6 de maio de 2010

A moral cristã é o poderoso sustentáculo da constituição da família ‑ núcleo respeitável que representa a pedra angular da espiritualização de um povo

Entende‑se por moral, no sentido amplo, a observância dos bons hábitos e costumes na vida humana de relação, em que sobressaem as atitudes de decência, honestidade, pudor, justiça e eqüidade.

Varia o conceito da moral entre os povos, segundo a tradição, o temperamento, a étnica, a posição geográfica e os fundamentos religiosos.

O que constitui preceito moral para uns, nem sempre está de acordo com o entendimento de outros, conforme aquela variação conceitual exposta. Como exemplo, vale citar o caso da poligamia, da existência de haréns, do senso acerca do nudismo e da mercantilização do casamento.

Os países cristãos têm a sua moral baseada nos ensinamentos de Jesus, denominada moral cristã.

Essa moral é seguida pelo Racionalismo Cristão, em toda a linha, por reconhecer nela que o respeito ao próximo, a igualdade de direitos e a ampla consagração fraterna, são esteios que se aprofundam na firmeza da justiça emanante, e na grandiosidade do amor espiritual.

A moral cristã é o poderoso sustentáculo da constituição da família ‑ núcleo respeitável que representa a pedra angular da espiritualização de um povo ‑ pois ali é que germinam as idéias sadias, os conselhos construtivos, as diretrizes da evolução.

Se o sentido da moral cristã fosse melhor compreendido e cumprido, a humanidade estaria desfrutando todas as dádivas espirituais cabíveis, e o mundo seria um pouso refrigerante para as almas encarnadas.

Para processar‑se a evolução dos seres, não seria preciso que a Terra oferecesse os amargurantes meios que se constatam, pela precária aplicação da moral cristã nos atos da vida. A evolução tem de efetuar‑se seja por bem ou por mal. Infelizmente, a humanidade prefere que seja por mal.

A moral cristã é a bandeira sob a qual devem perfilar‑se aqueles que realmente querem evoluir pelo caminho do bem.

Os estudiosos do Racionalismo Cristão têm a convicção de se haverem colocado sob essa bandeira, e fraternalmente acenam para os seus semelhantes, transviados ou não, para que se aproximem desse estandarte e assumam o compromisso de viver no rigor das normas espiritualistas da moral cristã.

Dizer‑se alguém cristão e permanecer contrariamente aos preceitos instituídos por Jesus, é proceder levianamente de maneira irresponsável, muito embora pretenda parecer um cavalheiro de respeitável aspecto. A sua verdadeira expressão será revelada no Plano Astral, onde não há meios de esconder‑se ou camuflar a realidade dos fatos.

A moral cristã está periclitante na coletividade humana, não obstante se vangloriarem os representantes das oito mil e tantas seitas existentes, dos numerosos asseclas que possuem, o que vem testemunhar a pouca ou nenhuma eficiência das mesmas, no âmbito espiritual.

Passe‑se uma vista de olhos pelos magnatas, pelos "tubarões" da economia popular, pelos que enriquecem da noite para o dia, pelos açambarcadores, pelos contrabandistas e especuladores de toda espécie, e veja‑se se não estão todos, ou quase todos, filiados, direta ou indiretamente, a uma das numerosas seitas ou religiões.

A tais indivíduos não interessa saber da moral cristã que estorva os seus planos inconfessáveis, a sua ânsia desenfreada de se aproveitarem da posição e da oportunidade.

É a falta de espiritualidade que domina o ambiente terreno, em que a grande maioria dos fiéis por conveniência, e de cristãos pró-forma, se entrega, de corpo e alma, à vida material desregrada, sem o menor respeito pela moral cristã.

Em algumas seitas ainda se vigia a conduta do ser pastoreado, mas noutras a liberdade é franca, ou as restrições são muito dilatadas. O resultado de tal frouxidão é fornecido pela imprensa diária, ao serem revelados escabrosos acontecimentos.

Grande é a responsabilidade daqueles que, ao se arvorarem em guias messiânicos, consentem que os seus guiados menosprezem os ensinos do Nazareno e salpiquem de lama os princípios da moral cristã.

É bem certo que para andar firme dentro desses princípios, muita renúncia há que se fazer, mas que importam as vantagens terrenas, se as espirituais são muito maiores? A criatura nada perde com seus atos de renúncia, porque esta vida no planeta é relativamente curta, enquanto que o patrimônio espiritual será desfrutado num período eterno.

Logo, vale a pena ser realista para compreender a verdade dos fatos e não se deixar levar pelo papel de tolo, como a criança que chora por um brinquedo ou um pedaço de doce, por não saber renunciar.

Uma das condições de conseguir‑se progresso espiritual, é saber renunciar, é não ter apego às coisas terrenas, pois assim é que se não cometerá o erro, a falta grave de assaltar ou corroer os bens alheios, dolosamente, para multiplicar os próprios.

A vida feliz, pujante, limpa, farta, esclarecida, plena de regozijos e satisfações, conseguida pelo esforço e elevação espiritual, é oferecida nos Planos Superiores, para onde terão de ir aqueles que lealmente fizeram boa aplicação dos Princípios da moral cristã.

Jesus, o grande Mestre não teria descido à Terra com tanto sacrifício e sofrimento, se não fosse para regalar os bem intencionados e propensos à retidão do caráter, com uma nova vida que merecesse ser disputada, com empenho, por meio da conduta irrepreensível ministrada pelos seus ensinos. Deu a todos a chave para essa conquista, que se encontra bem acondicionada no interior desses Princípios.

Não é outra a missão do Racionalismo Cristão senão favorecer espiritualmente aqueles que se sintam preparados para viver com dignidade, recusando riquezas materiais que não lhes venham às mãos por meios honestos e legítimos; aqueles que estejam dispostos a cerrar fileiras ao lado dos que defendem a instituição da família, com todo o ardor, aqueles, enfim, que desejam tomar posição defensiva contra todas as investidas perniciosas intentadas contra o patrimônio moral ou material da coletividade.

A moral cristã envolve tais dispositivos e alonga‑se em outros pormenores sempre avivados na consciência dos justos.

Tenha‑se em conta que o estabelecimento da moral cristã foi feito com o mais alto critério e implantado pelo Mestre de todos os Mestres. A obra que o Racionalismo Cristão faz hoje, seria desnecessária se não tivesse havido, desde o início da era cristã, o descaso daqueles que tinham o dever de sustentá‑la.

Hoje, após cerca de dois mil anos, as afirmativas racionalistas cristãs aí estão, ao alcance de todos, reproduzindo o que ficou esquecido no correr dos séculos passados, mas melhor apoiados, desta vez, os ensinos pelo Astral Superior, que a si tomou o encargo de manter na Terra a organização Redentorista Cristã, sediada no Rio de Janeiro, fonte inesgotável daqueles preciosos ensinamentos.

Com civismo, fraternalmente oferecendo as melhores contribuições espirituais aos dirigentes das Nações e à administração de todos os países, faz o Racionalismo Cristão, no âmbito internacional, trabalho silencioso e anônimo, como convém, em benefício da coletividade. Os seus esforços culminam no desejo de ver inculcados em todos os lares os princípios da moral cristã, na certeza de que, uma vez obtido esse resultado, no todo ou em grande parte, estarão assegurados os meios mais eficazes para se alcançar o alertamento dos seres para a vida espiritual.

