15 de abril de 2010

Dentre as muitas revelações que o espiritualismo tem apresentado, está a lei do retorno, ou de causa e efeito, cujo conhecimento é muito importante

Dentre as muitas revelações que o espiritualismo tem apresentado, está a lei do retorno, ou de causa e efeito, cujo conhecimento é de importância capital. Todos os atos praticados, nocivos ou benéficos, palavras emitidas, construtivas ou destrutivas, atingem o objetivo e produzem ação reflexa, volvendo ao ponto de partida.

Assim, num crime cometido contra um terceiro, há uma ação praticada; esta atingiu o seu fim, com a sua consumação; mais tarde, em ação retroativa, retorna ao agente, para completar o seu ciclo.

Afirmava Jesus: “quem semeia ventos, colhe tempestades”. Na ação de retorno, o mal ou o bem voltam sempre, muitas vezes, com cargas revigoradas. Note-se como se reproduzem as sementes; de uma que se plante nascem dezenas ou centenas; é a lei do retorno em ação.

O mesmo se dá com as palavras; elas são emitidas pelo pensamento, ativas e imantadas de energia, atingem o alvo com maior ou menor intensidade, conforme o calor com que foram proferidas ou projetadas, e as suas vibrações voltam ao ponto de origem, carregadas de novas energias, não raro, com o seu potencial de força aumentado.

Se as palavras forem de natureza construtiva e traduzirem coragem, ação, saúde, bondade e amor, conduzem cargas chamadas positivas, como positivas serão também as ondas vibratórias de retorno. Ao contrário, se as palavras proferidas forem destrutivas e estiverem saturadas de ódio, malquerença, perfídia, ingratidão e vingança, transportam cargas chamadas negativas, como negativas serão também as correntes vibratórias de retorno.

O Racionalismo Cristão chama a atenção para o fato de estabelecer-se, ao fazer-se mal ou bem a alguém, contato com esse ser e, pelo fio de conexão entre ambos, receber-se o reflexo da boa ou má ação praticada.

“Quem mal faz para si o faz”, ou “quem bem faz para si o faz”, são afirmações conhecidas na aprendizagem racionalista cristã. Essa é a verdade; isso é o que acontece. A lei do retorno não falha, por ser imutável como as demais leis que regem o Universo.

Por falta de conhecimento dessa lei, é que há tanto sofrimento no mundo. Ninguém, que esteja praticando o mal, pensa, por um só instante, que está sendo a maior vítima dessa mesma prática; que tudo quanto de ruim estiver desejando ao seu semelhante, lhe virá a acontecer, na ação de retorno.

Muitos sofrimentos atingem pessoas que a ela não deram motivos na presente encarnação, e os que nada conhecem de espiritualismo, começam a falar na ‘‘injustiça de Deus em castigar quem não merece”, etc., etc. Eis o mal de andarem os indivíduos às cegas, daí resultando, não poucas vezes, tornarem-se ateus, blasfemadores, desrespeitadores e descrentes na própria vida.

Pode o indivíduo estar movido, na encarnação atual, das melhores intenções, empenhado em não fazer mal a ninguém, e desejoso de manter-se em clima cordial, no trato com o próximo.

Isto prova que as lições do passado estão lhe valendo muito, que tem bem gravadas no subconsciente as experiências que a vida lhe proporcionou em existências pretéritas; mas não quer isso dizer que não tenha débitos contraídos, até mesmo em épocas remotas, ainda não resgatados, e que precisam ser liquidados e extintos para sempre.

Ocorre então, nesse caso, numa encarnação bem aproveitada, quando os dotes da bondade expressam a queima dos valores negativos e dos erros consumados em etapas longínquas, sem motivos aparentes, em se levando em conta apenas aquela existência corrente, o quadro dramático pode aparecer, assinalado de cores vivas e impressionantes. É o retorno de ações distantes que concluem o seu ciclo. O desfecho final com a conclusão do ciclo pode retardar, mas consuma-se, implacável e inapelavelmente.

É isso que está estabelecido nas leis universais, e não há ninguém que as possa alterar. A tola idéia de que “Deus concede perdões”, pretende, ingenuamente, destruir, modificar ou violar essas leis.

Os que conhecem espiritualismo não têm mais necessidade de andar às apalpadelas, adivinhando as coisas de ordem espiritual, sem conhecimento de causa, num mar trevoso, como é o ambiente materialista terreno.

Quem tiver a convicção de que a lei de causa e efeito, ou de retorno, é um fato indiscutível, por certo não irá cometer a leviandade de praticar um ato que lhe traga, depois, dores e sofrimentos.

Os que não admitem a realidade dessa lei, poderão explicar, por acaso, por que andam por aí a arrastar-se pelas ruas numerosos seres, na mais deplorável das condições físicas? Podem as religiões dizer alguma coisa sensata sobre isso? A única explicação possível é aquela que advêm do conhecimento da lei do retorno, na sua profundidade.

Muitos erram por viverem descuidada e despreocupadamente, em virtude de desconhecerem os correspondentes efeitos do erro, e pensarem que nada lhes acontecerá depois. Viram que outros erraram sem que mal algum aparente lhes tivesse acontecido, sempre presos à idéia restrita de que a vida é, apenas, o número de anos de uma encarnação.

Acontece que o tributo dos erros pode começar a ser cobrado na própria existência física em que foram cometidos, mas, na maioria das vezes, essa cobrança vem mais tarde, em encarnações futuras, no meio melhor escolhido ou preparado para produzir as reações recuperadoras.

Muitas criaturas custam a acreditar que o período de uma encarnação seja muito menor, por mera comparação, do que uma gota num copo d’água, em relação com a vida eterna.

Uma encarnação é um lapso quase insignificante na trajetória do espírito. Por isso os débitos não precisam ser resgatados em uma única existência física, quando todos terão milhares de vidas físicas ao seu dispor.

Há pessoas que passam toda a fase de uma encarnação praticando o mal, errando, ferindo, lesando o semelhante e desencarnando com um volume considerável de débitos. Que se poderia fazer depois com eles, sem a oportunidade de retornar ao mundo, em corpo físico, para se redimirem desses crimes, no cadinho da dor?

Aqui na Terra, e não no Plano Astral, é que se fecha o ciclo da lei do retorno; o faltoso é obrigado a reencarnar para ter a chave do fechamento desse ciclo.

Não adianta tentar fugir, procurar uma saída diferente, porque em vão encontrará a criatura outra solução para o seu caso que não seja a de reencarnar e suportar na carne todos os revides impostos pela lei de causa e efeito.

Só há um meio de escapar o indivíduo de ter de arcar com a carga de uma encarnação desventurada; é não proceder mal, não criar débitos, e semear boas ações para que, pela lei do retorno, receba os seus frutos de ótimo sabor, e com eles construa a sua felicidade.

Prevenir é melhor do que remediar. No caso da lei mencionada, o remédio é o resgate, seja lá por que preço for; por isso é que se quer prevenir, alertar, chamar a atenção, uma vez que se pode, seguramente, evitar de praticar o mal.

O espírito tem, latente, todos os atributos positivos que lhe podem valer para não praticar o mal; basta que queira fazer bom uso deles. Não há, por isso, desculpas que justifiquem a prática do mal, o qual, uma vez feito, terá de ser rebatido pela forma mais eficiente possível, que é a que promove a lei inexorável do retorno.

O Racionalismo Cristão tem autoridade para sustentar tal afirmativa, porque ele não é obra dos homens, e sim do Astral Superior, que tudo faz para esclarecer as almas bem intencionadas e desejosas de conhecer a Verdade.

O indivíduo que chega a espiritualizar-se, a identificar-se com as leis eternas do Criador e a perceber a vida do prisma da realidade, não pode, conscientemente, nada fazer que lhe traga um retorno de sofrimento.

Ninguém precisa, para vencer na vida material, ser desonesto, trapaceiro, espertalhão. Afinal, os que melhor vencem na vida são aqueles que têm presente e passado limpos, que são acreditados, que desfrutam de ótima reputação e não têm porque temer os riscos da lei do retorno.

Acumular fortuna desonestamente, e perder a encarnação em conseqüência disso, é proceder de maneira insensata e revelar-se merecedor dos cruentos e atrozes sacrifícios a que fica sujeito.

Veja-se bem que grande mal é o de ignorar-se a Verdade! Se todos soubessem que o maior sofrimento pelo qual o mundo passa é provocado, em sua maior parte, pela lei do retorno, quanto não dariam os contraventores dessa lei por haverem-na conhecido em tempo de evitar as calamidades que os cercam?

Infelizmente, a pessoa só reconhece o valor de saber a Verdade, depois de haver sofrido, como resultado da sua ignorância. Assim, só lentamente virá a humanidade a integrar-se na consciência da lei do retorno, o que vale dizer que somente com sofrimento cada vez mais torturante virá ela a abrir os olhos da alma para essa realidade.

Mas há de chegar esse dia de redenção, e quanto mais depressa, melhor para todos. As obras Racionalistas Cristas aludem a esse fato, para que os estudiosos meditem sobre ele e comecem, desde já, a impedir que, por palavras ou ações, estejam emitindo ondas vibratórias prejudiciais e capazes de, em regresso ao ponto de partida, lhes causarem danos, dos mais lamentáveis.

