psíquica nos horários recomendados, para se ligar às fontes do bem, através de irradiações que o irão ajudar a receber eflúvios benéficos.

Portanto, a pessoa espiritualmente esclarecida é um ser resoluto, prepara-se mentalmente, como faz com a higiene corporal diária, porque tem a certeza de que vai encontrar lutas pelo dia afora, que terá de enfrentar e vencer com fortaleza de ânimo, desejando também que o semelhante vença. O ser resoluto não deseja mal, nem fala mal de ninguém. Aproveita as lições que o mundo oferece a toda hora, para ficar conhecendo melhor quem com ele convive. Através desse preparo, não é injusto, nem julga o próximo.

O esclarecido é aquele amigo incondicional para as horas boas e, principalmente, para as más, as horas de amargura, de solidão. O esclarecido analisa e compreende a vida, não admite subterfúgios. Trata o semelhante com respeito, sendo um cidadão eficiente e justo na comunidade. O esclarecido é um espírito em evolução que se prepara para um dia se desprender do corpo físico e, progressivamente, retornar ao mundo de estágio com a certeza do dever cumprido.

O Racionalismo Cristão aconselha que as pessoas enfrentem as dificuldades sem pensar em desgraças, que avassalam os mais fracos de espírito. Se coisas más aparecerem, devem manter pensamentos elevados e vontade forte. A vida terá um significado melhor, porque verão os fatos com naturalidade. As que se desligarem das maldades para se entregarem às coisas dignas, mediante o estudo da Doutrina, que tanto se recomenda, irão enriquecer-se espiritualmente e darão um passo à frente no caminho da evolução. 

Antonio Cottas
Consolidador do Racionalismo Cristão

5 de novembro de 2011

O Racionalismo Cristão explana princípios de alto valor para o esclarecimento espiritual dos seres humanos.

 Filial Av. Holanda do Racionalismo Cristão - Cabo Verde


O Racionalismo Cristão explana princípios de alto valor para o esclarecimento espiritual dos seres humanos. Todavia, é preciso que saibam valorizar o que explanamos e escrevemos com a vontade única de vê-los esclarecidos, aptos a lutar pela vida com capacidade, procurando elevar-se cada vez mais no conceito espiritualidade.

Ninguém pode viver sozinho neste mundo, pois uns dependem dos outros. É pelo esclarecimento que as pessoas aprendem a viver com segurança, ouvindo os mais experientes, concorrendo para que haja entendimento e paz entre os seres. A decadência moral que se observa é consequência da falta de respeito mútuo e de cumprimento dos deveres. Quando souberem cumprir seus deveres, conhecendo os direitos e as responsabilidades que têm, tudo será melhor.

O Racionalismo Cristão mostra a realidade da vida, para que todos se esclareçam e compreendam que é necessário viver com inteligência e compostura. Através de livros espiritualistas e de doutrinações feitas em reuniões públicas realizadas nas casas racionalistas cristãs, procuramos educar os seres, para que se compreendam e se respeitem. Nada no mundo poderão alcançar sem sacrifício, porque a luta lhes é destinada na Terra, sempre repetimos. São eles os artífices da evolução. Aqueles que, para seu próprio bem, praticam os princípios racionalistas cristãos caminham com segurança, sem se envolver com o lado mau do mundo. Cada um deve cuidar de si, cumprir obrigações, sendo bom cidadão e útil à comunidade. Assim agindo, terá a recompensa do seu esforço e da sua dedicação.