Do Livro Ao Encontro de Uma Nova Era.

Evitar erros e praticar o bem, com ponderação e moderação nas atitudes e palavras, devem constituir o objetivo do ser humano

Aconselhamos que as pessoas sejam ponderadas e moderadas, porque é através da ponderação e da moderação que podem sair vitoriosas na luta pela vida. Reflexão, prudência e comedimento nos pensamentos e nas ações apontam caminhos seguros e evitam erros desnecessários. Portanto, ponderação e moderação são virtudes a serem exercitadas continuamente pelos seres humanos; precisam entender que às vezes devem saber esperar para acertar, que é preferível calar-se para bem avaliar os procedimentos dos semelhantes.

A consciência do cumprimento do dever também é fator relevante na existência dos seres humanos na Terra. Objetivos claros que façam o espírito acumular vivências em sua bagagem evolutiva é compromisso firmado por todos nos mundos de estágio. Assim sendo, aproveitem bem o tempo, realizando o máximo que puderem tanto no meio familiar quanto no âmbito social e de trabalho, pois estarão fazendo para si mesmos.

Esses ensinamentos e muitos outros o Racionalismo Cristão explana desde 1910 em suas Casas. Caso uma ou outra pessoa resolva não seguir os princípios doutrinários nada mais faz do que cumprir o que seu livre-arbítrio determina.

Respeitamos de forma incondicional o que o ser humano pensa e quer. Terá de arcar com a responsabilidade dos atos impróprios praticados, como consequência da falta de critério no proceder. Temos satisfação quando alguém procura acertar e lamentamos a forma de ser dos indiferentes.

O Racionalismo Cristão tem por fim a espiritualização da humanidade, o seu bem-estar. Sabemos que perfeição humana não existe na Terra. Evitar erros e praticar o bem, com ponderação e moderação nas atitudes e palavras, devem constituir o objetivo do ser humano como espírito encarnado em evolução no planeta.

Doutrinação de Antônio do Nascimento Cottas.

A dignidade dos povos está em sua civilização e nunca na desordem. A desordem jamais será favorável ao progresso humano.

Quando sentirdes que falha o vosso ânimo, que se enfraquece a vossa vontade e que um desânimo se apodera de vós, levantai bem alto o pensamento, desprendei-vos de tudo que na Terra vos possa perturbar e procurai dar ao espírito a paz de que ele carece para suportar as vicissitudes da vida.

Todos, neste mundo, têm os seus reveses; todos têm os seus sofrimentos; todos têm uma cruz a carregar. Para alguns, ela será leve, talvez, mas para outros será muito pesada, por motivo das dívidas espirituais adquiridas nas encarnações anteriores. Mas o dever de todos é carregá-la, sem revoltas, sem desânimos e sem vacilação.

Um espírito esclarecido e de vontade forte encara a vida como a vida é. Não espera senão aquilo que ela lhe pode oferecer neste mundo.

É ilusão, é engano, quererem as criaturas que a vida neste mundo seja de compensações e alegrias. Não é isso possível. Aqui estão para lutar, e toda a luta origina sofrimentos, mas estes devem ser vencidos ou atenuados, sem vacilação, com ânimo sempre forte e uma vontade férrea para o bem.

A vontade é tudo, quando a criatura a sabe manobrar para o bem.

O Racionalismo Cristão fortalece os espíritos. Um espírito fortalecido é um espírito vitorioso. Um espírito de vontade fraca, é um vencido.

Caminhem, pois, com passo firme e de fronte sempre levantada, não se deixem abater, porque o abatimento não faz parte do ser esclarecido; seja qual for o sofrimento, seja qual for a dor moral que venha a atingir um espírito esclarecido, ele deve tudo enfrentar e tudo vencer com sobranceria e com valor.

O mundo é dos fortes, mas não queremos referir-nos aos fortes do corpo, àqueles que têm musculatura desenvolvida, não; o mundo é daqueles que têm fortaleza e valor espiritual.

No Racionalismo Cristão não há, absolutamente, lugar para fraquezas; todos devem saber lutar, trabalhar; todos devem andar para a frente convictos de que da luta hão de sair vitoriosos.

O Racionalismo Cristão procura fazer compreender àqueles que às suas Casas vêm a necessidade que há de estudar, pensar e raciocinar, para saberem separar o joio do trigo, criar a sua personalidade espiritual para poder enfrentar as intempéries da vida, para poder compreender e solucionar os problemas que a própria vida oferece.

Observamos, porém, que há criaturas que se negam a raciocinar, que interpretam mal a Doutrina e até deturpam os ensinamentos aqui recebidos.

As nossas Casas abrem as suas portas para receber toda gente, sem exceção, de todas as classes sociais, e a todos é dado o trato que merecem, dentro das boas normas de educação.

Pugnamos pelo bem geral de todos, pela sua felicidade, irradiando sobre as criaturas força espiritual, ânimo e valor para poderem vencer na luta pela vida. Pugnamos sempre pela paz, porque só um espírito sereno pode estar lúcido para cumprir o seu dever. As revoltas, as palestras inflamadas, as discussões e as rebeliões só trazem perturbação ao espírito e, portanto, descontrole e avassalamento.

Uma criatura revoltada é, mais dia menos dia, uma avassalada. O Racionalismo Cristão nunca defendeu ideologias. Ele quer criaturas honestas e espiritualistas. Sempre aconselhamos àqueles que nos procuram que tenham cuidado, que estudem, que pensem bem, porque só pode haver progresso quando se vive em paz e harmonia, em todo mundo. Repugna aos espíritos a maneira como muitas criaturas inteligentes se conduzem, pensando que há segredos no mundo. Mais hoje mais amanhã, tudo é visto, tudo se sabe.

Todas as criaturas têm direito de progredir e de subir na vida, mas nunca por meio de revoltas, de distúrbios, de palestras inflamáveis contra a ordem.

Todas as criaturas são livres e podem pensar como entenderem; mas dentro do Racionalismo Cristão têm por obrigação raciocinar muitíssimo para que não cometam erros graves de que mais tarde podem se arrepender, e já será tarde demais.

A dignidade de um povo está na sua civilização, mas não e nunca na dissolução, na revolta e na desordem. A desordem traz confusão e não pode nunca ser favorável ao progresso.

Todos devem progredir espiritual e materialmente. E todo aquele que trabalha e possui noção da honra e do dever progride, invariavelmente, é feliz, e sente-se bem.

Do Livro Clássicos do Racionalismo Cristão


5 de maio de 2010

A sistemática da evolução enquadra-se no regime das leis naturais e imutáveis que são absolutamente iguais para todos.

Enquanto o ser humano não adquirir pleno conhecimento de si mesmo como Força e Matéria, ou seja, corpo e espírito, nenhuma indagação filosófica poderá exercer influência decisiva no apuramento de sua conduta individual.

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No Universo não há nada de novo e também nada se perde. Tudo nele está criado. Há, somente, transformações da Matéria e evolução da Força. Nenhuma lei natural falha, inclusive a da evolução.

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Já é tempo de a humanidade entender que não existem conhecimentos secretos. Existem, isso sim, interesses secretos, inconfessáveis, e por causa deles a Verdade tem sido duramente sacrificada.