É compreensível que os indivíduos de má índole, que se comprazem com a prática do mal, estejam de tal maneira deformados psiquicamente, que para eles nada valerá tanto como o prazer sádico de ver os outros sofrerem. Com esses nada há a fazer, por enquanto. É a vida mesma que lhes dará as lições adequadas para se corrigirem, e eles próprios fornecerão os elementos para essa correção. Esses elementos, porém, não constituem a maioria, uma vez que para esta é que está o campo aberto, e muito há o que fazer.

A lei do retorno é uma lei reparadora; muito embora possa ela desferir os mais rudes golpes ao agente imprudente que, praticando o mal, cair debaixo da sua ação, ela, contudo, objetiva somente o bem. O médico operador extirpa uma pústula com o bisturi; essa operação traz dor, mas a intervenção evita que males maiores aconteçam. É como atua a lei do retorno: ela faz sofrer, sempre que se trate de eliminar o mal, sacudindo e alertando a criatura desavisada. São dores inevitáveis, mas depuradoras, necessárias e úteis.

Se bem interpretada a lei do retorno, desaparecem os desesperos, as alucinações, causados pelo sofrimento, uma vez que a compreensão venha tomar o lugar da ignorância sobre o caso. Assim, tornam-se os dramas da vida mais suportáveis, e a animar a criatura, fica a certeza confortadora de que, para o futuro, os mencionados dramas poderão ser evitados, com o conhecimento adquirido sobre essa fundamental lei do retorno.

Tão importante é o preparo que se faz na Terra, na infância e na mocidade, para enfrentar os encargos da vida no estado de adulto, como importante é fazer-se na Terra o preparo para a encarnação futura. Trata-se de cultivar uma boa sementeira; cuide-se, esmeradamente, de viver o dia de hoje, sem um só toque dissonante, e empregue-se, para isso, o melhor dos esforços, a mais firme disposição.

A vantagem de fazer-se jus ao prêmio de uma próxima encarnação dadivosa e produtiva, não deverá ser esquecida em nenhum momento da existência terrena. O que se deseja é que a lei do retorno a todos sirva para carregar do passado para o presente as recompensas maravilhosas da eficiente ação; desenvolvida na encarnação antecedente.

Os que se devotarem a esse propósito, poderão estar certos de que a lei se cumpre, sem risco de falhas, e as Forças do Bem estarão presentes para garantir o êxito dos empreendimentos planejados e assegurar a alta dose de felicidade absorvente que fará parte dos sucessos em marcha.

DO Livro A Morte Não Interrompe a Vida

14 de abril de 2010

A renúncia é um sentimento superior de alto valor para os seres humanos, legando ações meritórias para a humanidade.

A renúncia é um sentimento positivo de alto valor para os seres humanos, consiste em libertar-se dos desejos e ilusões desse mundo em proveito de uma causa e em benefício de seu semelhante e da humanidade. Pela renúncia, os seres humanos submetem-se pacientemente ao sacrifício pela vida. Resignam-se aos prazeres e gozos do mundo, desapegam-se, desprendem-se das coisas e dos desejos negativos. Libertam-se principalmente do egoísmo, do ódio, da inveja, do orgulho e da mentira e cultivam o amor ao próximo, a amizade, o altruísmo e a fraternidade, dedicando-se aos seus semelhantes espontaneamente, dando tudo de si sem nada pedir. A renúncia requer alto grau de espiritualidade, desapego das coisas terrenas, desprendimento daquilo que poderia ter ou conseguir com sua vontade e seu esforço. A criatura que optou por uma vida de renúncias já lapidou o seu caráter e já tem o seu pensamento e a sua vontade voltados para uma vida espiritualmente superior.

O ser humano é seduzido pelas ilusões da vida, pelos prazeres mundanos, pelos desejos malsãos. Centrada em sua individualidade egoística, vale dizer, seu “ego” vê o mundo segundo a ótica das aparências. O egoísmo, ao qual a criatura se torna escrava, marca-lhe os seus pensamentos e sua vontade com toda força para desejar e querer tudo para si e sempre mais e mais. Ao contrário disso, aquele que conhece a vida como força e matéria, percebe que somente o espírito evolui continuamente. Aquele que engrandece sempre o seu espírito com bons pensamentos e boas ações, que penetra e sente a essência das coisas, que entende a globalidade da vida e domina a si mesmo tem lucidez suficiente para afastar-se de todo desejo. E assim procedendo, torna-se cada vez mais racional e chega ao estado de renúncia voluntária. Torna-se um altruísta de verdade, tem tranqüilidade de espírito e expressa essa atitude na forma de humildade e resignação consciente em prol de si mesmo, de uma causa ou de seu semelhante. Torna-se, pois, caritativo, na melhor acepção da palavra, com plena dedicação aos pobres e necessitados, sacrificando-se, assim, pelos seus semelhantes. A criatura renunciada passa a ver a si mesmo em todos os seres e a considerar como seus todos os sofrimentos do mundo. Nesse estado de graça, absorve todas as angústias de que toma conhecimento, como se ela própria fosse a vítima. Sua visão é a de preencher os sofrimentos alheios com zelos e cuidados como se fossem destinados a si mesmo.

O renunciado, mesmo quando privado de toda a alegria que pudesse ter, bem como de todos os bens materiais que pudera acumular em toda a sua vida, desfruta de uma ventura quase completa, é uma criatura feliz, desfruta de uma calma muito grande e de uma paz de espírito inabalável. Nele, todos os desejos se apaziguaram e sua serenidade íntima transcende o seu semblante e irradia-se por todos à sua volta. O único desejo que possui é o de prestar ajuda a quem precisa, espontânea e convincentemente. Ele possui a firmeza de vontade voltada para o bem comum, e sublima em suas ações, em benefício alheio, todo o vigor espiritual de que é dotado.

Somente as criaturas dotadas de grande amor ao próximo, a quem ama mais do que a si mesmo, capazes de se esquivarem ao ódio e às injúrias alheias, podem se compenetrar do valor da renúncia e praticá-la, no seu dia-a-dia, com espontaneidade em prol dos mais pobres e sacrificados. Mas também podem e praticam a renúncia em favor de si mesmas, desapegando-se dos bens materiais e desprezando toda a vaidade e a vanglória do mundo. Não dão valor algum às honrarias, por saberem que são efêmeras, embora encerrem e representem um reconhecimento pelas suas nobilíssimas ações. Carregam no seu íntimo o real sentido da vida verdadeira, da fraternidade universal. Aguardam com segurança o fim de sua vida terrena, não temendo a morte, esperando com serenidade, livrarem-se das ilusões da vida terrena e das peias da matéria.

O renunciado tem uma convicção, uma segurança inabalável em si mesmo e, em tudo o que faz, faz de alma lavada, sem subterfúgios ou hipocrisia, confiante e, com o espírito fortificado pela causa que defende ou abraça, não se sente subjugado por coisa ou força alguma que possa lhe opor resistência e enfrenta com denodo as mais duras privações para realizar o trabalho a que se propôs. Banhado de humildade verdadeira, leva uma vida austera, séria e simples. Dotado assim de tanta força espiritual não lhe faltam seguidores dedicados e honestos que com ele comungam, apoiam a sua causa e a levam a bom termo. Essa polarização consagra o renunciado que trabalha pela comunidade, pelas grandes causas e campanhas, ao mesmo tempo que realimenta as suas forças para prosseguir sempre e sempre no seu trabalho.

Não se deve confundir o renunciado com a criatura caridosa. Esta, quase sempre, procura a louvação pela caridade que faz, pede aprovação da sociedade, a quem faz questão de exibir-se como benevolente ou beneficente. Muitas vezes, o falso caridoso utiliza recursos amealhados ilicitamente através de rapinagem, falcatruas, tramóias e corrupção de toda espécie. Pretende, com as migalhas que distribui, salvar as aparências e até “salvar” a sua alma. Pensa, assim, comprar o céu para não ir para o inferno. Esse, é um tolo sem o saber!

Ao longo de toda a História da Humanidade passaram grandes vultos, respeitados pelo seu espírito de renúncia e abnegação, ficando registradas as nobres causas por que se bateram. No passado remoto, homens e mulheres que foram exemplos edificantes que abraçaram grandes causas renovadoras de costumes, cujos princípios morais perduram até os nossos dias e, certamente, hão de se projetar para o futuro.

Vontade inabalável de servir ao próximo, nas condições mais adversas, encontramos em Albert Schweitzer, alemão nascido em 1875 na Alta Alsácia, hoje território francês, e desencarnado em 1965, em Lambarène, no Gabão – um dos mais atrasados países da África Equatorial. Filósofo e teólogo, foi também um musicista completo, admirador de J. S. Bach, a quem dedicou uma obra de grande repercussão em seu tempo. Em 1905, Schweitzer resolveu tonar-se médico missionário, para dedicar-se ao trabalho filantrópico, formando-se em Medicina em 1913. Com sua mulher, Helène Bressiau, que imbuída dos mesmos ideais tornara-se enfermeira para acompanhá-lo em sua gloriosa missão, foi para Lambarène, Gabão, onde grassava uma epidemia de lepra. Lá construiu o seu hospital com os próprios recursos e com a ajuda dos nativos e passou a dedicar o resto de sua vida a minorar o sofrimento dos seus semelhantes, trabalho este que se intensificou a partir de 1924, agora já com a ajuda de muitos donativos individuais e de instituições filantrópicas. Em 1963, seu hospital tinha 350 leitos, dos quais 150 destinados ao tratamento de leprosos, coroando o êxito de seus abnegados esforços. Esse benemérito missionário da saúde e do bem recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1952, pelos seus esforços e dedicação à humanidade. Deixou várias obras escritas, destacando-se Philosophy of Civilization, publicada em 1923, em que lançou as bases de sua filosofia pessoal de "reverência pela vida", que fundamenta um princípio ético a todas as coisas vivas. Assim, com seu meritório trabalho, legou-nos exemplos marcantes de humildade e dedicação ao próximo, verdadeiro renunciado do conforto que poderia ter desfrutado no meio em que vivia.