É preciso que os seres humanos saibam viver com valor e coragem, não trabalhando como escravizados ao trabalho, não o vendo como castigo, mas como oportunidade que têm na Terra para aprimorar o progresso material e a evolução espiritual. Para isso conquistar, estudem a si próprios, procurem corrigir os erros, para evitar os males. Não querendo ser a palmatória do mundo, ajam com inteligência, respeitem a família, elevando-a ao máximo, pois o que se observa é a falta de correção de maneiras. É dando exemplos como cidadãos, atuando sempre com dignidade e caráter que os indivíduos demonstram primazia no seu modo de viver. O Racionalismo Cristão é uma doutrina espiritualista que esclarece as pessoas, mostrando- lhes o valor de princípios seculares. Independente do grau de evolução espiritual e do nível intelectual de cada uma, estão preparadas para aceitar essas normas de conduta e praticá-las.

Por isso, nos dirigimos a todos, para que compreendam que é chegado o momento de despertar para uma vida nova, caminhando com segurança, instruindo-se, aprendendo que é possível evoluir numa época de tanta degradação moral. Tudo depende do esforço em querer progredir, de sua capacidade e coragem, para ver o sacrifício coroado de êxito, sempre dando provas do aperfeiçoamento alcançado no dia a dia.

Então, leiam, preparem-se e pratiquem o bem. Nunca pensem mal, e, sim, com elevação, a fim de receberem das Forças Superiores os fluidos necessários para vencerem as dificuldades que se apresentam e a que todos estão sujeitos. 

Luiz de Mattos
Fundador do Racionalismo Cristão

30 de outubro de 2011

Dentre as muitas revelações que o espiritualismo tem apresentado, está a lei do retorno, ou de causa e efeito, cujo conhecimento é de importância capital.