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O espírito é Força, é Inteligência, é Poder, com iniciais maiúsculas. Todos, sem exceção, estão sujeitos aos mesmos princípios, às mesmas regras, ao mesmo processo evolutivo. Não há espíritos privilegiados, como seriam os deuses e seus supostos filhos.

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A sistemática da evolução enquadra-se no regime das leis naturais e imutáveis que são absolutamente iguais para todos.

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Todo mal cresce de vulto quando praticado conscientemente, e os que assim procedem terão, sem nenhuma dúvida, um triste e doloroso despertar.

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A ninguém é solicitado mais do que pode dar. O bom uso do livre-arbítrio está dentro da capacidade de cada um. Por que, então, cometer erros que fazem da vida um tormento?

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A mística do perdão para os crimes, falcatruas e prevaricações não tem qualquer sentido na vida espiritual.

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O valor do indivíduo principia onde começa o domínio de si mesmo. Não existem perdões no plano espiritual nem deuses para perdoar.

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É o caráter um dos mais ricos e preciosos bens do espírito.

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As sociedades bem constituídas têm como base, como fundamento, como suporte a família.

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Aos que se casam é indispensável a compreensão dos deveres e direitos de cada cônjuge, que não são, em regra, iguais, mas complementares.

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Como os erros são fáceis de cometer e difíceis de reparar, impõe-se, para evitá-los, a permanente vigilância do ser humano sobre si mesmo.

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A infidelidade e a prevaricação são atos que, além de ferirem a decência, mancham, indelevelmente, a conduta traçada no plano espiritual para uma encarnação.

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Aos componentes de um lar jamais deverão faltar a serenidade e o bom humor, cujo cultivo é da maior necessidade.

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O lar exige de seus integrantes desprendimento e tolerância.

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Uma das grandes virtudes humanas consiste em saber respeitar o ponto de vista alheio e jamais perder o hábito da polidez.

O homem precisa contribuir com uma parcela de esforços tão pesada quanto a da esposa, para manter a união e a unidade da família.

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Os filhos precisam ouvir os ponderados conselhos paternos para se premunirem contra os riscos e perigos a que vão ficar sujeitos no curso da vida.

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A remodelação da humanidade começa pela remodelação dos costumes da família. Daí, a necessidade de serem elevados, sempre e sempre, os índices de constituição da família, para que as nações possam ter uma direção à altura do seu desenvolvimento espiritual e da sua consciência moral.

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O bem-estar e a felicidade de um povo facilmente se aferem pelos sentimentos que o prendem ao lar e à família. Os que se recusam, sem motivo sério, a constituí-la, faltam aos seus deveres, ofendem a sociedade e não podem ser considerados bons cidadãos.

O orgulho é um sentimento ambivalente, podendo ora ser negativo, ora positivo, dependendo da situação específica em que se insere.

O orgulho é um sentimento ambivalente, podendo ora ser negativo, ora positivo, dependendo da situação específica em que se insere. No primeiro caso, temos o amor-próprio ou auto-estima exacerbada, assumindo aspectos variados como os encontrados na presunção, na arrogância, na soberba e na empáfia. No segundo caso, esse complexo sentimento pode assumir as formas de dignidade pessoal, brio e altivez que são também conceitos exagerados de si mesmo. No desdobramento desse tema procuraremos abordar todas essas facetas do orgulho.

Em seus aspectos negativos o orgulho consiste na criatura se julgar acima de todas as outras, isto é, de considerar os seus semelhantes inferiores. Sua superioridade aparente é por ela usada como desprezo aos seus semelhantes, de quem zomba, olha de soslaio ou trata com indiferença e desdém. Nas pessoas mais cultas, que não conseguem se tornar infensas ao orgulho, este se transforma em arrogância e, consequentemente, elas acabam ofendendo os mais humildes, desprezando os seus valores. Trata-se aqui de uma séria deformação do caráter, já que possuindo conhecimentos, sendo cultas e inteligentes, poderiam, muito bem, dispensar de usar este sentimento tão desprezível no trato, no convívio com seus semelhantes. Assim, desprezando os outros e seus valores torna-se difícil aproximar-se deles e merecer a sua confiança. Seus méritos não conseguem sobrepor-se ao orgulho que termina por sobressair-se. Trata-se de um orgulho injustificado, que é grosseria e estupidez.

Os orgulhosos, ainda no seu sentido negativo, não conseguem cativar nem ser solidários com ninguém, porque é da sua própria natureza procurar se manter sempre intocáveis. Por isso mesmo, não se preocupam com ninguém. Sua maior preocupação, quando conseguem, é impor suas idéias e opiniões ao seu próximo. Procuram colocar a marca de seu orgulho nos gestos, na forma de vestir e, principalmente, na entonação da voz, quase sempre acompanhada com um acento de ironia e desdém. Normalmente, esta modalidade de orgulho está associada ao egoísmo. Veja o tema “O EgoÍsmo” em outra parte desta obra.

O orgulhoso não sabe respeitar a opinião e a liberdade alheia. Se puder constranger as pessoas, ele o faz de maneira acintosa e com muita empáfia. Usa a empáfia para “arrotar” grandeza. A convivência é difícil porque ele sempre se coloca acima dos outros. O orgulhoso exaspera-se com facilidade, é insensato, não tem largueza de espírito e é desprovido de qualquer resquício de humildade. No orgulhoso, a ingratidão é marcante. Veja o tema “A Gratidão” em outra parte desta obra.

Com relação ao relacionamento e ao convívio com o próximo, o orgulho se interpõe como uma barreira quase intransponível. Sabemos que o que mais afasta as criaturas entre si são os preconceitos, as suspeitas e as rixas. Lembre-se que com palavras duras e ásperas não se consegue nada e que a atitude soberba é a maior causa dos conflitos e das desavenças entre as pessoas. Portanto, é necessário sempre esforçar-se para não exagerar ou sobrevalorizar o seu amor-próprio ou auto-estima a ponto de se transformar em orgulho.

É importante não confundir orgulho com vaidade. O vaidoso procura sempre se comparar com outra pessoa; já o orgulhoso jamais se compara porque ele se coloca sempre acima dos outros, que julga serem inferiores e têm o dever de lhe servir. O orgulhoso tem méritos, o vaidoso não. Veja, nesta obra, o tema “A Vaidade”. Esta diferença é apresentada ali com uma argumentação mais ampla. É do Marquês de Maricá esta frase: “O orgulho é próprio dos homens, a vaidade das mulheres” [PÂNDU, 1962, p. 176].

Com relação ao aspecto positivo do orgulho, menos freqüente que o negativo, teceremos algumas considerações. Jovens e adultos que, através de seu esforço próprio, lutam e vencem concursos e competições, coroando centenas e até milhares de horas de estudo ou de esforço físico dedicado aos esportes com empenho e garra, sentem um tipo de orgulho gratificante, do mesmo modo que seus pais e familiares. É costume ouvir um pai dizer “meu filho é o orgulho da família”, para demonstrar o prazer que sente por ter, quem sabe, pelo menos um filho que se destacou. Nos esportes, os fãs e torcidas organizadas têm orgulho das vitórias de seu time e de seus ídolos. Há mulheres que sentem orgulho de seus maridos e vice-versa.

A altivez parece, também, ser uma forma positiva do orgulho, porque mais ciosa de si a criatura não utiliza a arrogância para se impor, mas faz uso de seus méritos de forma mais natural, sem agredir aqueles a quem deve causar admiração.