No Brasil, também tivemos Betinho, acometido da mais terrível doença do século — a AIDS, contraída durante uma transfusão de sangue por ser hemofílico. Nos últimos anos de sua vida, jamais desistindo de viver, organizou e conduziu uma grande cruzada nacional para sensibilizar todos os brasileiros para o combate a essa doença, desdobrando as suas ações, também, em auxílio aos pobres e socialmente desamparados.

São exemplos de renunciados e abnegados de nosso tempo que, também, passarão às paginas da História para serem reverenciados pelas gerações futuras.

13 de abril de 2010

Resgatando a verdadeira essência do sentimento do amor perante a sociedade humana.

Os epicuristas venalizaram o sentido da palavra amor. Levaram-no para o campo da materialidade. Conspurcaram‑no. Tornaram-no na vida mundana, uma expressão vulgar, despida de sublimação. Isto porque a espiritualidade anda muito escassa neste mundo de ostentações e de enganos. Serviram‑se desse vocábulo para exprimir o desejo, a satisfação desfrutada nos laços da carne. Esse é um sentimento interesseiro, efêmero, passional.

Ao contrário disso, o verdadeiro amor é desinteressado, eterno, espiritual. De nenhum modo o mesmo termo deveria servir para registrar concepções tão distantes uma da outra. Mas o certo é que um significado se une à corrente material, enquanto o outro pertence ao domínio do espírito.

Ninguém pode amar fora da espiritualidade, porque uma vez solto desse plano, o ser só o encontra no reino da matéria.

O amor mundano é interesseiro, porque visa a posse, a embriaguez dos sentidos físicos, sempre passageira e ilusória, anseia pela obtenção de um prazer pessoal e egoísta, efêmero, porque vive, apenas, durante a estação do viço, enquanto alguns encantos das imagens da fantasia não fenecem. É passional, porque sofre as influências apaixonantes do materialismo reinante no mundo.

Do outro lado, nobilitante, o Amor é desinteressado, porque se alia ao sacrifício; nada pede, nada reclama, nada exige e tudo oferece, desprendidamente; neste estado, a alma se sente feliz de poder ser útil, de notar válidos os seus préstimos, de reconhecer‑se parcela do Todo, que é todo amor. É eterno porque, uma vez revelado, nunca mais se perde, não diminui; não acaba e acompanha o ser na rota para a eternidade. É espiritual, porque é atributo do espírito, nada influindo nela a matéria.

Há exemplos desse Amor sublime na Terra, porque o espírito, embora encarnado, é sempre espírito, e por isso, quando não sempre, vez por outra, confirma a sua natureza; vemo‑lo na alma das mães, dos pais, dos avós e, menos intensamente, na dos parentes afins.

Há amigos que também o sabem cultivar. O afeto, a estima profunda, a amizade verdadeira, são manifestações do amor. Todos os possuem inato em sua alma, em potencial, e a sua presença se fará sentir, cada vez mais notória, na medida da crescente espiritualização.

No estudo que o Racionalismo Cristão faz dos atributos espirituais, sempre fica evidenciada a necessidade premente e imperiosa dos seres humanos promoverem a sua espiritualização. A humanidade só poderá viver feliz, depois de espiritualizada, quando os seus componentes puserem em prática as suas virtudes enclausuradas pela ignorância das coisas do espírito.

As vibrações da Inteligência Universal enchem o Espaço Infinito, atravessam e saturam todos os corpos, conduzindo, na sua essência, o amor supremo, de que também se constituem.

Desde que, pelo desenvolvimento da espiritualidade, se estabeleça a sintonização daquelas vibrações com as das partículas individuais, que são os espíritos, não só a inteligência alcança os mais altos afinamentos, como o amor se desabrocha com as suas aprimoradas refulgências. O caminho da espiritualidade é esse de atingir‑se a sincronização das vibrações dos seres com as do Grande Foco, o que se alcançará, com mais propriedade, no Plano Astral, mas que deve ter início ou ponto de partida nas diretrizes adotadas na vida terrena, em que se amoldam e se revelam as predisposições espirituais.

A espiritualização começa a ser promovida na Terra, e só então poderá prosseguir no Espaço. Assim, enquanto os habitantes deste orbe não derem início à ação espiritualizadora, terão de reencarnar, tantas vezes quantas forem necessárias, até resolverem dar esse passo. Esta advertência não representa, de modo algum, uma ameaça, mas tão‑somente uma informação fraterna que poderá interessar a alguém, e que é oferecida como uma dádiva de amor.

Aqueles que adquiriram tal convicção por meios espirituais, estão no dever de divulgar o que aprenderam, e assim fazem também os Espíritos do Astral Superior que, empenhados na espiritualização do planeta, distribuem amor através dos ensinos do Racionalismo Cristão e por via de outras ações diretas.

A ciência reconhece que estão agrupados, neste mundo depurador, seres da mesma índole, com afinidades idênticas, formando coletividades à margem umas das outras, segundo as inclinações comuns que cada uma delas revela.

Isso comprova que a evolução se faz por grandes grupos, no interior dos quais se encontram espíritos que, através de milhares de reencarnações, estabeleceram, entre si, pontos-de‑vista análogos, compromissos de ordem moral, débitos por saldar e outras ligações, como as de família, de sociedade, de empreendimentos que os unem indissoluvelmente, formando raças, sub‑raças ou regionalistas implacáveis.

Daí ressalta a razão de muitos se ajudarem mutuamente, no sentido de uma grande família. Esse aspecto se reproduz no âmbito do espírito, em que se devotam os seres pela colaboração, pelo desprendimento, pelo desejo de ajudar, à tarefa de levar aos demais, com amor, a obra de espiritualização.

Realizar o amor na vida terrena, com toda a sua sublimidade, é tarefa assaz difícil, mas não há ninguém que a tenha realizado de um dia para o outro. Essa realização se dá com o desenvolvimento da espiritualidade, paulatinamente, e com o esforço que for empregado, e culmina quando o ser for capaz de amar aqueles que o odeiam.

Neste caso, a espiritualidade já está tão aflorada, que a criatura, em tal estado, não precisa mais da Terra para prosseguir na sua evolução, e se a ela voltar, será para desempenhar missão especial.

O espírito que emite vibrações de ódio é infelicíssimo, e precisa ser prontamente ajudado, por encontrar‑se à beira de um abismo. Quem por ele se interessar, poderá oferecer‑lhe solidariedade afetuosa, vibrações fraternais feitas com serenidade e interesse, de maneira a que uma certa dose de amor possa valer‑lhe.

Aqueles que se dispõem a algo fazer por alguém que o mereça, passam, automaticamente, a receber boa assistência do Plano Astral daqueles que ali possuem fonte de amor e se servem de todas as oportunidades para praticar o bem.

O Amor é força que pode operar grandes prodígios por meio de quem dela dispõe e a sabe aplicar, todos os seres, indistintamente, chegarão a tê‑la desenvolvida, mesmo os que se obstinam, por enquanto, a não abandonar as crendices anestesiantes do espírito. São as crendices que tolhem o movimento da espiritualidade, e sem esta não pode haver Amor.

Quando se puder entronizar no mundo ‑ e esse dia chegará ‑ o império do amor, não haverá mais guerras, nem revoluções, nem dissidências. Quanto mais esclarecida for a criatura, tanto menos divergirá, em igualdade de condições, do seu semelhante.

A verdade sendo, como é, uma só, não pode ser entendida de várias maneiras, nem haver discordância no seu conhecimento. Todos hão de chegar a um ponto de evolução em que não há de haver duas modalidades; distintas e separadas de aceitar um conceito.

As conclusões serão positivas e convergentes, e, assim, bem se entenderão os indivíduos e os povos na marcha unida, cada vez mais para cima. Será quando não só o intelecto demonstrará a razão e a lógica dos fatos, com união de vistas, mas, mais ainda, o amor, com a sua contribuição inseparável.

Todos os acordes da orquestração espiritualista afinam com o tom harmonizante do conjunto das vibrações excelsas do amor.

Do Livro Ao Encontro de Uma Nova Era.


11 de abril de 2010

O conservadorismo é uma doutrina estacionária. Tudo no Universo evolui, sendo necessário acompanhar a lei da evolução.

O conservadorismo é uma doutrina estacionária. Tudo no Universo evolui, sendo necessário acompanhar a lei da evolução. Hábitos e costumes se reformam, com o tempo, à medida que idéias novas surgem, introduzindo melhoramentos.

A civilização é o produto da evolução da mente humana do estado primitivo à um nível social mais elevado, através de inventos, descobertas, pesquisas e desdobramentos científicos. Em todos os ramos da atividades, processa-se, ininterruptamente, um movimento crescente de conhecimentos, uma ação evolucionista, traduzindo a expansão incoercível de uma força que conduz o pensamento perquiridor a cada vez mais novos e dilatados horizontes.