                                          Filial Sorocaba São Paulo

Dentre as muitas revelações que o espiritualismo tem apresentado, está a lei do retorno, ou de causa e efeito, cujo conhecimento é de importância capital. Todos os atos praticados, nocivos ou benéficos, e as palavras emitidas, construtivas ou destrutivas, atingem o objetivo e produzem ação reflexa, volvendo ao ponto de partida.
Assim, num crime cometido contra um terceiro, há uma ação praticada; esta atingiu o seu fim, com a sua consumação; mais tarde, em ação retroativa, retorna ao agente, para completar o seu ciclo.
Afirmava Jesus: “quem semeia ventos, colhe tempestades”. Na ação de retorno, o mal ou o bem voltam sempre, muitas vezes, com cargas revigoradas. Note-se como se reproduzem as sementes; de uma que se plante nascem dezenas ou centenas; é a lei do retorno em ação.
O mesmo se dá com as palavras; elas são emitidas pelo pensamento, ativas e imantadas de energia, atingem o alvo com maior ou menor intensidade, conforme o calor com que foram proferidas ou projetadas, e as suas vibrações voltam ao ponto de origem, carregadas de novas energias, não raro, com o seu potencial de força aumentado.
Se as palavras forem de natureza construtiva e traduzirem coragem, ação, saúde, bondade e amor, conduzem cargas chamadas positivas, como positivas serão também as ondas vibratórias de retorno. Ao contrário, se as palavras proferidas forem destrutivas e estiverem saturadas de ódio, malquerença, perfídia, ingratidão e vingança, transportam cargas chamadas negativas, como negativas serão também as correntes vibratórias de retorno.
O Racionalismo Cristão chama a atenção para o fato de estabelecer-se, ao fazer-se mal ou bem a alguém, contato com esse ser e, pelo fio de conexão entre ambos, receber-se o reflexo da boa ou má ação praticada.
“Quem mal faz para si o faz”, ou “quem bem faz para si o faz”, são afirmações conhecidas na aprendizagem racionalista cristã. Essa é a verdade; isso é o que acontece. A lei do retorno não falha, por ser imutável como as demais leis que regem o Universo.
Por falta de conhecimento dessa lei, é que há tanto sofrimento no mundo. Ninguém, que esteja praticando o mal, pensa, por um só instante, que está sendo a maior vítima dessa mesma prática; que tudo quanto de ruim estiver desejando ao seu semelhante, lhe virá a acontecer, na ação de retorno.
Muitos sofrimentos atingem pessoas que a ela não deram motivos na presente encarnação, e os que nada conhecem de espiritualismo, começam a falar na ‘‘injustiça de Deus em castigar quem não merece”, etc., etc. Eis o mal de andarem os indivíduos às cegas, daí resultando, não poucas vezes, tornarem-se ateus, blasfemadores, desrespeitadores e descrentes na própria vida.
Pode o indivíduo estar movido, na encarnação atual, das melhores intenções, empenhado em não fazer mal a ninguém, e desejoso de manter-se em clima cordial, no trato com o próximo.
Isto prova que as lições do passado estão lhe valendo muito, que tem bem gravadas no subconsciente as experiências que a vida lhe proporcionou em existências pretéritas; mas não quer isso dizer que não tenha débitos contraídos, até mesmo em épocas remotas, ainda não resgatados, e que precisam ser liquidados e extintos para sempre.
Ocorre então, nesse caso, numa encarnação bem aproveitada, quando os dotes da bondade expressam a queima dos valores negativos e dos erros consumados em etapas longínquas, sem motivos aparentes, em se levando em conta apenas aquela existência corrente, o quadro dramático pode aparecer, assinalado de cores vivas e impressionantes. É o retorno de ações distantes que concluem o seu ciclo. O desfecho final com a conclusão do ciclo pode retardar, mas consuma-se, implacável e inapelavelmente.
É isso que está estabelecido nas leis universais, e não há ninguém que as possa alterar. A tola idéia de que “Deus concede perdões”, pretende, ingenuamente, destruir, modificar ou violar essas leis.
Os que conhecem espiritualismo não têm mais necessidade de andar às apalpadelas, adivinhando as coisas de ordem espiritual, sem conhecimento de causa, num mar trevoso, como é o ambiente materialista terreno.
Quem tiver a convicção de que a lei de causa e efeito, ou de retorno, é um fato indiscutível, por certo não irá cometer a leviandade de praticar um ato que lhe traga, depois, dores e sofrimentos.
Os que não admitem a realidade dessa lei, poderão explicar, por acaso, por que andam por aí a arrastar-se pelas ruas numerosos seres, na mais deplorável das condições físicas? Podem as religiões dizer alguma coisa sensata sobre isso? A única explicação possível é aquela que advêm do conhecimento da lei do retorno, na sua profundidade.
Muitos erram por viverem descuidada e despreocupadamente, em virtude de desconhecerem os correspondentes efeitos do erro, e pensarem que nada lhes acontecerá depois. Viram que outros erraram sem que mal algum aparente lhes tivesse acontecido, sempre presos à idéia restrita de que a vida é, apenas, o número de anos de uma encarnação.
Acontece que o tributo dos erros pode começar a ser cobrado na própria existência física em que foram cometidos, mas, na maioria das vezes, essa cobrança vem mais tarde, em encarnações futuras, no meio melhor escolhido ou preparado para produzir as reações recuperadoras.
Muitas criaturas custam a acreditar que o período de uma encarnação seja muito menor, por mera comparação, do que uma gota num copo d’água, em relação com a vida eterna.
Uma encarnação é um lapso quase insignificante na trajetória do espírito. Por isso os débitos não precisam ser resgatados em uma única existência física, quando todos terão milhares de vidas físicas ao seu dispor.
Há pessoas que passam toda a fase de uma encarnação praticando o mal, errando, ferindo, lesando o semelhante e desencarnando com um volume considerável de débitos. Que se poderia fazer depois com eles, sem a oportunidade de retornar ao mundo, em corpo físico, para se redimirem desses crimes, no cadinho da dor?
Aqui na Terra, e não no Plano Astral, é que se fecha o ciclo da lei do retorno; o faltoso é obrigado a reencarnar para ter a chave do fechamento desse ciclo.
Não adianta tentar fugir, procurar uma saída diferente, porque em vão encontrará a criatura outra solução para o seu caso que não seja a de reencarnar e suportar na carne todos os revides impostos pela lei de causa e efeito.
Só há um meio de escapar o indivíduo de ter de arcar com a carga de uma encarnação desventurada; é não proceder mal, não criar débitos, e semear boas ações para que, pela lei do retorno, receba os seus frutos de ótimo sabor, e com eles construa a sua felicidade.