A proeminência encontrada nos homens muito cultos e sábios de todo o mundo é admirada por todos, desde que não venha envolvida pela soberba. É do Padre Antonio Vieira esta frase: “Lograr proeminência e não ser soberbo é comedimento tão raro, que nem o primeiro anjo o teve no céu, nem o primeiro homem no paraíso” [PÂNDU, 1962, p. 176]. Aqui fica claro que a virtude está no meio, no equilíbrio, sem pender para nenhum extremo, mantendo o amor-próprio sob um desejado e útil controle.

Viver pelos outros, viver em todos e em cada um, como sentimos os nossos semelhantes viverem em nós mesmos, eis o verdadeiro destino dos homens

Fazer o Bem sem olhar a quem, eis o ditado popular que constitui um dos mandamentos da Moral cristã e, portanto, daqueles que são bons.

Praticam a bondade todos aqueles que respeitando a si próprios, respeitam seus semelhantes.

Estas duas máximas são complemento uma da outra. As pessoas são boas e nascem boas em sua essência: a má educação e a luta pela sobrevivência, disputando muitas vezes as necessidades mais imediatas, é que levam muitos a tornarem-se maus, empregando a violência para realizarem seus desejos e ambições. Outras vezes, as criaturas afastam-se do caminho do Bem pela ambição, desenvolvida para a ganância de bens materiais, pela obtenção desmedida de riquezas, ou mesmo pela desenfreada luta pelo poder político, social ou religioso, colocando suas ambições acima do bem comum.

Quando praticada com extremo empenho e dedicação, a bondade pode assumir a forma de caridade, entendida como tal toda a forma de bondade que leva as pessoas a distribuírem bens materiais ou se dedicarem aos mais necessitados, aos que têm fome, aos miseráveis e até mesmo àqueles que tudo perderam em catástrofes e calamidades. Mas é preciso também saber que, em certos casos, a caridade pode retardar a reação do indivíduo que está passando por necessidades; por isso, a moderação pode ser a melhor virtude a nos aconselhar a não praticar a caridade em excesso. É bom notar que, quem pratica a bondade ou a caridade com o objetivo de obter prestígio ou alcançar aplausos da sociedade ou da mídia certamente não faz caridade, porque está tentando obter vantagens ou reconhecimento.

São de Benjamin Constant estas palavras: “Viver pelos outros, viver em todos e em cada um, como sentimos os nossos semelhantes viverem em nós mesmos, eis o verdadeiro destino dos homens” [MARTINS, s.d., p. 138].

Uma boa ação praticada com altruísmo, de forma pura, discreta, sem segundas intenções, produz um confortante prazer na criatura. É, possivelmente, a única ação que pode e deve ser feita às escondidas ou mesmo na calada da noite.

O Bem e a Bondade triunfarão sempre, embora temporariamente, o império do Mal possa parecer tomar-lhes a dianteira. Mas, o Mal logo tropeça em suas próprias armadilhas, nas dores e sofrimentos que causa, nos tormentos que cria e no remorso que cedo ou tarde advém de sua prática.

Tampouco nos devemos envergonhar de praticar o Bem por indicação alheia, pois assim abrimos nossos corações aos bons conselheiros.

Muitas são as formas de Bondade: ela é visível nas mães que aconselham os filhos, no transeunte que ajuda um deficiente físico a atravessar uma rua de muito trânsito, na professorinha que, com carinho e dedicação, ensina as primeiras letras a seus alunos e, em tantos e numerosos outros exemplos de nosso cotidiano.

A Bondade desarma os homens que, com sua agressividade, pretendem a ela se opor; se fosse levada a sério entre os homens, as nações e seus governantes muito diminuiria a desigualdade entre os povos e, as guerras, em curto prazo, desapareceriam da face da Terra.

Disse o Marquês de Maricá: “A bondade é sempre feliz e oportuna quando a prudência a dirige e a recomenda” [MARTINS, s.d., p. 148].

Parece haver uma retroalimentação na prática das boas ações, que consiste em induzir e estimular as pessoas a praticarem outras maiores e melhores. Este processo é uma avenida de duas direções que leva as pessoas boas a dividirem com os necessitados parte de sua vitalidade e sua boa fortuna. Sófocles, o antigo filósofo grego, já dizia: “A coisa mais bela consiste em ser útil ao próximo” [MARTINS, s.d., p. 151]. Ou, na palavra de Thoreau, “A mais nobre missão do ser humano é prestar ajuda ao seu semelhante por todos os meios ao seu alcance” [MARTINS, s.d., p. 151].

Os verdadeiros cristãos, aqueles que colocam o seu livre-arbítrio a serviço do Bem, nunca prejudicando ninguém, praticam a Bondade e trazem a paz consigo mesmos, no seu íntimo, em todas as ações de suas vidas.

Felizes os que semeiam o Bem!

Do Livro Reflexões Sobre os Sentimentos


4 de maio de 2010

A honestidade é um dos mais elevados predicados do espírito, ser honesto é ser digno, reto, decente, probo, puro e íntegro, enfim, virtuoso.

A honestidade é um dos mais elevados predicados do espírito, sendo, pois, um sentimento altamente positivo. Pela própria definição léxica, ser honesto é ser digno, reto, decente, probo, puro e íntegro, enfim, virtuoso.

Está fora de dúvida, embora o mundo dos negócios possa aparentar o contrário, que a honestidade é fundamental para se obter resultados valiosos e sólidos nos negócios, nas artes, nas ciências, enfim, em todas as atividades humanas. Estamos falando de resultados permanentes e não transitórios e fugazes. Trata-se de pôr à prova o valor dessa conduta como fator fundamental para a evolução moral e espiritual da criatura. Aqueles que possuem a mente e o pensamento desonestos, uma conduta reprovável nos negócios, podem ganhar, pela ilusão e trapaça, muito dinheiro. Trata-se, porém, de um êxito efêmero que mais cedo ou mais tarde desaparece inesperadamente, podendo trazer resultados desagradáveis e fatais para a criatura.

Devemos distinguir dois tipos de honestidade: a honestidade material, que consiste em fazer o que é reto e justo aos nossos semelhantes, e a honestidade superior e espiritual, que se refere às relações conosco mesmo, que vai muito além da honestidade que recusa furtar e pagar com pontualidade nossas dívidas.

A honestidade superior é um dever de toda criatura que deseja sempre o bem e o melhor para si e seus semelhantes. Ela deriva da aplicação do livre-arbítrio sempre dirigido para o cumprimento de nossos deveres, impostos pelo nosso já elevado grau de espiritualidade. Para isso, precisamos ser sinceros ao nosso “eu” superior. Trata-se de uma honestidade absoluta, bem mais importante que a simples seriedade em assuntos financeiros. Se vivemos de acordo com as nossas convicções de direito e de bom senso, então, nossa honestidade tem caráter superior; se, ao contrário, cumprimos com nossas obrigações por medo de sermos considerados relapsos, inadimplentes, então, não somos honestos de verdade.

É interessante notar que, como chefe de família, se ao chegarmos em casa encontramos nossos familiares em conversa, e esta pára imediatamente e o assunto muda completamente, é sinal de que não há honestidade entre os membros dessa família, mas sim bastante falsidade nesse lar. Isso é mais comum do que parece.