O símbolo da evolução é uma espiral que nasce de um ponto, (ponto de deslocamento da partícula involuída da Fonte Original) e desenvolve-se em curvas que se abrem, à medida que se elevam, ganhando em altitude e latitude, até atingir a cota final. Em face desse sistema instituído pela Grandeza Total, é que na vida, como lei, todos obedecem ao princípio inviolável da renovação constante, pois se a evolução está sempre em marcha, logicamente a posição de hoje há de ser a que se seguiu à ocupada ontem. Entenda-se que esses “hoje” e “ontem”, não se referem ao limitado lapso de vinte e quatro horas. As reencarnações estão rigorosamente subordinadas a esse esquema. Em cada uma delas obtém a criatura a oportunidade de renovação do seu estado procedente, sempre com o único objetivo de promover-se a evolução, que é obrigatória.

Não se pode deter a evolução. Conquanto muitos a retardem, outros muitos a impulsionam para a frente; além disso, evolui a estrutura substancial do Universo, sob o poder da Força Criadora. Melhorar, embora devagar, mas sempre, deve ser um lema comum a todos. Melhorar material, mental e espiritualmente, é o que se impõe. Muitos se agradam, apenas, com a melhoria material; outros percebem que devem pugnar também pela melhoria intelectual, mas poucos são aqueles que vislumbram a importância da melhoria espiritual.

Há os que imaginam que ser espiritualista é renunciar, de todo, à vida material. Um espiritualista é um evolucionista, um indivíduo vitorioso em numerosas renovações, a principiar pelas de ordem material. O espiritualista usa os recursos materiais como subsídio às condições terrenas, e não como fator principal.

O espiritualista estaria em melhores condições do que os demais para, com honestidade, desenvolver a fortuna material, se não fosse o desprendimento que manifesta pelas coisas transitórias e efêmeras, desapego a que todos hão de chegar, de renovação em renovação. Se não houvesse a renovação de gostos, de sentimentos e de ideais, a vida física prolongar-se-ia, indefinidamente, em encarnações sucessivas. Os instintos e os convites da carne nunca abandonariam a criatura.

A renovação é um bem que traz satisfação e alegrias; o uso de um vestuário novo, bem talhado, de cores condizentes, dá prazer. Esse é um insignificante exemplo de renovação que se opera com inúmeras modalidades, ora modificando a fisionomia do cenário, ora transformando a capacidade de entendimento, ou ainda, pelo revigoramento espiritual, estendendo o horizonte perceptível a longínquas regiões.

O ser humano tem sede de conquista. Deseja aquilo que não tem. Sempre há o que desejar. Os pobres pensam que os ricos têm tudo. É um engano. Apenas as aspirações são diferentes; por hipótese, o pobre quer riqueza, o rico quer paz. Todos, na realidade procuram o estado de renovação seguinte e, embora pensem que isso é para satisfazer um simples desejo, é, no entanto, para proporcionar oportunidades para a sua evolução.

Cada vez que se obtém um avanço na escala evolutiva, descobre-se que há novas perspectivas à frente, que despertam a decisão de se ir ao encontro delas. São atrativos que só ficarão para trás depois de satisfeitos e substituídos por outros, em ação renovadora. Os que andam, por aí, perdidos nas florestas das desilusões, podem não estar renovando nada, mas estarão experimentando uma seqüência de atribulações que lhes permitirá, mais tarde, penetrar no curso das renovações.

O maior perigo que ameaça as religiões é o seu conservadorismo, é a sua recusa à remodelação, tendo-se em vista os progressos da inteligência que tantas revelações têm trazido. Não é possível que se fale hoje a mesma linguagem adotada há dois, três ou cinco mil anos atrás. Podem aproveitar-se as lições mestras, mas sem querer reafirmar aquilo que os conhecimentos atuais repelem. Elas, as religiões, têm de submeter-se à renovação, se não quiserem desaparecer. Quem diz renovação, diz aperfeiçoamento, atualização, progresso, desenvolvimento, apuração, fatores intrínsecos da lei da evolução. Assim, torna-se necessário renovar os conhecimentos para andar-se em dia com o presente, conforme em dia andam as operações siderais.

O que se não renova é a Verdade; ela é o que é; mas, para ser atingida, na sua Totalidade – é preciso evoluir aos poucos, na marcha das renovações, pois cada vez que se alcança um ponto à frente, novos contatos com a Verdade vão se tomando, até que se abranja tudo quanto dela se possa saber. A tarefa é espinhosa e a estrada muito longa, mas não há outro meio senão o de seguir por ela. Haverá, por certo, trechos de passagem difícil, mas, em compensação, outros serão maravilhosos e, quanto mais para a frente, maiores os encantamentos. Deste modo, todos devem regozijar-se com as renovações, por oferecerem elas novos campos de experiência, indispensáveis ao curso da vida. Não se deve estacionar, nem há razões que justifiquem a paralisação dos sentidos. O espírito é fonte de trabalho, e a sua tendência é escapar de uma posição inferior para atingir outra acima. Isso ele fará pelo processo das renovações, automaticamente, acionado pela força interior que deseja expandir-se, pelas leis naturais instituídas pela Força Criadora, às quais todos estão sujeitos.

Contrariar esse pensamento é o erro em que a humanidade cai, por falta de espiritualidade. Sensato seria não oferecer resistência, como inconscientemente se faz, ao esforço normal do espírito para romper com o manto da incredulidade que o amortalha à matéria. As renovações seriam muito mais freqüentes, não fora a perda de tempo ocorrida pela indolência mental, com o desavisado gorjeio das canções sensualistas, com que tantos se deleitam. As renovações morais são auxiliadas com a dor. O indivíduo duramente perseguido pelo sofrimento, com mais facilidade desponta para a realidade da vida e assume, então, uma atitude que bem se enquadre na rotina do viver sadio.

É a renovação que se opera, que se estabelece, para afirmar o seu valor, a sua razão de ser e as vantagens da sua presença. A renovação é uma alvorada na vida; é uma redenção que brilha na trajetória terrena, é uma promessa que acena com melhores dias. Transformar a conduta para melhor é uma renovação em que se sepulta um passado mais ou menos tormentoso. Com a renovação, erros praticados deixam de ser repetidos. Outros que o forem, ficam à espera da renovação seguinte. Assim, de grau em grau, é possível alcançar, com base nas renovações, o ponto mais alto, na escala reencarnatória.

Do Livro a Morte Não Interrompe a Vida

10 de abril de 2010

A Terra é um mundo escola para aprendizado, desenvolvimento e evolução dos seres humanos.

Os mundos de escolaridade são de natureza idêntica ao nosso planeta. A eles chegam, por tal razão, espíritos de várias classes para promover, entre si, o intercâmbio de conhecimentos intelectuais, morais e espirituais.

A Terra é um mundo de escolaridade em que as dezessete primeiras classes de uma série de mundos que promovem evolução, partindo da primeira e chegando à décima-sétima, em períodos que variam muito, de espírito para espírito, mas que se elevam, sempre, a milhares e milhares de anos.

Para a ascensão de uma classe a outra imediatamente superior, não existem privilégios nem proteções. O princípio de justiça funda-se na lei da igualdade. Todos têm de enfrentar idênticas dificuldades e chegar ao triunfo pelo próprio esforço.

O mau aproveitamento de uma encarnação resulta, inapelavelmente, na necessidade de repeti-la, tendo o espírito de passar pelas mesmas atribulações até conseguir dominar os vícios e as fraquezas e recuperar o tempo que perdeu.

Conforme está explicado no Capítulo 6 desta obra, quando no mundo que lhe é próprio tem o espírito conhecimento do que se passa nos mundos das classes inferiores à sua, mas ignora o que ocorre nas superiores.

Constatando, porém, as enormes vantagens da ascensão a classes mais elevadas, vive sob o incontido desejo de passar para a frente, a fim de alcançar novos conhecimentos e conquistar mais amplos atributos espirituais.

No mundo correspondente à sua classe, o espírito traça os planos para a nova encarnação que deseja, ardentemente, aproveitar ao máximo. Sua maior esperança é não perder tempo na Terra, não fracassar, não tornar inútil o sacrifício de encarnar.

Os espíritos das classes inferiores, especialmente os da primeira, encarnam sob a orientação de outros mais evoluídos. Esses espíritos são como as crianças que precisam de quem as acompanhe ao Jardim de Infância.

Nos mundos de escolaridade, as emoções fazem parte da vida cotidiana. Essa emoções são experimentadas, indistintamente, por todos os seus habitantes. Quando o homem se torna superior às sensações da pobreza e da fortuna que completam o quadro das referidas emoções, aí sim, o sentido da vida espiritual começa nele a despertar.

À medida que evolui, vai o espírito se tornando conhecedor das coisas do Espaço. Se na Terra tanto há que aprender, muito mais, ainda, no Universo. A este, oferece campo o Espaço. O Universo, porém, representa a evolução em marcha.

Prendem-se umas às outras — como elos de uma só corrente — estas três expressões: Espaço, Universo e Evolução. Pesquisar o Espaço, por isso, é estudar o Universo e reconhecer a Evolução.