Do Livro A Morte Não Interrompe a Vida

23 de outubro de 2011

A criatura tem na consciência o juiz dos seus atos. Quando pratica o mal, a consciência lhe dói, insurge-se e protesta.


A criatura tem na consciência o juiz dos seus atos. Quando pratica o mal, a consciência lhe dói, insurge-se e protesta. O indivíduo só está em paz com a sua consciência quando as suas ações afinam pelo comportamento correto, legal, em plena consonância com a moral cristã.
Acontece, porém, que, quando a criatura insiste em proceder mal, a consciência vai cada vez doendo menos, vai-se amortecendo o seu vigor moral, aos poucos perde a sensibilidade, a ponto de parecer que está morta. Os grandes criminosos têm a consciência insensível, sufocada, muda.
Ao contrário, quando o indivíduo se esforça para andar sempre pelo caminho do bem, consultando, a cada passo, a sua consciência, ela se torna sumamente sensível e se mantém nas melhores condições de receptividade para atender aos apelos que lhe são endereçados.
A consciência é uma faculdade espiritual de grande valor. Sem ela, seria impossível o gênero humano se conduzir. Só os animais inferiores e os criminosos inveterados agem inconscientemente.
O astral inferior está repleto de entes que não quiseram, quando encarnados, ouvir a voz da consciência, deixando-se empolgar pelos instintos que os levaram ao estado animalesco. Ninguém que tenha dado ouvidos à voz da consciência, no curso da sua existência terrena, passará pelo dissabor de estagiar, depois da desencarnação, nos antros pestíferos do astral inferior.
O ser ascende ao estado humano logo que adquire recursos para fazer bom uso do livre-arbítrio e para ouvir e respeitar a voz da consciência. Se todos bom proveito tirassem desses atributos, que se acham ao dispor de cada um para a solução dos problemas terrenos, a vida seria um permanente manancial de alegrias e satisfações.
A falta de consciência é revelada sempre que se constatam atos recriminatórios contrários às leis naturais, ao progresso, ao bem-estar coletivo. Ela aparece nos lares, no trato com os familiares, no trabalho externo, nas relações hierárquicas e, na vida pública, nos postos governamentais.
A desordem administrativa, o elevado custo de vida, a falta de assistência social, que tanto prejudicam a estabilidade dos encarnados, são fruto da irresponsabilidade, de ambições descontroladas, de desvios de energias, de desequilíbrio moral, e têm, como origem, o desprezo pela voz da consciência.
Ninguém diga que procedendo mal, agindo com incorreção, deslealdade e desonestidade não sabe que está errado; o indivíduo erra, conscientemente, na maioria dos casos, para beneficiar-se e dar satisfação a interesses subalternos e inferiores, que falam alto no seu interior.
A Força Criadora possui Consciência Absoluta e suas partículas componentes, como espíritos encarnados ou não, expressam-se pela consciência, como derivativo moral das condições espirituais. Viver, pois, de acordo com a aviventada consciência, é ajustar-se às leis que regem o Universo, as quais, quando unanimemente respeitadas, induzem ao equilíbrio em todas as funções.
Muitas vezes, por um dever de consciência, tem o indivíduo de agir contra os próprios interesses, mas nem por isso deve vacilar em dar o seu pronunciamento honrado, à custa de qualquer sacrifício. Desta vida terrena, o que se leva para o acervo espiritual são somente os feitos dignos e nobres que tenham servido de exemplos a outros para a manutenção da estrutura ideal dos hábitos e costumes e a efetivação de todos os princípios moralizadores.