Um outro ponto importante a observar é que, ao fazermos uma auto-análise e detectarmos alguns pontos fracos em nossa personalidade, é de grande utilidade confessarmos estas falhas a algum amigo de alta confiança, sem orgulho algum. Esta é, também, uma forma de honestidade, mas é preciso tomar muito cuidado para não se expor desnecessariamente.

É preciso notar que, sempre que uma convicção é contrariada, há desonestidade. Isto devido ao fato de que a nossa convicção provém de nosso “eu” superior. Este se contrapõe sempre ao “eu” material, ou seja, aos nossos interesses materiais. Dessa luta que travamos dentro de nós entre o Bem e o Mal, se inclinarmos para o Bem, nossos atos serão honestos, já que confirmarão nossas mais elevadas convicções. Caso contrário, estaremos dando guarida à desonestidade.

Muitas vezes a criatura que mente, que é desonesta, de tanto praticar a mentira e a falsidade, de tanto trapacear, chega a acreditar que é honesta, porque acha que está tendo tanto sucesso, pensando que outro faria o mesmo se estivesse no seu lugar. Esta tentativa de iludir a mente superior, ou seja, a consciência, a longo prazo, sempre acaba mal para o indivíduo. Esses indivíduos, que assim procedem, tentam fazer com que a verdade, que acreditamos verdadeira, se faça ridícula e falsa para nós. É preciso termos convicções sérias e bem fundadas para não cairmos nas artimanhas do Mal, colocando-nos sempre em guarda contra suas investidas.

Do Livro Reflexões Sobre os Sentimentos

Saber cultivar no espírito somente sentimentos bons, elevados e dignos é dever de todos, porque só esses sentimentos levam ao caminho do bem

Há sentimentos neste mundo que qualificamos de superiores e outros que qualificamos de inferiores. Os sentimentos superiores são sempre dignos, elevados e bons. Enaltecem e dignificam não só quem os possui como àqueles a quem são irradiados, ao passo que os sentimentos inferiores diminuem, rebaixam e infelicitam não só aqueles que os possuem, como aqueles a quem são dedicados.

Saber cultivar no espírito somente sentimentos bons, elevados e dignos é dever de toda gente, porque só esses sentimentos levam ao caminho do bem, da virtude, enaltecendo e dignificando os espíritos.

Todos poderiam ser felizes neste mundo, se possuíssem sempre bons sentimentos, e isso é uma questão, apenas, de querer. É uma questão, não há dúvida nenhuma, de educação, de formação moral, de formação espiritual.

Se o mundo é cheio de imperfeições, se a cada passo a criatura depara com algo que a decepciona, se só encontra trabalhos e preocupações e se, apesar de tudo isso, não procura melhorar os seus sentimentos, não só pela experiência que a vida lhe vai dando, como pelo que observa e sente, então, essa criatura não quer evoluir, não quer progredir, iguala-se às demais.

A própria vida ensina ao ser humano como deve agir. À medida que vai tendo experiência, à medida que mais abre os olhos, vai descortinando à sua frente o caminho que deve abandonar e também aquele que deve seguir.

Ninguém tem o direito de menosprezar e diminuir quem quer que seja, mas todos têm o dever de estudar e procurar conhecer as criaturas, para saberem lidar com elas, de acordo com o seu temperamento, de acordo com a sua vontade, de acordo com as suas virtudes.

É preciso que se convençam de que neste mundo há milhares e milhares de espíritos para fazerem o seu progresso espiritual, e que a maioria desses espíritos está cheia de imperfeições, espera resgate, aperfeiçoamento que lhes garanta felicidade espiritual. Deparando-se com esses espíritos imperfeitos, a obrigação que possuem os de bons sentimentos é justamente procurarem auxiliar os imperfeitos a se aperfeiçoarem. Eis o que o Racionalismo Cristão faz, à medida que esclarece a criatura: faz reconhecer as grandes e as pequenas qualidades, procura levantar o ânimo, a fim de enveredarem pelo caminho da honra e do dever.

Tudo na Terra tem sua explicação racional, vem afirmando o Racionalismo Cristão, e essa explicação racional nós vamos procurando dar àqueles que querem estudar, àqueles que investigam, àqueles que vêm às nossas Casas para se esclarecerem.

Tudo se deve explicar racionalmente, porque a humanidade já está cansada de ser iludida, de ser enganada com o "milagre", com o "sobrenatural", com as fantasias e ilusões que só têm acarretado a sua infelicidade.

É preciso despertar a humanidade, falando-lhe a Verdade, educando os espíritos.

São é o ambiente em que convivem as criaturas possuidoras de sentimentos puros, as sinceras, nobres no pensar e no agir. São esses sentimentos que as tornam felizes, porque lhes dão paz de espírito, aquela tranqüilidade íntima, de que só goza quem pensa bem.

Procurem aperfeiçoar-se, vivendo em paz, dando ao espírito a força e o valor de que ele carece para vencer as dificuldades da vida e não para criar e aumentar essas dificuldades.

O estado espiritual do ser tem influência considerável sobre a sua produção. Um espírito atribulado, perturbado, não pode produzir, não pode desenvolver sua atividade com a mesma disposição que um espírito calmo, um espírito que vive num ambiente são.

Razão temos em aconselhar àqueles que nos ouvem a necessidade de criar em volta de si um ambiente de paz e harmonia. A vida na Terra é cheia de preocupações, de trabalho, mas, quando as criaturas, após um dia de luta, de trabalho, de preocupações e desgastes mentais, voltam ao seu lar e encontram nele um ambiente sadio, de paz, tranqüilidade e de harmonia, esse ambiente lhes refaz o ânimo, fortifica a vontade, para, no dia seguinte, entrarem novamente na luta.

A paz de espírito é a maior felicidade que o ser pode possuir na Terra. Havendo paz de espírito, há bem-estar, há tranqüilidade, há alegria. Sem essa paz de espírito, as criaturas não podem ser felizes, não podem ter tranqüilidade.

Façam o possível para criar ambiente de paz e harmonia, e isso é fácil, basta que queiram e se disponham a criar esse ambiente.

Tudo pode ser remediado e melhorado se têm força de vontade. O "eu" da criatura é como é, enquanto o ser não se esclarecer; mas, depois de esclarecido, tem por obrigação dominar esse "eu", dominar os ímpetos, educar a vontade. É da educação da vontade, é do domínio do "eu" que dependem a tranqüilidade e a paz de espírito, e assim a existência de bom ambiente.

Não há ninguém perfeito neste mundo. Quem se julgar perfeito, engana-se. Todos são imperfeitos, e por isso aqui estão para corrigirem as suas imperfeições, para combaterem seus erros e para fazerem o seu progresso espiritual. E sendo todos imperfeitos, por que razão não procurar aperfeiçoar-se, tolerando as imperfeições ou ignorância dos outros? A tolerância é necessária, porque, sem ela, não pode haver compreensão e harmonia, mas tolerar não é pactuar com aquilo que esteja errado.

Aprendam a viver, sejam sensatos, ponderados, moderados e justiceiros, caminhando como espíritos equilibrados neste mundo, e criarão em redor de si um ambiente são de paz e harmonia.

A maioria das enfermidades é proveniente da falta de esclarecimento, da falta de ambiente são e, portanto, proveniente da falta de equilíbrio mental.

Tenham equilíbrio, saibam pensar com elevação, saibam agir com prudência, e gozarão da paz de espírito e da saúde do corpo.