Há um dever que a todos atinge por igual: Trabalhar para evoluir. Cada qual precisa ocupar o seu lugar e esforçar-se por dar conta das suas atribuições, certo de que tem no Espaço uma posição definida e insubstituível.

Milhões de espíritos encarnados no planeta sentem-se apreensivos por falta de uma bússola norteadora.

Se a que Jesus trouxe, há cerca de vinte séculos, não tivesse sido parcialmente desimantada pela ganância especuladora, muitos e muitos milhões de seres ainda encarnados teriam, há muito, concluído o curso na Terra, e estariam a exercer as suas atividades noutras regiões do Espaço. Tempo perdido não se recupera. É como as águas passadas que não movem moinhos.

Do Livro a Vida Fora da Matéria.

8 de abril de 2010

A expansão do rol de amizades favorece não apenas ao crescimento pessoal, mas proporciona intercâmbio de conhecimentos.

Os amigos são de grande importância na formação de nossa personalidade, na criação de nossos hábitos, na organização de nossa vida, enfim, são esteios importantes durante a nossa encarnação.
A verdadeira amizade vem sempre acompanhada por boa dose de altruísmo e generosidade. Fortalece e motiva as pessoas, tornando mais fácil o convívio diário e estabelecendo metas e interesses comuns. O Racionalismo Cristão nos ensina que devemos "apurar ao máximo o sentimento fraternal da amizade para com as pessoas de bem, com a finalidade de intensificar a corrente harmônica afim do planeta, em benefício comum". Quando estabelecida, a amizade passa a significar a mais sublime e despojada forma de amor, resistindo às mais duras provas que a vida nos impõe.
A amizade se constrói através da disponibilidade para a convivência, com momentos compartilhados, de forma real ou até virtual. Um telefonema, um bilhete, uma carta, um e-mail. É claro que nada supera uma conversa no banco da praça ao cair da tarde, o abraço apertado e a alegria de estar frente a frente, conversando e colecionando ideias e gargalhadas. Momentos inesquecíveis são importantes para se criar laços. Mas a tecnologia está aí, a nosso favor, e nos permite otimizar também este importante e profícuo campo do relacionamento e prazer humanos. Participando das comunidades RC, por exemplo, também é possível sentir a gostosa sensação de bem estar que só uma roda de amigos pode proporcionar.
As relações planetárias de troca são imprescindíveis. Necessitamos e devemos eleger amigos para dividir nossas alegrias, dúvidas, aflições, sucessos. Quem conhece o doce sabor da amizade não esquece jamais.

A magnífica contribuição do Racionalismo Cristão

O Racionalismo Cristão nos ensina que o ser humano só poderá ser plenamente feliz e viver em paz consigo próprio, com a vida, com a natureza e com a humanidade, dentro de uma autoeducação com visão holística e integradora, sem os condicionamentos dogmáticos e sectários que dividem e separam os seres humanos de todas as raças, povos e nações, tanto no Oriente como no Ocidente.
Numa linguagem apropriada aos dias atuais, vem contribuindo muito para o desenvolvimento desta consciência holística, individual e coletiva, sem violentar a liberdade individual de pensar e de escolher o próprio caminho para o autoconhecimento e a autorrealização como espírito ou partícula da Inteligência Universal em expansão, na construção da plenitude existencial rumo à plenitude da Inteligência Universal .
Deste modo, a convicção adquirida e consolidada através do Racionalismo Cristão, convicção não imposta, mas construída através da autoeducação, esclarece e conscientiza que o espírito é uma força agente cocriadora, e integrante do processo dinâmico da Vida Inteligente Universal, evoluindo ao longo de um contínuo histórico através de vidas sucessivas, na construção e reconstrução do próprio destino. Nesta perspectiva cada espírito encarnado, sente a realidade existencial com maior amplitude, eliminando toda e qualquer reação instintiva de medo diante dos grandes desafios da vida. Assim sendo, o espírito encarnado adquiri e desenvolve a plena lucidez e discernimento, com amplo entendimento das possibilidades de interação entre encarnados e desencarnados, segundo os princípios universais da lei de afinidade, sintonia e ressonância.
Através do Racionalismo Cristão, as leis naturais e imutáveis que regem a tudo e a todos, torna-se uma evidência incontestável, com profunda repercussão no comportamento ético individual e com reflexos no coletivo, podendo auxiliar nas transformações político-sociais, econômicas, culturais, éticas, espiritualistas, educacionais, e também contribuir para o despertar de uma consciência ecológica, holística, harmônica e unificadora, objetivando a paz individual e coletiva, indispensável para a implantação de uma nova era baseada na ética cristã.

Do Livro Reflexões Racionalistas Cristãs.

7 de abril de 2010

A compreensão espiritual é interior e deve acontecer num processo de aprendizagem prático e gradual.

Viver a verdade que contemplamos

A verdade não está somente nas palavras. A verdade não pode ser alcançada pelo mero conhecimento de informações, sejam elas quais forem. A compreensão espiritual é interior e deve acontecer num processo de aprendizagem prático e gradual. Não se pode "obter" a verdade, como se ela estivesse somente na leitura do livro básico, na organização racionalista cristã ou somente no conhecimento da literatura racionalista cristã. Precisamos transformar-nos, gradualmente, na sabedoria que buscamos. Através do raciocínio, da vida limpa e da conduta correta, devemos reconstruir a nós mesmos com a substancia da verdade que procuramos contemplar.

Um novo padrão de comportamento

Certos filmes e novelas promovem o sexo pelo sexo e a violência pela violência. A indústria do entretenimento faz centenas de milhões de pessoas passarem o seu tempo livre vendo continuamente cenas de violência e sexo gratuito. Pensamentos confusos e de desesperança acabam contaminando o mental coletivo, produzindo ocultamente resultados nefastos e extremamente devastadores, porque a nossa civilização ainda é relativamente primitiva, e a inteligência humana vive uma etapa infantil ainda muito influenciável. Por isso, vivemos essa verdadeira hipnose coletiva. Por isso, não tem sido fácil equilibrar os aspectos materiais e espirituais da vida. Somos o que pensamos. As ideias que alimentamos acabam se materializando.

Consciente ou inconscientemente nosso pensamento continua criando, e nossa sociedade pensa demasiado em violência e em sexo sem amor. Ora, nós racionalistas cristãos sabemos que todas as coisas são precedidas pelo pensamento. O que somos hoje é resultado do que temos pensado. O que pensamos hoje é o que seremos amanhã; nossa vida é criação de nossa mente. Entretanto, aos poucos, um novo padrão de comportamento floresce na humanidade, que começa a aprender a importância de se equilibrar matéria e espírito. Um novo padrão de comportamento baseado nos princípios Força e Matéria. Um novo padrão de comportamento concebido pelo Astral Superior e denominado Racionalismo Cristão.

Valores: evitando o engano

O estudo e a compreensão da doutrina racionalista cristã acaba nos levando a um espírito prático diante da vida, certas coisas começam para nós a perder o valor que aparentam ter. A simplicidade pessoal nos ensina a abrir mão do que é secundário, supérfluo. Não se trata de uma renúncia forçada, mas sim consciente. Passamos a ver as coisas como elas realmente são e nesse sentido, apenas evitamos o caminho do engano antes de sermos surpreendidos pela desilusão. O livro básico Racionalismo Cristão nos adverte que, "O ser humano precisa compenetrar-se da transitoriedade das coisas que pertencem à Terra. A escravização aos valores materiais, tão facilmente perecíveis, além de atrasar a evolução espiritual, tem causado muitos e muitos sofrimentos”. "A ambição comedida é natural. A desenfreada, uma fobia em que o egoísmo e a egolatria influem decisivamente."

Do Livro Reflexões Racionalistas Cristãs.

Um grande campo experimental

Um grande campo experimental

O livro Racionalismo Cristão nos ensina que o planeta terra não é habitação permanente de nenhum espírito, mas sim um grande campo experimental de aprendizado e realização material e espiritual. Portanto, devemos encarar a vida como um campo experimental de aprendizado aonde o espírito vem buscar evolução, e principalmente a evolução espiritual. E evolução espiritual caracteriza-se pelo esforço continuado na busca do conhecimento e a consequente ampliação da consciência. E aí está o Astral Superior, através das casas racionalistas cristãs, ensinando a aprender a pensar e apresentando soluções luminosas para os problemas individuais e coletivos em que vive a humanidade de hoje. Verdadeiras escolas de evolução espiritual à disposição de todos que querem ampliar a consciência e crescer espiritualmente. Através das diversas experiências que o planeta Terra nos oferece nas mais variadas circunstâncias do dia a dia, somadas aos ensinamentos do Astral Superior, nós ficamos conscientes daquilo que já vivemos e podemos elaborar um plano para a vida futura; passamos a ter domínio próprio e a ter um objetivo sintonizado com a principal meta do Racionalismo Cristão que é o aperfeiçoamento individual e coletivo da espécie humana. Aproveitemos então a grande e valiosa oportunidade!