Normalmente, o indivíduo que trabalha não o fará porque o chefe está exigindo; os alunos que estudam não o farão pelo temor de castigo; num como no outro caso o que deve imperar, acima de tudo, é a voz da consciência. O trabalhador e o aluno não precisam ser vigiados para que cumpram os seus deveres; cada qual tem de dar satisfação à sua consciência e, por isso, deve trabalhar e estudar conscientemente. Este o panorama correto da questão: todos precisam ter consciência das suas obrigações, e deverão executá-las tão bem como melhor puderem, independentemente das exigências de terceiros. Desse modo, se apura o senso da responsabilidade, que anda tão escasso no mundo.
No caminho da espiritualidade é a voz da consciência que deve ecoar, em todos os momentos, pois, se o desejo é o de acertar, não existe meio mais indicado do que atender ao sentido justo das coisas, com a interpretação pautada pelo bom-senso, pelo equilíbrio, pela razão.
A voz da consciência reflete sempre uma orientação superior, quando ela é realmente da consciência. Muito cuidado com as intuições do astral inferior. Analise-se, antes, a pureza das intenções, pois as forças inferiores, como todos sabem, não transpiram pureza. Não se queira atribuir à consciência resoluções despidas de grandeza moral.
A consciência não se educa, por ser a educação nela inata. A consciência revela-se através da alma, de forma cada vez mais apurada, na medida da evolução já alcançada. Esse apuramento decorre do fato de tornar-se a criatura, pelo processo evolutivo, com maior entendimento, mais capaz, mais esclarecida, mais consciente. A consciência dos fatos se dilata na proporção do aumento da capacidade individual e de conformidade com a modulação vibratória que se desenvolve, até sintonizar com a Consciência Absoluta.
Assim, a expansão do estado de consciência subordina-se ao progresso espiritual. Eis por que só no caminho da espiritualidade encontram os seres os meios eficazes para atingir os mais altos graus de consciência. A espiritualidade é sempre a base, o ponto de partida para toda e qualquer iniciativa que tenha por objetivo alcançar os páramos superiores de evolução.
Dá-se, deste modo, no Racionalismo Cristão, o maior relevo ao acatamento que se deva conferir à voz pura da consciência. O que se precisa educar, para ouvi-la e compreendê-la, são o raciocínio e a lógica. Somente no trato diário com as questões espiritualistas se chega a sentir o efeito harmonioso das deliberações que marcam diretrizes sob a influência estimulante da voz da consciência.
Esperemos que a humanidade possa, o quanto antes, dar mais valor aos ditames da consciência. A falta de lealdade de uns para com os outros tem sido a causa principal de se não consultarem os nobres preceitos da consciência. Em geral, não se cogita fazer o que melhor fala à razão, mas o que mais convém. No que mais convém estão, quase sempre, os interesses materialistas inferiores e o egoísmo, que procuram manter-se velados.
Não é correndo sofregamente atrás de riquezas terrenas para dar expansão aos desejos ocultos, de aspecto negativo, que alguém poderá despertar a consciência adormecida no íntimo de sua natureza. Aproxime-se cada um da sua consciência, vivendo com renúncia, com desprendimento, com elevação moral e o propósito salutar de algo produzir em favor da coletividade.
A consciência adormecida pode sempre ser despertada, desde que mudem as aspirações acalentadas, desde que se transforme o modo de entender e procurar a felicidade, desde que se tenha por finalidade buscar para o espírito os tesouros eternos que lhe têm de ser agregados. Isso não significa que os seres precisam despojar-se das riquezas terrenas; o uso dessas riquezas é que deve ser feito racionalmente, consoante a serventia que oferecem, sem permitir que obliterem o vigor da consciência. Nesse ato reside a sabedoria que deverá ornar a vida espiritual dos que se propõem a atravessar a existência terrena pelo caminho da espiritualidade.

Do Livro A Felicidade Existe do escritor Luiz de Souza