Procurem pensar bem, porque é pelo pensamento que a criatura atrai o bem e repele o mal.

Do Livro Clássicos do Racionalismo Cristão

Felicidade é reconhecer em sua essência espiritual a emanação de contentamento dignificando cada momento de sua vida.

A felicidade é um sentimento nobre e positivo em que a criatura se sente contente e realizada, satisfeita consigo mesma, que entende e aceita os encargos da vida com satisfação e naturalidade. Ser feliz é cumprir os seus deveres com prazer e satisfação, sabendo dar à vida a sua verdadeira dimensão e, portanto, estar de bem com a vida. Ser feliz é reconhecer a sua essência espiritual e vibrar de alegria e contentamento, valorizando e dignificando todos os grandes atributos do espírito em cada momento de sua vida. A felicidade é, portanto, um processo de crescimento e evolução espiritual duradouro, permanente e que consiste em eliminar ou pelo menos lutar e tentar afastar as frustrações de seu caminho. Não é fácil ser feliz, mas é possível, como veremos no desdobrar deste tema.

Na prática, a felicidade resulta da forma como nós construímos nossa auto-estima ou amor-próprio. Veja o tema “O amor-prÓprio” em outra parte desta obra. A auto-estima é uma imagem de nós mesmos, que criamos mentalmente para caracterizar nossa personalidade, nossa maneira de ser e agir. É a maneira como nos vemos e sentimos no contexto entre as demais criaturas, nossos semelhantes. É a maneira como nos identificamos perante o próximo e perante nós mesmos. Apagar essa imagem leva à decepção e, por um momento, sentimo-nos deprimidos e frustrados. Com o tempo, com nossas vivências ou experiências da vida, vamos aprendendo a redirecionar nossas energias para um caminho mais realista, vamos crescendo espiritualmente e ganhando confiança em nós mesmos. Este é um processo permanente de realização espiritual e adaptação à realidade material.

Nessa realidade em que a criatura se insere, a pessoa é avaliada segundo três pontos de vista: no seu próprio ponto de vista ela é o que pensa ser; na ótica de seus semelhantes, ela é o que os outros pensam dela; e, na verdadeira essência, ela é o que é, o que deve ser de fato, um espírito encarnado em evolução. Daí resulta toda uma necessidade de adaptação à realidade para não ter que viver atrelada às ilusões e frustrações, e disso tudo extrair a alegria de viver e ser feliz. A felicidade só será possível, então, mediante esse entendimento, essa sabedoria que reside na aceitação de que não somos perfeitos e temos que evoluir para a perfeição. E, como não há evolução sem dores e sofrimentos, compete a cada um esforçar-se para, pelo menos, obter paz e serenidade, e conseguir viver com uma felicidade relativa, já que a felicidade absoluta não é possível neste mundo, porque não há desprendimento nem desapego às coisas e valores materiais nos quais se fixam ilusoriamente os interesses humanos. Pelo fato de a felicidade não admitir comparações, cada um a tem ou a terá no exato limite de sua sabedoria de vida. Não existe felicidade sem espiritualização do ser. Por isso mesmo, não se deve confundir felicidade com lazer ou prazer, do mesmo modo que não se deve confundir sabedoria com conhecimento ou cultura.

Foi dito, linhas atrás, que a felicidade é um processo de realização espiritual e de adaptação à realidade material. Sendo um processo, ela tem uma duração — princípio, meio e fim. Para que ela ocorra, é preciso afastar toda a frustração e não buscar nenhuma finalidade, nenhum significado especial, a não ser o de procurar sentir o estado de graça que ela proporciona à criatura, uma paz interior muito grande e uma serenidade inexcedível. Mas, a felicidade não é permanente, é efêmera, passageira. Logo vêm os novos problemas que nos tomam toda a atenção e novos cuidados são necessários para enfrentá-los e resolvê-los. Então, caímos de novo na realidade da vida terrena.

Sem teorizar muito, vamos passar aos aspectos práticos que, dominados pela criatura, poderão fazê-la feliz, embora gozando de uma felicidade relativa. Vamos desdobrar esses aspectos ou pré-requisitos em dez atitudes para a felicidade, sem maior preocupação de manter uma linha divisória entre elas. A palavra atitude é usada aqui com o significado de um esforço interior da criatura para criar seu próprio ambiente de felicidade.

Do Livro Reflexões Sobre os Sentimentos

A criatividade é um predicado do espírito de alta valia para o ser humano e para o progresso material da humanidade.

A criatividade é um atributo ou predicado do espírito da mais alta valia para a criatura e também para o progresso material da humanidade. Criatividade, conforme o próprio nome o diz, é o poder de criar. Pertence à mesma raiz, à mesma etimologia, a palavra Criador, para indicar, para sugerir e significar a Força Criadora, a Inteligência Universal ou Deus, para usar a palavra preferida por quase todas as religiões. No sentido prático, criatividade é o ato de fazer qualquer coisa de modo diferente do que era feito antes, desde que mais fácil, mais útil e preferivelmente, mais econômico. Criar é dar existência a alguma coisa que nos interessa, é tirar algo do nada ou do quase nada, dar origem a algo útil, enfim, é inventar, descobrir o novo. Criatividade tem, portanto, o mesmo sentido que inventividade. Milhares e milhares de livros e artigos têm sido escritos sobre criatividade, mas este tema tem apenas o intuito de enfocar seus fundamentos e importância para o progresso humano.

A criatividade tem seus fundamentos na intuição, na experiência, nas necessidades. A intuição, também chamada por inspiração por muitos inventores e pesquisadores, desempenha um papel fundamental nesta cadeia de eventos. A intuição é uma força de natureza espiritual que direciona a mente da criatura para a solução mais imediata dos desafios, minimizando as tentativas e os erros, economizando tempo e dinheiro para atingir o alvo ou o objetivo com mais acerto e precisão. É pela intuição que é canalizado o “fluxo” das idéias para a solução dos problemas. Para usá-la com eficácia é preciso ter a mente calma, concentração nos problemas a resolver e harmonia com as Forças Universais Superiores, procurando atingir uma sintonia precisa com as mesmas, ainda que inconscientemente ou de forma imperceptível à criatura. Parece complicado, mas não é. As idéias fluem em lampejos, rápidas e diretas. Só é preciso ter sensibilidade para captá-las e pô-las em prática, sem perda de tempo.

A parte prática da criatividade não prescinde da experiência. Esta é mãe de todos os erros e a predecessora de todos os acertos. Erra-se com a experiência, que por sua vez nos leva aos acertos. Observe o desenvolvimento de uma criança que, desde que nasceu, aprende com o método das tentativas e erros, única forma de achar o caminho para o seu aprendizado. Nessa determinação, inata na criatura de sempre experimentar, está a origem da persistência, que nada mais é do que sempre tentar, tentar sempre enfrentando riscos, perdendo o medo, esta grande barreira à evolução humana. É preciso se imbuir, se dar conta de que a experiência é um dos pilares da vida terrena. Vivenciando experiências, observando e experimentando com moderação as necessidades que a vida nos impõe, lutando para vencer os desejos malsãos, fazendo perguntas, procurando respostas racionais para os problemas estaremos criando condições de pautar a nossa vida no caminho do reto viver.