Um novo conceito do Universo e da Vida

No estado de consciência normal e comum a todos (consciência de si mesmo), sentimos existir dentro dos limites do nosso corpo carnal. Nossa percepção é limitada ao alcance dos nossos cinco sentidos básicos. Nossa percepção interna e a externa estão presas aos limites do tempo e do espaço. Alguns estudantes do Racionalismo Cristão e praticantes de seus princípios parecem superar uma ou várias dessas limitações, experimentando em alguns casos uma espécie de "afrouxamento" nos limites normalmente usuais, e a consciência parece expandir-se de modo a incluir outros indivíduos e objetos do mundo exterior. Inclusive expandindo a um tempo diferente, a um lugar diferente, num contexto diferente. Tal experiência certamente ocorreu com Luiz de Mattos ao codificar o Racionalismo Cristão e está claramente relatada nas páginas de seu livro Vibrações da Inteligência Universal e muitos outros de seus escritos. Trata-se de uma outra dimensão da realidade, um novo conceito do Universo e da Vida, uma consciência procurada por todas as escolas espiritualistas, já que permitiria, a quem a experimenta, compreender o Grande Foco como uma unidade viva, onde desaparece o sentimento de dualidade, e onde presente, passado e futuro deixam de existir.

Vibrações da Inteligência Universal

Ler o livro Vibrações da Inteligência Universal, de autoria do Mestre Luiz de Mattos, é praticar um agradável exercício de contemplação que nos transmite a unidade fundamental de tudo o que existe. Ensina-nos também que não há matéria morta ou inanimada no Universo. Tudo está em movimento, tudo tem vida. As leis naturais e a Inteligência Universal (Grande Foco) estão presentes no movimento de cada átomo e, cada ser humano é uma miniatura do Universo e está em relação dinâmica com todo ele. Ensina-nos que olhar o mundo é a mesma coisa que ler a natureza. Luiz de Mattos nos esclarece que podemos estar em contato consciente com o Universo enquanto agimos nas diversas situações da vida. Todas as coisas estão nos ensinando algo a cada momento. Um livro para se ler em profundidade e meditativamente, testando em nossa vida diária as verdades que ele traz e renovando nossa experiência concreta com os esclarecimentos que ele contém. Livro que expandiu a minha consciência provocando experiências esclarecedoras. Excelente livro, uma verdadeira obra prima do Mestre Luiz de Mattos.

Do Livro Reflexões Racionalistas Cristãs.

6 de abril de 2010

A vontade é o alicerce do caráter, pilar de sustentação. Pela vontade o espírito torna fecundos os atos da inteligência.

A vontade é a energia, a potência, a atividade da força inteligenciada em ação, agindo, operando; a capacidade de reagir e opor reação; não só ao mundo externo, repelindo, anulando sua influência, seus efeitos, pela produção de outros em contraposição àqueles; mas também, e principalmente às solicitações íntimas, quer às que nascem dos instintos e apetites quer às que provêm das necessidades corporais.

A vontade é a potência biomagnética inteligenciada; ela é na essência a polarização, pois que é no fundo um impulso, em última análise, um movimento. Ela já se manifesta nos animais os mais inferiores; porquanto certos fenômenos da nutrição — a procura e a apreensão dos alimentos — se não efetuariam sem a sua intervenção.

A vontade evolui na série animal; a princípio é um simples movimento reflexo, semelhante à distensão de uma mola; depois, um impulso instintivo, verdadeira descarga elétrica; afinal, um ato refletido, consciente, livre; ao qual precede: a apreciação das circunstâncias, análise das condições, deliberação e decisão.

Confunde-se ordinariamente a vontade com o desejo e o apetite; e essa confusão, que se nota com freqüência no trato vulgar, observa-se também, não só na conversação de pessoas instruídas, mas igualmente o que é menos tolerável, até em produções de literatos e homens de ciência; assim se diz e escreve-se tenho vontade de dormir, de chorar, de comer, etc., quisera vê-la, quero falar-te; tenho vontade de sonhar com ela; tenho vontade, mas não posso satisfazer tal necessidade corporal.

O emprego do vocábulo — vontade — é errôneo em todas essas frases; e nem só incorreto, mas antagônico. A vontade se manifesta, ao contrário, no ato de oposição ou resistência à satisfação de um desejo; na insubmissão às solicitações tanto orgânicas como psíquicas. Isso sim, é ter vontade.

Ter vontade é ser forte, saber resistir a todas as tentações; quer mundanas — materiais e sociais, quer anímicas.

A vontade é o alicerce do caráter; é a pedra angular em que ele se firma. Pela vontade o espírito torna fecundos os atos da inteligência. Aqui, a oficina intelectual trabalha com todos os seus instrumentos, alumiada, esclarecida pela razão; depois o tribunal supremo, a consciência moral delibera, julga em última instância, e lavra a sentença — absolutória ou condenatória; o livre arbítrio decide pró ou contra; a vontade executa.

O poder executivo é, na organização social, o símile da vontade no ser humano.

Escrito pelo Médico Dr. Antônio Pinheiro Guedes em seu Livro.

A consciência é para o ser humano como o tribunal para a Sociedade.

— Como explicar a constituição da consciência?
Quanto mais penetramos nos domínios psíquicos, tanto mais difícil se torna a marcha; achamo-nos na situação do viajante, que atravessa uma região nunca antes percorrida, para a qual não há vaqueanos, ele tem de caminhar sem um guia, confiando apenas na sua orientação, entregue à sua perspicácia.

Encontra-se, após algumas jornadas ante uma floresta virgem, cujas árvores são numerosíssimas; e, posto que de diversas espécies se assemelham um tanto, pelo que não podem ser facilmente distinguidas; suas copas frondosas ensombram o chão e limitam, encurtam o campo da visão, tornando difícil senão impossível a marcha.

Tal é a minha situação ante o problema da constituição da consciência. Para achar e explicar a constituição da consciência, faz-se preciso a maior concentração da alma sobre si mesma, na mais profunda introspecção criptoscópica em que a atenção, fazendo agir a percepção nessa câmara — o sancta santorum espiritual — rebusca os fatos, agitando a luz da razão em todos os refolhos psíquicos.

Ocorre-me a fórmula do Universo — a variedade na unidade; incontestavelmente base sólida da lei do transformismo, que explica e justifica a doutrina da evolução.

Ora, eu venho demonstrando (e tenho como certo havê-lo feito rigorosamente) a evolução da força, desde o calórico que cria a polarização, a qual produz a coesão e a afinidade; as quais congregadas e transfundidas constituem a força-vital ou biogênica, que se desdobra em assimilatividade, motricidade e sensitividade, cuja sincretização, se denomina força fitogênica, quando cria o reino vegetal, e zoogênica, na criação do reino animal.

A força-vital — bio-fito-zoogênica — se converte por síncrese em Força psíquica — alma humana — pelo predomínio da sensitividade, que em sua evolução produz o tato, a gustação, o olfato, a audição e a visão — os sentidos; neles se manifesta a ação da inteligência.

A vontade tem a sua origem na síncrise da sensitividade com a motricidade predominando esta, como fonte de energia. Da união da inteligência com a vontade nasce a consciência animal, que se converte em consciência espiritual.

A consciência espiritual ou moral é, pois, um aparelho, mas aparelho anímico, dinâmico, não material, psíquico, constituído pela memória, atenção, percepção e compreensão; iluminado pela razão; nele se refletem todos os atos da força psíquica.

Para que possa condenar, como condena, não só os atos, mas os sentimentos e os pensamento, que não traduzem o amor ao próximo, é preciso que a consciência seja influenciada por princípios (seres?) de ordem superior. Ela é, assim, um aparelho sensitivo espiritual, pelo qual a força se comunica.

A consciência é na criatura o que o poder judiciário é no Estado.

Escrito pelo médico Dr. Antônio Pinheiro Guedes em seu livro.

3 de abril de 2010

O espírito é inteligência, é vida, é poder criador e realizador.

O espírito é inteligência, é vida, é poder criador e realizador. Nele não há matéria em nenhuma de suas fases de desenvolvimento. É, portanto, imaterial. Partícula individualizada, assim se conserva em toda a trajetória que faz no processo da evolução.

O espírito é indivisível, eterno, e evolui para o aperfeiçoamento cada vez maior. Como partícula do Todo, é inseparável dele e subsiste a qualquer transformação, nada havendo que o possa destruir. No Capítulo 2 deste livro, intitulado “Força e Matéria”, ficou evidenciada a evolução das partículas da Força, desde o seu estado primário até quando adquirem suficiente desenvolvimento para incitar e movimentar um corpo humano.

Dá-se à partícula da Força, desde que inicia o processo evolutivo em corpo humano, a denominação de espírito, denominação que mantém daí por diante em sua caminhada evolucionária. No espaço infinito do Universo, em que a Inteligência Universal vibra, sem interrupção, acusando permanente ação consciente e constantes demonstrações de vida, o espírito se exprime por movimentos vibratórios em todas as atividades.

Os movimentos são irradiados de um núcleo de Força, que é o espírito, na imensidão de uma essência idêntica, que é o Todo, assinalando o poder atrativo que faz com que atributos desse Todo convirjam para o núcleo, desenvolvendo-o e dando-lhe maior potencialidade.

Os principais atributos do espírito, inerentes ao Todo, são:

- Inteligência
- Raciocínio
- Vontade
- Consciência de si mesmo
- Domínio próprio
- Equilíbrio mental
- Lógica
- Percepção
- Sensibilidade
- Capacidade de concepção
- Caráter

Inteligência

A inteligência, como atributo mestre do espírito, orienta os demais, apurando-os e contribuindo para torná-los melhores e mais eficientes. Da inteligência dependem, pois, os outros atributos espirituais que se criam, expandem, crescem, ampliam e aprimoram, de acordo com a evolução do espírito. A inteligência está na retaguarda do raciocínio, provendo-o dos meios necessários ao seu desdobramento. Ela dá alcance ao horizonte do espírito, é o instrumento capaz de clarear a mente do ser humano, proporcionando-lhe maior discernimento sobre a vida espiritual. Grande aliada da perfeição, a inteligência faz com que a pessoa reconheça as suas falhas e procure evitá-las.

Raciocínio

O raciocínio constitui valioso atributo espiritual de que dispõe o ser humano para analisar os fatos da vida e tirar dos acontecimentos as lições que lhe puderem ser úteis. O raciocínio é como que uma luz projetada sobre os problemas difíceis da existência, para torná-los claros e compreensíveis. Além de nortear o espírito no curso da sua evolução, ele representa, ainda, um poderoso instrumento de defesa contra o convencionalismo mundano, contra o fanatismo, contra as mistificações de qualquer natureza, que produzem subordinações indicativas de formas agudas ou amenas de avassalamento.

Vontade

A vontade é a mais poderosa alavanca de que dispõe o ser para chegar ao triunfo, não existindo dificuldade ou obstáculo – dentro, naturalmente, das limitações humanas – que não seja capaz de superar. Ela tem o poder de subjugar o desânimo, a timidez, as fraquezas, as paixões, os vícios, os desejos intemperados, quando o ser humano sabe utilizar-se, conscientemente, desse atributo espiritual. É comum as pessoas confundirem vontade com desejo, apesar de serem, na verdade, coisas diferentes. Quando o ser humano é envolvido por um desejo inferior e possui a vontade suficientemente exercitada, esta intervém, domina e vence o desejo. A força de vontade é chama interior que conduz à vitória os que a sabem alimentar, mesmo nas lutas mais árduas e difíceis da vida. É resultado de uma série de sucessos alcançados pelo espírito, com esforço e decisão, nas existências anteriores em corpo humano e, como expressão de valor, uma fortaleza indestrutível
para qualquer um.

Consciência de si mesmo

A consciência de si mesmo faz com que o ser humano não ultrapasse as suas possibilidades, dispersando, em pura perda, as energias que possui. Ela significa, pois, a autoapreciação no seu real sentido, não dando lugar à exaltação da vaidade nem à falsa modéstia, já que a magnitude e o valor espiritual são encarados sempre dentro de uma rigorosa visualização normal. De posse da consciência de si mesma, a pessoa procede com simplicidade, imparcialidade e respeito aos semelhantes, por saber que todos têm uma origem comum e fazem, sem distinção, o mesmo curso evolutivo.

Consciência de si mesmo

A consciência de si mesmo faz com que o ser humano não ultrapasse as suas possibilidades, dispersando, em pura perda, as energias que possui. Ela significa, pois, a autoapreciação no seu real sentido, não dando lugar à exaltação da vaidade nem à falsa modéstia, já que a magnitude e o valor espiritual são encarados sempre dentro de uma rigorosa visualização normal. De posse da consciência de si mesma, a pessoa procede com simplicidade, imparcialidade e respeito aos semelhantes, por saber que todos têm uma origem comum e fazem, sem distinção, o mesmo curso evolutivo.

Domínio próprio

O domínio próprio assegura ao ser humano o controle íntimo, evitando atos impulsivos e atitudes impensadas que o possam levar a cometer desatinos, muitos dos quais irreparáveis, de que se vem a arrepender mais tarde, como acontece na maioria das vezes. A pessoa precisa estar sempre alerta e vigilante, consciente de que é força espiritual que vibra incessantemente, atraindo e repelindo. Correntes favoráveis e desfavoráveis ao seu progresso e bem-estar enchem o espaço, cruzando-se em todas as direções. Daí a necessidade do domínio próprio, para não se deixar influenciar por irradiações adversas, procedendo, unicamente, de acordo
com sua vontade.

Equilíbrio mental

O equilíbrio provém da apuração dos sentidos, do temperamento bem ajustado às realidades da vida, da serenidade, da compreensão exata das possibilidades e da justa apreciação dos fatos. A calma, a serenidade, a moderação, as atitudes ponderadas, a reflexão, o critério e o bom senso são qualidades reveladoras de equilíbrio mental, por meio do qual a pessoa, no torvelinho da existência terrena, procede com maior segurança e se abstém da prática dos erros comuns. Logo, a lapidação desse atributo deve ser objeto de constantes cuidados, pois ele desempenha um papel da mais alta significação no processo da evolução espiritual.

Lógica

A lógica é um atributo que dá a cada pessoa coerência em suas atitudes, congruência na condensação das ideias e ordenação nos pensamentos. É, por excelência, resultante da educação e do aprimoramento espiritual do ser humano, possibilitando que, de acordo com seu estágio evolutivo, formule suas conjeturas em bases firmes, objetivas e reais. Sem aperfeiçoamento espiritual, a lógica é de todo impossível. Assim, nenhuma afirmação poderá ter bases sólidas se não for firmemente apoiada nesse importante atributo.

Percepção

Na percepção pesam determinados fatores psíquicos que representam valores reais, facilmente reconhecíveis. Dela são fortes componentes os recursos da intuição e da inspiração, que possuem importância destacada entre os demais atributos espirituais e as próprias ações humanas. Intimamente ligada ao poder de penetração do espírito, à sua agudez, perspicácia e sensibilidade, a capacidade de percepção, além disso, exerce notável influência no terreno da observação, revelando-lhe aquilo que as conveniências tantas vezes escondem. Quando a prudência intervém, cautelosa, nas resoluções de uma pessoa, é ainda a sua capacidade de percepção que lhe fornece os elementos de decisão.

Sensibilidade

A sensibilidade é atributo de que dispõe o espírito para sentir as correntes vibratórias do meio ambiente, por trás do invólucro das aparências. É pela sensibilidade que se percebe o sentimento afim que congrega, que une, que irmana os seres de idênticos ideais e de iguais aspirações. É a sensibilidade, ainda, o instrumento da alegria e da dor – dor que faz, não poucas vezes, a pessoa desatenta, indiferente e distante do cumprimento do dever, concentrar-se em si mesma, despertar e voltar-se para a realidade da vida.

Capacidade de concepção

Na capacidade de concepção estão o gênio inventivo, as criações do pensamento e a engenhosa força realizadora de todas as transformações e melhoramentos. Essencialmente construtiva, a ela se deve, como elemento propulsor, o desenvolvimento progressivo da humanidade. Tanto nas artes quanto nas ciências, letras e todos os setores das atividades humanas, a capacidade de concepção ocupa posição de inconfundível relevo. A formação das riquezas lhe é devida, assim como as abnegações, os desprendimentos e as renúncias, por ser ela cultivada, via de regra, em benefício da coletividade.

Caráter

O caráter, como tantos outros atributos, patenteia, inequivocamente, a evolução espiritual do ser humano. Os que possuem firmeza de caráter dão sempre os melhores, os mais admiráveis exemplos de retidão em todos os atos da vida. Como resultado da combinação harmônica com os demais atributos já mencionados, o caráter revela suficiente amadurecimento espiritual e efetivas condições para a ascensão a classe evolutiva mais elevada. Portanto, são inumeráveis os atributos do espírito, que aumentam e se desdobram na razão direta do seu crescimento espiritual.


Do Livro Racionalismo Cristão.

2 de abril de 2010

Uma introspecção atinente ao processo de encarnação do espírito.

A Terra é um mundo-escola, uma oficina de aprendizagem e trabalho, um ambiente adequado onde o espírito promove sua evolução em tempo mais ou menos longo, de acordo com o aproveitamento alcançado em cada uma das incontáveis encarnações por que precisa passar no planeta.

Conforme consta no Capítulo 3 deste livro, intitulado “Espaço”, os espíritos, em seus mundos de estágio, estão distribuídos por classes, segundo a evolução de cada um. Os que cumprem etapas do processo evolutivo aqui na Terra pertencem, com exceção dos casos especiais, aos mundos densos, opacos e intermédios.

Todavia, os espíritos se misturam intensamente ao encarnarem em corpo humano, para a formação de povos de estruturas heterogêneas, como convém a um mundo de aprendizado. Os seres que sabem mais, os que dispõem de maior tirocínio, de maior lastro de experiência, ensinam aos que sabem menos aquilo que, por seu turno, aprenderam de outros. Para bem assimilarem as lições da vida, necessitam encontrar no semelhante qualidades e conhecimentos que ainda não possuem. Exatamente por esse fato é que se veem, com frequência, pessoas de espiritualidade bastante diferente em uma mesma família.


Determinado a encarnar e, levando em consideração as perspectivas relacionadas ao seu grau de evolução, o espírito faz escolhas no que tange à nação, à família e a outras condições que lhe possam favorecer o processo de desenvolvimento. No momento da concepção forma-se uma conexão de natureza vibratória entre ele e o óvulo fertilizado.

Ao deixar as dimensões mais sutis, que constituem seu mundo de estágio, projetando-se nos níveis mais compactos da matéria física, a parcela da Inteligência Universal, na condição de espírito, envolve-se com campos interligados ao planeta, recolhendo de cada um deles matéria necessária à expressão e expansão de suas faculdades.

Cada campo possui funções específicas. Há, por exemplo, os que estão associados às diversas nuanças dos processos emocionais, outros que respondem ao exercício de funções mentais e ainda outros que estão ligados às correntes vitalizadoras dos próprios campos.