As necessidades, o terceiro ingrediente, provêm da observação. A criatividade também não prescinde da observação que, por sua vez, deriva da curiosidade. Observação e curiosidade andam de mãos dadas no processo criativo. A criatura criativa vale-se da intuição, observação e curiosidade, sempre à procura de idéias para trabalhá-las e testá-las pela experimentação. A criatura criativa está sempre procurando ir além das rotinas e superar obstáculos, explorando novos rumos, novas rotas. Ela sabe, ainda que intuitivamente, o que é uma estrutura de decisão, como examinar alternativas e como selecionar o que parece ser a escolha mais interessante para a solução de seu problema. E o sucesso vem, porque persiste e porque pensa só no que está fazendo, afastando toda a distração que atravessar o seu caminho no momento da criação. Veja também nesta obra os temas “A curiosidade” e “A concentração”, importantes para entender completamente como se processam os mecanismos que intervêm na criatividade.

Às vezes pensamos muito em determinado problema e não encontramos solução imediata para ele. Esta pode vir a qualquer momento após deixarmos a mente descansar, através de “insights” ou lampejos, em qualquer lugar que estejamos: no banheiro, no chuveiro, andando, guiando o carro, enfim, quando menos se espera. Isto porque a mente continua trabalhando as idéias, inconscientemente, recebendo intuições e fazendo associações entre as idéias e a experiência já adquiridas e registradas em nossa memória. Parecemos perdidos, absortos em nossos pensamentos, mas estes não param nunca, a não ser quando dormimos. De repente, lá vem a solução que procurávamos para o problema. E então, é comum exclamarmos: “Como é que não tinha pensado nisso antes!” Isto parece confirmar que toda criatura é criativa, bastando colocar o seu potencial espiritual em ação.

Do Livro Reflexões Sobre os Sentimentos

A autoconfiança é força que impulsiona a criatura a enfrentar desafios com uma força de vontade e talento imbatíveis.

A confiança é um sentimento positivo e própria das criaturas fortes e firmes em seu modo de pensar e agir. Ela deriva diretamente do conhecimento, da convicção e da energia que nunca faltam àqueles que agem com lógica, bom senso, probidade e integridade espiritual.

Devemos considerar sob este tema dois aspectos da confiança, a saber: a confiança em si mesmo ou autoconfiança e, de uma maneira mais ampla, a confiança que inspiramos ao nosso semelhante, vista em nós sob o ponto de vista deste.

1. A autoconfiança

A autoconfiança é uma força muito grande que impulsiona a criatura a enfrentar desafios com uma força de vontade e talento imbatíveis. Os valores espirituais, no seu conjunto, constituem o caráter do ser, uma espécie de marca registrada, de impressão digital espiritual que torna a criatura única no seu modo de agir, no seu comportamento e temperamento. Trata-se enfim, de características interiorizadas e exteriorizáveis que exprimem a real conduta de cada um de nós.

A confiança que depositamos em nós mesmos é função de uma série de fatores, dentre os quais destacamos a fortaleza de espírito, a força de vontade elevada, o alto idealismo, a autodisciplina, as experiências anteriores bem sucedidas, a obstinação, a segurança, a convicção, o entusiasmo e o dom de liderar e comandar outras pessoas.

A força de vontade, o idealismo e o entusiasmo são tratados em outras partes desta obra. Vamos desdobrar, de maneira sucinta, os demais fatores intervenientes.

A fortaleza de espírito decorre de nossa natural disposição para enfrentar desafios, vencer obstáculos, encontrar soluções sempre as mais perfeitas possíveis para nossos problemas. A fortaleza de espírito é a convicção, a certeza que o indivíduo tem em si mesmo de que não falhará em suas tarefas e o que lhe permite sempre buscar assumir maiores responsabilidades perante si mesmo, no lar e na sociedade. É ela que induz uma causação circular progressiva que acaba por realimentar a confiança e a nossa capacidade de prontidão, tema já tratado em outra parte desta obra. Pela prontidão, nós damos resposta imediata às nossas decisões para a solução dos problemas, não deixando para amanhã o que pode ser feito hoje. O cumprimento fiel e reiterado deste lema é essencial, é fundamental para garantir os efeitos imediatos e positivos da ação das criaturas em qualquer atividade humana.

As experiências anteriores bem sucedidas reconduzem o nosso esforço no sentido de pensar e fazer melhor aquilo que já fizemos antes. Isto alarga e concentra o nosso discernimento, a nossa acuidade mental para fazer sempre escolhas acertadas, ajuda a marcar a diretriz de nossas decisões sem sombra de dúvida, sem medo de errar. Ou seja, com as experiências anteriores formamos um cabedal que nos ajuda a reduzir a probabilidade de erros e falhas.

Pelo idealismo nós nos amparamos em idéias bem concebidas e maduras, planejadas com lógica e bom senso, procurando afastar todos os fatores adversos. Com ele, nós formatamos o perfil ideal que garantirá o sucesso de nossos projetos, tendo uma visão bem clara deles antes de executá-los, submetendo-os a uma depuração prévia para diminuir os riscos da empreitada. Com isso, fechamos a corrente que nos conduzirá com entusiasmo ao sucesso. Veja também, nesta obra o tema “O entusiasmo”.

A autodisciplina se orienta no sentido de exigir o controle firme e seguro da vontade para que essa possa atuar de acordo com certos princípios rígidos de respeito que assumimos conosco mesmo. Principalmente os princípios que implicam em sinceridade, moralidade e justiça. São valores a preservar a qualquer custo, a realçar acima de quaisquer outros como os de caráter financeiro, por exemplo. Pela auto-disciplina reforçamos a verdadeira crença em nosso próprio poder, pois quem crê em si não se impressiona com a falta de recursos, com a influência de certos meios, com a crítica fácil e graciosa de certas pessoas que não enxergam um palmo adiante do nariz. Com empenho e esforço nada deterá a criatura, e sua autodisciplina se tornará cada vez mais forte e determinada. Devemos ser rígidos nos princípios, determinados nas decisões e flexíveis no uso dos recursos durante a execução.

A obstinação é a insistência, a persistência com que executamos nossos projetos. Este sentimento é tão forte que contamina a todos de forma a acabarem por adotar os nossos pontos de vista. Ela transmite uma certeza tão grande, portentosa mesmo, que recebemos a adesão até mesmo da mais renitente das criaturas, quebrando a oposição, granjeando admiração. Este dom nos leva a comandar em qualquer situação, com satisfação de nossos comandados, nele se destacando a nossa capacidade de liderar. A liderança é um comando aceito sem resistência, não imposto, de adesão espontânea aos nossos propósitos.

A segurança é uma conseqüência, o resultado certo de tudo aquilo que fazemos seguindo os princípios e fatores já mencionados. Ela é a eliminação quase completa do risco, já que a confiança nos leva a trabalhar “com risco calculado”, com a prudência previsível. É preciso dizer que a falibilidade humana é própria deste mundo e da imperfeição humana, principalmente quando se procura realizar o melhor, o superior, o mais perfeito. Mas se riscarmos do nosso dicionário, na faina diária, a palavra fracasso e o conteúdo que ela encerra de negativo, venceremos sempre, apresentando resultados ou produtos da mais alta confiabilidade.

Do Livro Reflexões Sobre Os Sentimentos

3 de maio de 2010

O ressentimento é um sentimento complexo, sutil e com poderosa influência negativa na grande maioria das pessoas.