O conjunto dos extratos oriundos dos diferentes campos, recolhidos pela parcela da Força Criadora, gera um campo individualizado de energia, a ela associado, denominado de corpo fluídico. É através desse corpo que o espírito interagirá com o corpo físico em formação.

As emanações radiantes provenientes das vibrações do corpo fluídico vão originar em torno do corpo físico um halo luminoso que pode ser captado através da percepção extrassensorial de médiuns videntes.

À medida que o corpo físico se desenvolve no útero materno, o espírito começa a se ligar a ele, gradativamente, a partir do terceiro mês de gestação, através de cordões fluídicos. Observa-se, por meio da pesquisa mediúnica, que esse corpo denso é modelado a partir de uma matriz fluídica, também chamada matriz etérica, construída em obediência a leis que regulam os processos naturais em dimensões superiores às terrenas. Os campos etéricos são campos de energia que permeiam e vitalizam os diversos campos, possibilitando o fluxo de energia entre eles.

O espírito toma posse do corpo físico por ocasião do nascimento. No entanto, o despertar para a realidade física só se faz paulatinamente, estendendo-se até, mais ou menos, o sétimo ano de vida, idade em que se consolidam as ligações entre os corpos. Nos primeiros anos de existência, as crianças vivem parcialmente nas dimensões psíquicas e isso fica evidenciado no alheamento de muitas delas, conversando com amiguinhos invisíveis, vendo coisas e ouvindo vozes que, aos adultos, soam como invencionices e fantasias.

Tais fenômenos, entretanto, cessam com o tempo e as crianças passam a focalizar a atenção na realidade física que as cercam. Nessa fase, elas são também muito suscetíveis às influências psíquicas do meio em que vivem. Apresentam-se sem reservas e revelam, desde tenra idade, tendências plasmadas em encarnações pretéritas. É o momento mais adequado para se definir e colocar em prática estratégias educacionais que as conduzam ao crescimento espiritual. É importante, por isso, que os adultos, principalmente os pais, se conscientizem desses fatos, a fim de orientá-las com acerto, proporcionando-lhes um ambiente psíquico favorável ao desabrochar de uma personalidade espiritualmente equilibrada.

Do Livro Racionalismo Cristão

1 de abril de 2010

Quem aceita a evolução como um desdobramento racional da vida, não pode deixar de reconhecer na ação reencarnatória, um processo evolutivo.

Corre, entre as seitas denominadas cristãs, a falsa idéia de que só os espíritas admitem a reencarnação. Muitas outras seitas conhecem a realidade sobre as reencarnações.

A reencarnação é um ato implícito nas leis da evolução, e quem aceita a evolução como um desdobramento racional da vida, não pode deixar de reconhecer na ação reencarnatória, um processo evolutivo.

Evidentemente, como pode alguém evoluir do estado selvagem, como o de um índio ao de um sábio, sem ser por via de numerosas reencarnações? Isto, sem levar em conta o que se passa, em matéria de evolução, antes da partícula da Inteligência Universal encarnar num corpo humano.

Aqueles que obstinadamente insistem em não aceitar a lei da reencarnação como uma verdade, não passam de cegos propositais que tudo fazem para não enxergar o que se apresenta com tamanha evidência, e contribuem com essa infeliz atitude para a manutenção do espírito comercialista das religiões, que falsamente se intitulam Cristãs e vendem bilhetes de ingresso no hipotético reino dos céus.

Adquirem-se esses ingressos, segundo tais seitas, (e isto no século XXI), lavando os pecados com perdões concedidos por sacerdotes, com a encomenda de corpos humanos, com batismos “efetuados em nome de Deus”, com missas e exéquias, tudo, é claro, proveitosamente remunerado.

Como o reconhecimento das reencarnações acabaria com essa preciosa fonte de renda, provinda de tais práticas, então o melhor é negar tal preceito prejudicial aos interesses econômicos da seita ou seitas às quais pertencem os responsáveis por este mercantilismo, em que o sacerdote não passa de um profissional comum da vida material.

Crer na reencarnação, segundo os que adotam esse critério ardiloso, é ser espírita, ser espírita é ter parte com o demônio, e ter parte com o demônio é estar irremediavelmente condenado às fogueiras terrificantes do inferno, para todo o sempre.

Realmente o quadro arquitetado com a argamassa da ignorância é espantoso, e aqueles que se sentem inseguros sobre a verdade da vida, atemorizam-se, e ingenuamente preferem não acreditar na realidade proclamada, ainda que esta atitude contribua para a sua infelicidade. Como poderiam explicar os não-reencarnacionistas, que admitem a presente como a única existência terrena, as diferenças desconcertantes que se verificam entre os seres humanos, todos oriundos do mesmo Criador?

Por que rastejam uns sobre a face da Terra, em corpos monstruosos, enquanto outros desfrutam as maiores regalias que o mundo pode oferecer?

Que Deus é esse que comete a bárbara injustiça de tratar os seus filhos com tão estúpida desigualdade? Que critério absurdo é o desse Deus que coloca seres da mesma origem uns ao lado dos outros para cotejo humilhante em corpos deformados uns e esculturais outros?

No íntimo, para os não-reencarnacionistas, esse só pode ser um mundo aviltante, organizado por um Deus inconsciente, sem noção de justiça, protecionista parcial, digno da repulsa de todos aqueles que vivem miseravelmente no charco das mazelas, nos “vales das lamentações”!

É comum esbarrar-se com indivíduos que tangidos pelos maiores sofrimentos, e educados na inglória mística da igreja, blasfemam contra Deus e injuriam-no, naquele desespero compreensível da própria incompreensão! Na realidade, não pode haver compreensão diante do que a vida a todos mostra, fora do entendimento, claro e racional, revelado pela evidente lei das reencarnações.

Nada mais justo que cada um pague o que deve, desde que haja sentimento de responsabilidade, pois a lei das reencarnações está baseada nesse princípio simples e justo, de cada um resgatar, por si ou à sua custa, aquilo que deve. Os débitos e os créditos são apurados em cada existência pelo espírito desencarnado quando retorna ao seu mundo de luz, e pelo resultado dessa apuração será relativamente feliz ou infeliz na existência seguinte, tudo dependerá das ações meritórias ou infames que praticar nas reencarnações.

Do Livro A Morte Não Interrompe a Vida.


Uma das grandes virtudes que o ser humano deve alimentar, é o culto da prudência.

Uma das grandes virtudes que o ser humano deve alimentar, é o culto da prudência. Numerosos males poderiam ser evitados, se a prática da prudência prevalecesse, sempre, no seu melhor sentido.

Quantas vezes surge o arrependimento pelo fato de haver-se empregado uma expressão inadequada e imprudente, ou praticado um ato ofensivo ou prejudicial, pelo descuido havido no senso equilibrado da conduta.

Normas prudentes são todas aquelas que afinam pela ordem correta do procedimento; o indivíduo calmo e ponderado, está sempre agindo na faixa das vibrações que o habilitam a encontrar o caminho certo para as suas resoluções.

O nervosismo é o maior antagonista das soluções ponderadas, visto como, debaixo de uma tensão nervosa, ninguém pode assumir as rédeas do governo próprio, para impor aquelas medidas oportunas e sábias que deverão dominar a crise porventura manifestada.

Todos devem adquirir o hábito de agir com prudência em qualquer emergência, na certeza de que os obstáculos, por este meio, podem, com maiores probabilidades, ser transpostos. O ser é quanto mais sábio, mais prudente. Logo, a prudência é uma faceta da sabedoria, e todo indivíduo, pela sua condição de partícula da Inteligência Universal, é dotado de sabedoria, que precisará desenvolver em concomitância com a prudência.

Onde não há prudência, surge a precipitação e, com esta, o erro, a falha, a imprevisão. Soluções que requeiram meditação, ponderação e estudo, não deverão ser resolvidas na hora, apressadamente, pois as conseqüências poderão ser as mais nefastas.

Na escolha de um marido ou de uma esposa, a prudência deverá ter o seu lugar destacado. Dois seres que se unem para a vida, precisam conhecer-se bem e saber o grau de tolerância de cada um para suportar as falhas, removíveis ou não. Há pessoas que facilmente renunciam aos seus anseios em favor de outras, mas outras há que são irredutíveis.

A maioria dos desastres matrimoniais se dá pela precipitação. Deixam-se levar as criaturas pelas aparências físicas e superficiais, as quais pouco revelam da substância principal. A aparência física é quase tudo para o enamorado que se deixa submeter à voz do instinto, que é exigente, intolerante, egoísta, inconseqüente e clama por soluções precipitadas.

A prudência está na força do espírito, força que sacrifica o bem imediato e efêmero, quase sempre ilusório, pelo bem resguardado e eterno. A imprudência olha só o presente, enquanto a prudência examina o presente e penetra no futuro, por não lhe escapar a lei das conseqüências. É a lei de causa-e-efeito, que criou as normas da prudência. Ninguém quer sofrer, mas nem todos se lembram de que a falta de premeditação pode ocasionar os maiores sofrimentos.

Urge considerar a importância de levar-se a sério o valor da ponderação em todos os atos da vida. A cada passo, pode ficar a criatura envolvida por uma armadilha, na trajetória terrena; daí a necessidade de agir com cautela, sem precipitação, para que não venha a tornar-se vítima da falta de prudência.