O ressentimento é um sentimento complexo, bastante negativo, de sutil e poderosa influência na conduta da grande maioria das pessoas. Todos os elementos perturbadores da harmonia social são, de uma forma ou de outra, atingidos pelo ressentimento. Ele é gerador de desejos contraditórios nos indivíduos, os quais reagem ou manifestam-se quando mordidos pela mágoa, de forma exatamente contrária ao que mais almejamos. Assim, por exemplo, uma criatura feia detesta o belo; o indisciplinado não tolera a disciplina; o pobre detesta o rico. E os exemplos se multiplicam! Se, então, tratar-se de uma pessoa medíocre ou vulgar, mais se acentuará o ressentimento por quase tudo, sobressaindo-se, nessas criaturas, o sentimento de antipatia.

O menosprezo por qualquer coisa de valor que outros possuam, seja material ou não, como no caso de uma honraria, uma medalha ou título honorífico recebido por outrem numa conquista esportiva ou intelectual, caracteriza muito bem o despeitado ou ressentido. Logo se manifestará de forma depreciativa ou desdenhosa contra todo aquele que lhe é superior moral, intelectual e socialmente. O mérito dos outros o afronta.

Muitos ressentidos mantêm-se em permanente estado de amuamento e, por dissimulação, podem mostrar-se até sociáveis e bons camaradas, mas por debaixo da pele de cordeiro escondem o despeito que sentem. Outros, não conseguindo dissimular suas mágoas e refrear seus impulsos, podem apresentar-se mal-humorados, irritados ou zangados, revertendo antipatia e hostilidade a qualquer pretexto. Nesses, uma mágoa ressentida raramente se extingue e pode pipocar a qualquer momento com grande ímpeto, sobrepujando até mesmo, em certos casos, a raiva decorrente dos sentimentos de inveja.

Nós vivemos em uma época de grande progresso material, onde a velocidade dos acontecimentos, das descobertas, da tecnologia, das comunicações, da mídia falada, escrita e televisiva deixa as criaturas obcecadas pela posse de bens de toda espécie, de modo geral inacessíveis à grande maioria dos miseráveis, pobres e excluídos. Isso lhes perturba os valores morais e sociais, já que não conseguem obter o mínimo de conforto, tornando-os morbidamente propensos a desordens afetivas, sentimentais e sociais, surgindo, então, casos crônicos e agudos de ressentimento e despeito. Esse processo se propaga até a classe média, onde estão as pessoas que mais desejam progredir e não se conformam em ficar para trás. E por serem as mais assediadas pelos efeitos da propaganda difundida pela mídia, podem tornar-se angustiadas e ressentidas, caso não consigam obter o que desejam. Descomplicar esta situação é muito difícil e penoso, já que o materialismo impera sobre os sentidos e a espiritualização das criaturas se processa de forma muito lenta.

Nos indivíduos cultos e inteligentes, o ressentimento pode assumir situações imprevisíveis, por se julgarem superiores aos seus competidores e por eles incompreendidos e prejudicados. Isso deriva do sentimento de superestima e não da incapacidade ou inferioridade intelectual. Aqui nesta seara temos de tudo: os audaciosos, aventureiros, críticos de cinema, teatro e arte, especuladores do mercado, invejosos, os que odeiam e até os ciumentos.

O ressentimento manifesta-se, também, a cada passo e sob qualquer pretexto, na convivência familiar, nas escolas, nos ambientes de trabalho, nas instituições e repartições, na política, enfim, onde quer que haja competição e, como esta aparece em toda parte, o ressentido e o despeitado são figuras muito comuns de ser encontradas. Assim, são observados entre ricos e pobres, brutos e feios, inferiores e superiores, fortes e fracos e onde quer que haja sentimento de antipatia e hostilidade. É lógico que os decadentes, os fracos, os degenerados, os ignorantes, os vaidosos, os sectaristas e todos aqueles que vêem suas ambições frustradas são os mais propensos, os mais atingidos pelo ressentimento.

Encontramos também os ressentidos na alta sociedade, nos novos-ricos e figurões ou medalhões freqüentadores de festas, banquetes, chás beneficentes e cerimônias de caridade, onde se exibem luxo, títulos, posições, roupas e jóias de valor. Cultivam o dom de agradar e a sociabilidade, onde aparentam a serenidade que na vida real não possuem. A grande maioria que freqüenta estes meios não passa de exibicionistas da posição e fortuna que conquistaram de maneira fácil e até mesmo inescrupulosa e, não raro, são de notória pobreza cultural e intelectual.

As causas principais do ressentimento, segundo o psicólogo Renato Kehl, no seu livro Psicologia da personalidade, surgem em decorrência de fatores predisponentes, incidentais e subsidiários. De modo geral, o hipotireoidismo ocorre entre as primeiras, causando incapacidade para a apreciação justa dos valores. As causas incidentais estão ligadas ao complexo de inferioridade ou, no sentido oposto, ao estado de superestima ou de hipertrofia do ego. As causas subsidiárias decorrem dos sentimentos provocadores do ressentimento como a inveja, a vaidade, o ciúme, a rivalidade e outros de ordem física, social e étnica.

Do Livro Reflexões Sobre os Sentimentos

1 de maio de 2010

Espiritualidade é o somatório dos atributos superiores do espírito, portanto da necessidade do aprimoramento contínuo.

Ensina a doutrina racionalista cristã que, sendo vibração do espírito, o pensamento bem irradiado é de grande valia para sua evolução. Quanta infelicidade é semeada por maus pensamentos! Quantos benefícios espirituais podem ser colhidos quando se pensa com elevação de sentimentos! É muito triste constatar-se o desequilíbrio psíquico de boa quantidade de pessoas numa época de tanto avanço material, de descobertas que chegam mesmo a assombrar os seres humanos de maior percepção.

Por ser a espiritualidade o somatório dos atributos do espírito, percebe-se que a humanidade está muito aquém do nível necessário ao caminho da evolução. São raros os seres que investigam os porquês da existência. O Racionalismo Cristão, ao explanar de forma clara seus princípios espiritualistas, ajuda os que procuram entender a realidade da vida. De posse desses conhecimentos, passam a usufruir uma vida mais amena ao colocá-los em prática. Os esclarecidos vivem com retidão, assumem uma atitude de elevação espiritual, dão exemplos aos que caminham sem rumo, por não terem noção do que vieram fazer na Terra.

Viver é trabalhar, é produzir, é criar. O pensamento tem valor fundamental na vida; quanto mais as pessoas souberem pensar corretamente, maior é a luz espiritual. Ao se conhecerem como Força e Matéria, passam a evitar os erros que antes cometiam, deixam de sofrer as influências dos maus ambientes. O Racionalismo Cristão nada condena; quer ver a humanidade esclarecida, livre das imperfeições de toda natureza, dos sofrimentos que pode evitar.

Convidamos todos ao estudo de nossas obras literárias e a frequentarem as casas racionalistas cristãs. Venham com vontade de aprender, pois ouvirão lições valiosíssimas. Postas em prática, muito irão colaborar para o engrandecimento espiritual e o progresso material. Os que estudam a Doutrina sentem-se amparados no aprimoramento contínuo dos próprios atributos e conseguem levar adiante seus ideais.

Doutrinação de Luiz de Mattos Fundador do Racionalismo Cristão